"Jesus morreu para tirar o seu pecado e não a sua inteligência." — Augustus Nicodemus Lopes —
sexta-feira, 10 de março de 2017
É Possível que o Cristão Idolatre a Bíblia?
Alguns meses atrás, li o seguinte em um artigo por um autor que se auto-identifica como um evangelical: “Embora a Bíblia seja um guia importante e autoritativo para a fé e prática Cristã, ela não é o fundamento ou centro da nossa fé – Jesus é… Estudar as Escrituras é valioso, mas nem de longe tão valioso quanto cultivar um relacionamento diário com o Deus encarnado”.
Este autor tem várias visões que o fazem um ponto fora da curva no movimento evangélico como tem sido tradicionalmente definido. Entretanto, tenho percebido que sua visão das Escrituras está se tornando cada vez mais comum. Cada vez mais eu ouço sentimentos na Igreja como:
Daí a questão: É possível ao cristão idolatrar a Bíblia?
A Importância da Pergunta
Não devemos dispensar esta pergunta rápido demais. Me parece que quem expressa os sentimentos acima tem tido uma experiência ruim com a igreja ou com cristãos quando o assunto é a Bíblia. Eles encontraram vários cristãos que, embora conheçam bem a Bíblia, parecem “inflados” pelo seu conhecimento, tendo pouco amor por Cristo ou pelo próximo. A preocupação é que colocar tanto foco na Bíblia apenas repita estas experiências.
A Escritura diz que há um tipo de conhecimento que “infla” (1 Coríntios 8.1) mas outro tipo que é intimamente entrelaçado com o amor (Filipenses 1.9). Então, precisamos testar a nós mesmos: O meu estudo das Escrituras está gerando o Fruto do Espírito ou o fruto da arrogância? A Bíblia tem sido amplamente mal usada ao longo da história, então certamente devemos tomar cuidado para não a usarmos mal, nós mesmos, tornando-a em um veículo para o orgulho sobre quanto nós sabemos, em vez de sermos corretamente desafiados por ela a uma vida amável e humilde de serviço a Deus e ao próximo.
Além disso, Cristo repreendeu os fariseus em João 5.39-40 por conhecer as Escrituras e ainda assim não recebê-lo e crer nele como o Cristo. Então, novamente, precisamos testar a nós mesmos: O meu estudo das Escrituras é meramente acúmulo de conhecimento, como estudar um livro qualquer, ou está me ajudando a seguir Cristo como meu Senhor e amá-lo como meu Salvador? Em outras palavras, devemos compreender que é possível conhecer as Escrituras e ainda assim ignorar Jesus. Temos ainda que admitir que muitos cristãos têm tido interações com crentes e igrejas que tratam a Bíblia exatamente como os fariseus faziam.
Não devemos ficar surpresos com essa pergunta, mas devemos ser desafiados e ajudados por ela.
A Imprecisão da Pergunta
Ainda assim, tão importante e desafiador quanto a pergunta possa ser, ela está enraizada em um entendimento impreciso das Escrituras. Considere as descrições primárias da Escritura a partir da própria Bíblia:
Acrescente a isso que um dos nomes favoritos de Jesus Cristo é “O Verbo”, e você tem um testemunho trinitário de que a Bíblia não é divorciada da Trindade, mas é a obra tangível do Trino Deus em perfeita harmonia falando conosco.
Colocando de maneira simples, a Bíblia é a voz de Deus. O Pai inspira (sopra) a Palavra. O Filho é o Verbo encarnado. O Espírito Santo moveu os autores bíblicos para que eles falassem “da parte de Deus”. A Bíblia é a voz de Deus – não apenas as letras vermelhas – toda a Bíblia. Assim, a pergunta “É possível ao cristão idolatrar a Bíblia?” é imprecisa, porque ela nos leva a uma falsa dicotomia entre Deus e sua voz. Priorizar a voz de Deus é priorizar Deus, portanto priorizar sua voz não pode ser visto como idolatria.
Por favor, saiba, eu compreendo. As Escrituras e Jesus Cristo são entidades diferentes. A Bíblia e o Espírito são distintos um do outro. Mas isso não significa que nós possamos tratá-los assim, divorciando-os um do outro.
A Ilustração da Pergunta
Considere seu melhor amigo. Como, precisamente, você se relaciona com ele ou ela?Vocês podem trabalhar juntos, e ter hobbies em comum mas, primariamente, você conhece seu amigo por meio das palavras dele. Suas conversas e todas as interações verbais são essenciais para sua amizade.
Claro, tem muito mais a respeito dele que é não verbal – seu caráter, talentos personalidades – mas ainda assim, a maior parte do que você conhece sobre seu caráter, talentos e personalidade é conhecido por você por causa do que ele tem dito a você ao longo dos anos.
Você não tentaria separar seu amigo das palavras dele. Eles são entidades distintas, sim. Mas eles vêm juntos.
A Importância da Pergunta, Revisitada
Então voltamos à pergunta, “É possível idolatrar a Bíblia?” A resposta é um ressonante “Não”. Priorizar a Bíblia em nossas vidas está longe da idolatria. Priorizar a Bíblia é priorizar a voz de Deus para nós, e assim priorizar o próprio Deus.
Você pode usar mal a Bíblia, como descrevemos antes, mas se a Bíblia se descreve de maneira precisa, ela é a voz de Deus falando conosco. Conhecer a Bíblia é conhecer Deus – sua voz, seu caráter, seus atributos, seu reino, seu plano para nos salvar!
Aqui eu gostaria de perguntar ao autor da questão anterior: Como você e eu “cultivamos um relacionamento diário com o Deus encarnado” separados das Escrituras? Como podemos separar Cristo e sua voz de tal forma que nós possamos colocar um contra o outro ou clamar que ouvir sua voz pode tornar-se um ídolo? Se a Bíblia é como Jesus fala conosco, como podemos crescer num relacionamento com Cristo sem enfatizar ouvi-lo por meio de sua própria Palavra?
É aqui que eu acho a pergunta e os sentimentos descritos no começo bem perigosos. Na melhor das hipóteses, esses sentimentos nos avisam do mal uso, como nós vimos. Mas na pior hipótese, esses sentimentos nos dão uma razão massiva para nos afastarmos das Escrituras, assim nos distanciando da voz de Deus falando em nossas vidas.
A Bíblia não pode ser suficientemente enfatizada em nossas vidas, em nossos grupos pequenos, em nossas igrejas, pois ela é como nós ouvimos a própria voz de Deus falando conosco! Para cultivar um relacionamento diário com o Deus encarnado, precisamos ouvir sua voz. Que bizarro seria se preocupar com uma priorização excessiva com as palavras do seu melhor amigo? Se você quer conhecer seu melhor amigo, você vai ouvir as palavras dele.
Não perca a encorajadora verdade no meio desta discussão: Se a Bíblia é a voz de Deus, isso significa que você pode ouvir de Deus!
Então, amigo, vamos atender ao importante desafio que vem com essa pergunta, “É possível idolatrar a Bíblia?”. Vamos ser cristãos que crescem em amor e fé por meio das Escrituras. Mas não vamos nos confundir: Deus tem falado conosco por meio das Escrituras, então se nós formos realmente conhecê-lo e amá-lo, devemos fazer com que ouvi-lo seja uma prioridade apaixonada em nossas vidas.
Este autor tem várias visões que o fazem um ponto fora da curva no movimento evangélico como tem sido tradicionalmente definido. Entretanto, tenho percebido que sua visão das Escrituras está se tornando cada vez mais comum. Cada vez mais eu ouço sentimentos na Igreja como:
- “Muitos cristãos estão colocando ênfase demais na Bíblia em vez de em Cristo e o Espírito Santo.”
- “A Trindade não é Pai, Filho e Escritura Santa.”
- “Cuidado para não fazer da Bíblia um ídolo.”
Daí a questão: É possível ao cristão idolatrar a Bíblia?
A Importância da Pergunta
Não devemos dispensar esta pergunta rápido demais. Me parece que quem expressa os sentimentos acima tem tido uma experiência ruim com a igreja ou com cristãos quando o assunto é a Bíblia. Eles encontraram vários cristãos que, embora conheçam bem a Bíblia, parecem “inflados” pelo seu conhecimento, tendo pouco amor por Cristo ou pelo próximo. A preocupação é que colocar tanto foco na Bíblia apenas repita estas experiências.
A Escritura diz que há um tipo de conhecimento que “infla” (1 Coríntios 8.1) mas outro tipo que é intimamente entrelaçado com o amor (Filipenses 1.9). Então, precisamos testar a nós mesmos: O meu estudo das Escrituras está gerando o Fruto do Espírito ou o fruto da arrogância? A Bíblia tem sido amplamente mal usada ao longo da história, então certamente devemos tomar cuidado para não a usarmos mal, nós mesmos, tornando-a em um veículo para o orgulho sobre quanto nós sabemos, em vez de sermos corretamente desafiados por ela a uma vida amável e humilde de serviço a Deus e ao próximo.
Além disso, Cristo repreendeu os fariseus em João 5.39-40 por conhecer as Escrituras e ainda assim não recebê-lo e crer nele como o Cristo. Então, novamente, precisamos testar a nós mesmos: O meu estudo das Escrituras é meramente acúmulo de conhecimento, como estudar um livro qualquer, ou está me ajudando a seguir Cristo como meu Senhor e amá-lo como meu Salvador? Em outras palavras, devemos compreender que é possível conhecer as Escrituras e ainda assim ignorar Jesus. Temos ainda que admitir que muitos cristãos têm tido interações com crentes e igrejas que tratam a Bíblia exatamente como os fariseus faziam.
Não devemos ficar surpresos com essa pergunta, mas devemos ser desafiados e ajudados por ela.
A Imprecisão da Pergunta
Ainda assim, tão importante e desafiador quanto a pergunta possa ser, ela está enraizada em um entendimento impreciso das Escrituras. Considere as descrições primárias da Escritura a partir da própria Bíblia:
“Toda a escritura é inspirada por Deus…” (2 Timóteo 3:16)
“Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21)
Acrescente a isso que um dos nomes favoritos de Jesus Cristo é “O Verbo”, e você tem um testemunho trinitário de que a Bíblia não é divorciada da Trindade, mas é a obra tangível do Trino Deus em perfeita harmonia falando conosco.
Colocando de maneira simples, a Bíblia é a voz de Deus. O Pai inspira (sopra) a Palavra. O Filho é o Verbo encarnado. O Espírito Santo moveu os autores bíblicos para que eles falassem “da parte de Deus”. A Bíblia é a voz de Deus – não apenas as letras vermelhas – toda a Bíblia. Assim, a pergunta “É possível ao cristão idolatrar a Bíblia?” é imprecisa, porque ela nos leva a uma falsa dicotomia entre Deus e sua voz. Priorizar a voz de Deus é priorizar Deus, portanto priorizar sua voz não pode ser visto como idolatria.
Por favor, saiba, eu compreendo. As Escrituras e Jesus Cristo são entidades diferentes. A Bíblia e o Espírito são distintos um do outro. Mas isso não significa que nós possamos tratá-los assim, divorciando-os um do outro.
A Ilustração da Pergunta
Considere seu melhor amigo. Como, precisamente, você se relaciona com ele ou ela?Vocês podem trabalhar juntos, e ter hobbies em comum mas, primariamente, você conhece seu amigo por meio das palavras dele. Suas conversas e todas as interações verbais são essenciais para sua amizade.
Claro, tem muito mais a respeito dele que é não verbal – seu caráter, talentos personalidades – mas ainda assim, a maior parte do que você conhece sobre seu caráter, talentos e personalidade é conhecido por você por causa do que ele tem dito a você ao longo dos anos.
Você não tentaria separar seu amigo das palavras dele. Eles são entidades distintas, sim. Mas eles vêm juntos.
A Importância da Pergunta, Revisitada
Então voltamos à pergunta, “É possível idolatrar a Bíblia?” A resposta é um ressonante “Não”. Priorizar a Bíblia em nossas vidas está longe da idolatria. Priorizar a Bíblia é priorizar a voz de Deus para nós, e assim priorizar o próprio Deus.
Você pode usar mal a Bíblia, como descrevemos antes, mas se a Bíblia se descreve de maneira precisa, ela é a voz de Deus falando conosco. Conhecer a Bíblia é conhecer Deus – sua voz, seu caráter, seus atributos, seu reino, seu plano para nos salvar!
Aqui eu gostaria de perguntar ao autor da questão anterior: Como você e eu “cultivamos um relacionamento diário com o Deus encarnado” separados das Escrituras? Como podemos separar Cristo e sua voz de tal forma que nós possamos colocar um contra o outro ou clamar que ouvir sua voz pode tornar-se um ídolo? Se a Bíblia é como Jesus fala conosco, como podemos crescer num relacionamento com Cristo sem enfatizar ouvi-lo por meio de sua própria Palavra?
É aqui que eu acho a pergunta e os sentimentos descritos no começo bem perigosos. Na melhor das hipóteses, esses sentimentos nos avisam do mal uso, como nós vimos. Mas na pior hipótese, esses sentimentos nos dão uma razão massiva para nos afastarmos das Escrituras, assim nos distanciando da voz de Deus falando em nossas vidas.
A Bíblia não pode ser suficientemente enfatizada em nossas vidas, em nossos grupos pequenos, em nossas igrejas, pois ela é como nós ouvimos a própria voz de Deus falando conosco! Para cultivar um relacionamento diário com o Deus encarnado, precisamos ouvir sua voz. Que bizarro seria se preocupar com uma priorização excessiva com as palavras do seu melhor amigo? Se você quer conhecer seu melhor amigo, você vai ouvir as palavras dele.
Não perca a encorajadora verdade no meio desta discussão: Se a Bíblia é a voz de Deus, isso significa que você pode ouvir de Deus!
Então, amigo, vamos atender ao importante desafio que vem com essa pergunta, “É possível idolatrar a Bíblia?”. Vamos ser cristãos que crescem em amor e fé por meio das Escrituras. Mas não vamos nos confundir: Deus tem falado conosco por meio das Escrituras, então se nós formos realmente conhecê-lo e amá-lo, devemos fazer com que ouvi-lo seja uma prioridade apaixonada em nossas vidas.
***
Autor: Tom Olson
Fonte: Unlocking The Bible
Tradução: Daniel TC
quinta-feira, 9 de março de 2017
SABENDO OUVIR
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2:11).
Certa vez, um índio veio visitar seu amigo na cidade grande. Enquanto caminhavam pelo meio da multidão, imersos no barulho da cidade, o índio voltou seus ouvidos para um lado e disse que estava ouvindo um sonoro cântico de pássaro. Seu amigo, com um rosto de incredulidade, disse que seria impossível distinguir um som desse tipo dentro daquela confusão de buzinas, furadeiras e carros. O índio respondeu: “basta saber ouvir”. Então pegou algumas moedas e as jogou no chão. Imediatamente os pedestres ao redor voltaram suas cabeças na direção das moedas. “Viu? Você dá ouvidos ao que lhe importa.”
O que os seus ouvidos ouvem? O que lhe chama a atenção? São as conversas imorais de seus colegas de trabalho? São os últimos comentários sobre se o seu time ganhou? Como nossos ouvidos denunciam o que está dentro do coração! Esta é a razão porque muitas vezes não damos ouvidos ao que Deus está dizendo. Ouvimos, mas não ouvimos. Os sons chegam aos nossos ouvidos, mas não chegam ao coração. Isto não é ouvir!
Precisamos aprender a ouvir. Não basta emprestar os ouvidos aos sons que chegam, é necessário aplicar nossa atenção sabendo que as palavras de Deus são mais importantes do que qualquer outra coisa. Nelas vamos encontrar direção, conforto, instrução, exortação e encorajamento. Por isso, é essencial prestar atenção. Se nos deixamos distrair como o que acontece ao redor, acabamos perdendo aquilo que poderia fazer diferença em nossas vidas. A atenção nos permitirá receber todos os benefícios da Palavra de Deus.
Além da atenção, precisamos de retenção. “Guardei a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti.” O inimigo de nossas almas tem todo o interesse em roubar a semente dos nossos corações. Por isso, é importante lembrar e relembrar o que Deus disse através de sua palavra. Se ela “habitar ricamente” em nosso coração, estaremos preparados para todos os desafios. Venceremos nosso inimigo espiritual, teremos sabedoria nas decisões e estaremos prontos a compartilhar nossa fé. Quanto mais plenos da palavra de Deus, mais fortalecidos estaremos.
Saber ouvir também significa meditar naquilo que ouvimos. Sem uma séria e cuidadosa reflexão, o que ouvimos permanece na superfície de nossas consciências, exercendo pouca influência. Através da meditação, a Palavra de Deus desce às profundezas do nosso ser, como o alimento que nutre cada célula do nosso organismo.
Finalmente, só sabemos se ouvimos corretamente a palavra de Deus quando a aplicamos em nossas vidas. Quem ouve a Deus confia nele e o obedece. Não basta ter doutrina correta, precisamos da prática que flui de nossas convicções. Nossos atos dizem o quanto realmente temos ouvido a Deus.
Atenção, retenção, meditação e aplicação. Aqui está o caminho para saber ouvir a Deus. Se você tem ouvidos, “ouça o que o Espírito diz às igrejas.”
Jorge Issao Noda
quarta-feira, 8 de março de 2017
O que significa ser discípulo?
Introdução
“Você quer ser igual a mim?” Na tradição judaica, quando alguém era convidado por um rabino para segui-lo era como se ouvisse esta pergunta instigante. Teria sido esta a mesma questão que ressonou na mente e no coração dos doze primeiros discípulos de Jesus? E, um pouco mais tarde, na mente e no coração do apóstolo Paulo? Para eles, sem dúvida, tratava-se de um chamado radical – imitar o rabino Jesus. Quais eram as exigências, os deveres, os estímulos, as dificuldades e as recompensas de ser um discípulo de Jesus? É o que vamos estudar a seguir.
Para entender o que a Bíblia fala
a) Em Mateus 10.1, Jesus dá autoridade àqueles que ele havia chamado para ser seus discípulos. Que tipo de autoridade era esta e para que servia?
b) Logo a seguir, Jesus afirma que “o discípulo não está acima do seu mestre” e que “basta ao discípulo ser como o seu mestre” (versos 24-25). Como podemos ser iguais a Jesus? Veja também 1 Coríntios 11.1 e Gálatas 4.19
c) Que dificuldades enfrenta um discípulo de Jesus? Veja os versos 34 a 39 e Lucas 14.33. Quais dessas dificuldades você já enfrentou? Compartilhe com o grupo.
d) Como você entende as recompensas do discipulado de acordo com os versos 40 a 42?
e) Um discípulo é alguém que permanece na palavra do seu Mestre Jesus (Jo 8.31), tem amor aos outros discípulos (Jo 13.35) e dá muito fruto (Jo 15.8), até chegar à maturidade, à plenitude de Cristo (Ef 4.13). Como e em que grau estas características têm marcado sua jornada de discipulado?
Hora de Avançar
“O que é seguir, senão imitar?” – Santo Agostinho
Para pensar
Mateus 10 talvez seja um dos capítulos da Bíblia mais importantes sobre o que significa ser um discípulo de Jesus. O capítulo começa com Jesus tomando a iniciativa, convocando os doze primeiros discípulos, investindo-os de autoridade para fazer as coisas que ele, o Mestre, fazia (versos 1-4). Após o convite para vir a ele, segue-se o envio, com diversas instruções (veros 5-15). Paul Bendor-Samuel comenta que “o fato de o convite para vir preceder a ordem para ir é um lembrete de que o ministério flui da intimidade”. Depois Jesus dá a eles alguns conselhos e palavras de encorajamento (versos 16-33), que serão essenciais diante das dificuldades por que passarão (versos 34-39). E fecha com a promessa das recompensas – a vida (v. 39) e o galardão, que nunca se perderá (versos 40-42). O início do capítulo seguinte também é muito interessante, porque relata que Jesus passou a ensinar e pregar nas cidades daqueles discípulos (Mt 11.1). Que privilégio!
O que disseram
“Não se trata simplesmente de um estado ontológico, uma questão de ter tomado uma decisão em um dado momento e pronto. Ser discípulo é um estado ativo de aprendizado e crescimento.” (Paul Bendor-Samuel, em Ultimato, set.-out. 2012, p. 50.)
“A razão de quase todas as nossas falhas é a facilidade que temos de esquecer nossa identidade como discípulos.” (John Stott, em O discípulo radical, Editora Ultimato)
Para responder
> Se Jesus aparecesse pra você agora e lhe fizesse a pergunta-convite, “Você quer ser igual a mim?”, o que você responderia?
> A que você tem renunciado para ser um discípulo de Jesus? Compartilhe sua resposta com um amigo ou com o grupo.
> Como a esperança de se tornar um dia 100% igual a Jesus o encoraja a prosseguir na caminhada cristã?
Eu e Deus
“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” (Mt 4.18.)
“Segue-me!” (Mt 9.9)
Autora do Estudo Bíblico: Délnia Bastos
Este estudo bíblico foi desenvolvido a partir do artigo O que significa ser um discípulo de Jesus?, por Ed René Kivitz, publicado na edição 338 da revista Ultimato.
terça-feira, 7 de março de 2017
Podemos Perder a Salvação em Cristo?
Hebreus 6.4-8
Uma pessoa me perguntou se Hebreus 6.4-6 anularia a possibilidade de algum ex-cristão arrependido voltar a trilhar os caminhos do Senhor? A dúvida era: “A quem este trecho se refere?”. Uma outra questão, que surge com este texto, é a possibilidade de perda da salvação. Certamente já ouvimos muitas pessoas afirmarem que podemos perde-la. Na realidade, alguns chamam a certeza da salvação, “o orgulho dos Crentes”.
Essa noção está presente em algumas denominações de orientação teológica arminiana. Vários valorizam a manutenção de uma insegurança por “necessidade de preservar a vida cristã”. Em meu entendimento, e assim ensina a teologia da Reforma, isso representa uma falta de compreensão do que a Bíblia ensina sobre a doutrina da salvação. No entanto, alguns reformados se surpreendem quando ouvem que a Confissão de Fé de Westminster apresenta a “certeza da salvação” como sendo algo adicional e não essencial à essência da fé real (CFW, Cap. 18, 3 e Catecismo Maior, Perguntas 81 e 172 do Catecismo Maior da CFW). A questão, então, não é se existe ou não “a certeza subjetiva”, ou pessoal, mas se o verdadeiramente salvo pode perder essa salvação. Afinal, um dos pontos principais da teologia bíblica, e da Reforma, é a Perseverança dos Santos.
Textos como Hb 6.4-6 podem nos deixar um pouco confusos, se forem estudados superficialmente, fora do contexto geral da Palavra de Deus. Precisamos, portanto, procurar entender algumas passagens bíblicas queparecem ir em sentido contrário à doutrina da Perseverança dos Santos.
1. Duas passagens difíceis: Hebreus 6.4-6 e 2 Pedro 2.20-22 são dois trechos de difícil compreensão, mas analisemos cada um deles.
Alguns “provam o dom celestial” e caem, nos diz Hb 6.4-6: (4) É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, (5) e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro,(6) e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.
Alguns “escapam” do mundo, “conhecem”, mas voltam ao erro, nos diz 2 Pe 2.20-22: (20) Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro. (21) Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado. (22) Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal.
2. As Exposição de João sobre o assunto – Precisamos estar cientes da exposição sobre a salvação que o apóstolo João faz no capítulo 10.26-28, do seu Evangelho e em suas três cartas universais, antes de abordar estes versos difíceis.
O Espírito Santo moveu João a registrar nesse trecho (João 10.26-28) o fundamento da doutrina da Perseverança dos Santos - “Ninguém as arrebatará”: (26) Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. (27) As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. (28) Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Somos seguros nas mãos de Cristo não por nosso próprio poder, mas pelo poder de Deus. Salvação não é apenas um ato de vontade nossa, mas a vontade é um reflexo e resposta à obra de Cristo na Cruz; de sua vitória sobre a morte, na ressurreição; e ao chamado eficaz do Espírito Santo em nossos corações.
Na sua primeira carta, João deixa claro que existem pessoas agregadas ao povo de Deus, mas que nunca fizeram parte dos verdadeiramente salvos pelo poder de Cristo. “Saíram de nós, mas não eram dos nossos”, diz ele. Em 1 João 2.18-20, temos: (18) Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. (19) Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos. (20) E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.
Em sua segunda carta João fala daqueles que não se prendem à doutrina de Cristo. Ele se referia à pessoa que“ultrapassa a doutrina” e diz que esse não tem Deus. Em 2 Jo 9, ele escreve: Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Entendemos que esse “ultrapassar” é o mesmo curso abordado por Paulo em Gálatas 1.8. Significa “ir além”, pregar um “outro evangelho”. A esses Paulo reserva palavras duras. Mesmo estando no meio do Povo de Deus, Paulo alerta seus leitores contra eles, e conclui que qualquer um que “...vos pregue evangelho que vá alémdo que vos temos pregado, seja anátema”. Ou seja, seja amaldiçoado aquele que ultrapassa a doutrina.
Na terceira carta, João chama atenção para o fato de que uma vida realmente transformada, realmente salva, não permanece no pecado. Aqueles que dizem ser salvos, mas não demonstram transformação de vida (e, infelizmente, sempre existem esses no meio do Povo de Deus), nunca viram a Deus. Em 3 João 11, ele fala dessa permanência na prática do mal: Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus.
3. O contexto das passagens difíceis. Mas voltemos às nossas passagens difíceis, agora examinando ocontexto imediato no qual elas são encontradas.
Hebreus 6.4-6, não pode ser lido isolado dos versos 7 e 8. Estes versos dizem: (7) Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus;(8) mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada.
Vemos nesses dois versos a harmonia do texto em Hebreus, com a parábola do semeador, encontrada em Mateus 13.18-23. O v. 22 é de especial importância. O trecho, em Hebreus, não está falando dos verdadeiramente salvos, mas dos semeados em espinhos. Eles recebem a chuva, igual à que cai na terra fértil, ou seja, “provam o dom”, no sentido de que são participantes das bênçãos, mas são sufocados pelos cuidados do mundo. Muitos aparentam seguir o evangelho; fazem parte dos ajuntamentos e atividades das igrejas; mas o coração não está regenerado. O texto em Hebreus não fala em “perda da salvação”, nem em impossibilidade de um crente cair em pecado e não ter condição de se arrepender, mas daqueles que demonstram, ao longo do tempo, que nunca foram convertidos.
Semelhantemente, 2 Pe 2.20-22, deve ser lido a partir do verso 9. Os que “escapam” do mundo conhecem, mas voltam ao erro, são contrastados com os “piedosos”. O texto de Pedro diz: (9)Porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar sob castigo os injustos, para o dia do juízo; (10) especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores, (11) ao passo que anjos, embora maiores em força e poder, não proferem contra elas juízo infamante na presença do Senhor. (12) Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser destruídos, (13) recebendo injustiça por salário da injustiça que praticam. Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco; (14) tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos; (15) abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça (16) (recebeu, porém, castigo da sua transgressão, a saber, um mudo animal de carga, falando com voz humana, refreou a insensatez do profeta). (17) Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas;(18) porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro, (19) prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.
O trecho claramente fala de ímpios. Eles conheceram o caminho da justiça, porque aderiram fisicamente à igreja, relacionaram-se com o Povo de Deus, ouviram incontáveis exposições da Palavra. No entanto, em seu espírito e em suas obras, nunca experimentaram conversão. Por isso, nos versos 20 a 22, eles são comparados a porcos que voltam ao vômito. Viviam em um clima limpo, eivado de ensinamentos proveitosos à vida. Levam sobre si a condenação de rejeitarem a tudo isso e ao Senhor da Glória.
Conclusão:
A Palavra de Deus deixa claro, em muitas passagens, que somos salvos para sempre. Por isso Paulo ensina em Romanos que Aquele que iniciou a obra em nós é poderoso para completá-la (Filipenses 1.6). Obviamente, isso não é encorajamento para o pecado, mas motivo de ações de graças – somos salvos pelo poder de Deus e preservados por este mesmo poder, não por nossas frágeis forças.
Os dois trechos que examinamos ainda que difíceis, são entendidos pelas explicações de João e pelo contexto imediato das passagens. Devemos confiar no preservador da nossa salvação e nunca devemos nos abalar ou permitir que dúvidas sejam colocadas em nossa cabeça.
Solano Portela
segunda-feira, 6 de março de 2017
PLENA SATISFAÇÃO EM CRISTO
Rev.
Davi Miguel Manço
Sinto-me muito feliz quando, depois de um dia de
trabalho, passo a noite na companhia da minha esposa Renata, lendo juntos
um bom livro ou assistindo com ela algo interessante na televisão, com nossa
cadelinha “Mel” debaixo das cobertas conosco. Gosto também, em um desses
dias frios de inverno, de contemplar a beleza do céu profundamente azul,
sentindo o sol batendo de mansinho em minha face. É também prazeroso desfrutar
uma boa refeição; realizar um trabalho bem feito e perceber que ele teve
resultados; sentir que o analgésico fez efeito e a dor de cabeça passou... Tudo
isso gera prazer e satisfação.
Contudo, devemos reconhecer: De que adianta contemplar o
belo céu ensolarado que contrasta com o frio da manhã, sem reconhecer que estas
coisas se sustentam pelo poder do Criador (Sl 19.1)? Que prazer e beleza
haveria nisto, se tudo fosse matéria, reação físico-química? De que adianta
viver o contexto de família, sem reconhecer que a intimidade, a sexualidade, a
companhia do cônjuge, tudo isso é projeto de nosso Criador para nós? De que
adianta desfrutarmos uma deliciosa refeição sem reconhecer a graciosa provisão
de Deus? De que adianta ao homem levantar de madrugada, trabalhar duro, se não
consegue vislumbrar que, ao fazer isto, presta culto ao seu Criador ao cumprir
sua sagrada vocação? De que adianta ter saúde, somente para usar o vigor físico
para cometer iniquidades contra Deus?
O que estou querendo dizer é que, em rebeldia contra o
Criador, trabalho, comida, sexo, dinheiro, saúde, tudo é "vaidade
e correr atrás do vento" (esse
é o tema tão dramaticamente expresso pelo autor do livro de Eclesiastes).
Mas, por outro lado, se Jesus é o centro de nosso viver,
se nossa satisfação está plenamente nEle, então:
1) Quando fazemos as coisas mais simples (comer uma boa
refeição, ter momentos de lazer, experimentar alívio da dor) em tudo damos
graças a Deus e assim glorificamos o Redentor (1Co 10.31).
2). Temos prazer em nosso trabalho, e o realizamos como
serviço ao Reino. A nossa relação com Cristo transforma trabalho em vocação, e
nos empenhamos nele para glorificar a Deus. Se não for assim, tudo não passa de
canseira e enfado.
3) Ao pensarmos em sexo, a primeira coisa que nos vem a
mente não é lascívia, nem auto-gratificação; é GRATIDÃO
A DEUS, que criou algo tão maravilhosamente belo, profundo,
íntimo e capaz de expressar amor de um modo singular no contexto do casamento.
A centralidade de Jesus em nossa vida muda a forma de ver
o mundo. Entender biblicamente a realidade é reconhecer que só é possível ser
verdadeiramente feliz se a nossa felicidade está em CRISTO
JESUS antes de
qualquer outra coisa; e firmada nossa alegria nEle, podemos nos alegrar com as
coisas secundárias. Em outras palavras: as bênçãos “acessórias” - dinheiro,
sexualidade, família, saúde, comida - são verdadeiramente bênçãos, e não pedras
de tropeço para nós, quando as recebemos com ações de graças, louvando a Deus
por elas, e usando-as com alegria para glorificar nosso Redentor.
Por outro lado, se o fundamento de nossa alegria é
qualquer outra coisa que não o Senhor, então amamos mais as coisas criadas por
Deus do que nosso Criador e Redentor. Isto faz de nós idólatras, o que nos
conduz a duas considerações.
Primeiro, este mundo tem coisas muito boas e prazerosas,
mas elas somente são assim porque Jesus as redimiu. Logo, nosso maior prazer
deve estar em Cristo, que dá sentido a tudo que recebemos da parte de Deus. Sem
a ação redentora dEle, o pecador dá uma direção pervertida às coisas que foram
criadas boas por Deus. Na área da sexualidade, por exemplo, ao invés de usar
essa dádiva no contexto do casamento, o pecador se entrega à promiscuidade
(adultério, fornicação, homossexualismo, etc.). Só quando conhece Jesus, o
pecador redimido passa a usar as boas coisas criadas da maneira planejada por
Deus, para a glória dEle, e não para sua própria satisfação (fazendo do seu eu
um “deus” e das coisas um ídolo).
Em segundo lugar: se Jesus está no centro de nossa vida,
reconhecemos que a vida presente, por causa da obra dEle, já é muito boa, mas
ainda imperfeita; isto porque o pecado ainda macula e entristece a nossa vida.
Sendo assim, ansiamos por uma era futura, em que na presença de Jesus, lágrimas
não serão mais vertidas pelos salvos.
A vida aqui nessa terra está sob o efeito do pecado, e
por isso coisas ruins acontecem. Mas por causa do Cordeiro de Deus, morto antes
da fundação do mundo, desfrutamos de muitas coisas boas. Tudo de bom que temos
aqui provem dEle! Aliás, devemos reconhecer que nosso pecado deveria ter
causado a prevalência do sofrimento, do mal, da injustiça; é Cristo quem impede
isso, afinal, Deus provisionou redenção em Jesus, de maneira que aqueles que
são salvos continuam alegres e gratos a Deus mesmo quando as coisas vão mal.
O cristão, portanto, olha para tudo que existe e dá
glória a Deus; mas como sua alegria está centrada em Jesus, anseia
profundamente por sua volta, quando continuaremos a usufruir de muitas das
coisas excelentes que já existem - e de outras ainda melhores -, mas sem as
consequências destrutivas do pecado.
Se seu coração ama alguma coisa mais que Jesus, se você
considera que falta algo para ser feliz, então Jesus não se tornou para você
aquilo que de fato deve ser: O MAIOR TESOURO, A MAIOR ALEGRIA,
AQUELE QUE SATISFAZ PLENAMENTE.
Quem tem um
relacionamento assim com Jesus, acorda todo dia e diz: “Cristo Jesus, obrigado
pela alegria radiante que já desfruto em ti. Devo-a a ti. Senhor Jesus, para
que tu sejas ainda mais glorificado: vem já! Volta Senhor, para que possamos
conhecê-lo perfeitamente, para que toda lágrima seja enxugada de nossos olhos
por causa da tua presença maravilhosa em nosso meio, e para que possamos
contemplar a plenitude do belo, do bom, do justo e do amável, que somente a tua
segunda vinda poderá trazer à luz. Sim, Maranata, vem Senhor Jesus!”
domingo, 5 de março de 2017
Felizes são os infelizes
Felizes as pessoas que choram, pois Deus as consolará. (Mateus 5.4)
No púlpito da montanha, Jesus fala sobre os felizes deste mundo. O que ele diz é um verdadeiro absurdo, tanto para aquela época quanto para hoje. Na psicologia de Jesus, felizes são os pobres de espírito, os chorões, os famintos, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os insultados, os caluniados (Mt 5.1-12).
Com esse discurso, Jesus agride o conceito geral e particular da felicidade pessoal. Como é possível serem felizes os que choram? Como é possível serem felizes os que não satisfazem os desejos da carne? Como é possível serem felizes os que levam desaforos para casa, os que não se vingam na base do olho por olho, dente por dente?
Mas Jesus não deixa por menos. Quem está equivocado não é ele, mas a cultura do pecado. O certo virou de cabeça para baixo no momento da queda. Jesus está tentando mostrar que o que está de cabeça para baixo precisa ficar de cabeça para cima outra vez. O verdadeiro conceito de felicidade não é o que está em voga, mas o revolucionário, proposto por Jesus.
— Nunca me esquecerei do verdadeiro conceito de felicidade proposto por Jesus!
>> Retirado de Refeições Diárias com Jesus. Editora Ultimato.
http://ultimato.com.br/sites/devocional-diaria/2017/03/04/autor/elben-cesar/felizes-sao-os-infelizes/
sábado, 4 de março de 2017
TER OU NÃO TER?
"... por que aprendi a viver contente em toda e qualquer situação" (Fl 4:11)
Vivemos a cultura do descontentamento. Por todos os lados, somos atraídos para propagandas que tentam nos persuadir a comprar produtos. Sons, imagens, textos nos bombardeiam constantemente trazendo convites ao consumismo. A psicologia do marketing aperfeiçoa-se cada vez mais e é capaz de convencer até o mais resistente de que o supérfluo é essencial. Não paramos para refletir se realmente precisamos do que pensamos em comprar ou se estamos simplesmente justificando um estilo de vida materialista, sem qualquer compreensão das verdadeiras prioridades da vida. Por causa da inconstante insatisfação, somos levados a querer sempre mais. Por isso, comprometemos nosso tempo com mais cursos e mais trabalho, não tendo tempo para investir na família, nos relacionamentos, no serviço a Deus. Terminamos como escravos do ter e não lembramos mais onde se perdeu a alegria de viver.
O apóstolo Paulo sabia o que era viver com contentamento, independentemente das circunstâncias. Ela não se deixava escravizar pela opressão do materialismo. Ao escrever sobre contentamento, ele estava preso por causa da pregação do evangelho. Privado de qualquer fonte de renda, ele passou por momentos difíceis, até que os irmãos da igreja de Filipos lhe mandaram provisão através de Epafrodito. Isto lhe alegrou o coração ainda mais. Mas ele deixou claro que sua alegria não dependia da abundância ou escassez. Ele aprendeu uma preciosa lição de vida. Deus lhe ensinou, através das experiências do dia a dia, que é possível vivenciar uma alegria plena, mesmo no meio das circunstâncias adversas. O apóstolo sabia o que era estar diante de um lauto banquete, como também o que era passar fome. Ele sabia o que era receber honras diante de reis, como também sabia o que era ser rejeitado e apedrejado. Isto explica sua reação diante de sua prisão. Ele estava preso, mas a palavra de Deus estava livre através da pregação dos filipenses. Ele poderia morrer, mas estaria com Cristo, que seria incomparavelmente melhor. Seu contentamento não consistia num otimismo irrealista e ilusório. Estava firmado na rocha sólida de Cristo.
Na verdade, aqui está o segredo do contentamento cristão: Cristo. Pode parecer extremamente difícil cultivar alegria interior diante das situações adversas. Somos mais tendentes a murmurarmos e desanimarmos quando passamos por tribulações. Que razão temos para celebrar uma perda? Que motivos justificariam alegria diante das privações? Como podemos encontrar força quando nos sentimos fracos e incapazes? Paulo deu o seu testemunho: "Tudo posso naquele que me fortalece". Infelizmente, muitos têm usado essa afirmação para justificar o materialismo. Eu posso ter carro importado. Eu posso ter uma conta gorda no banco. Eu posso vestir as melhores roupas e morar nas melhores casas. Mas não é isso que Paulo está dizendo. Ele está nos ensinando que Cristo nos fortalece para encontrarmos contentamento tanto na abundância como na escassez. Eu outras palavras, Cristo é a fonte de nossa alegria. Com ele, desfrutamos da fartura com corações gratos, mas também não deixamos de agradecer ao passarmos pela tempestade. Cristo é quem nos faz felizes, acima das circunstâncias.
Quando podemos dizer, com Paulo, "para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro", então tudo o mais será visto como tendo valor relativo. Não vamos fazer do trabalho nosso ídolo, nem vamos nos curvar diante de Mamon, o deus do dinheiro. Não vamos desperdiçar o nosso tempo correndo atrás do vazio, mas vamos valorizar nosso tempo, nosso trabalho e nosso dinheiro, administrando-os para o Senhor, priorizando em tudo a vontade e o reino de Deus. Não vamos nos entregar à ansiedade, mas vamos confiar no Senhor, sabendo que a provisão vem dele. "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33). A alegria que temos em Cristo sobrepujará as tristezas da perda e da dor. As incertezas da vida darão lugar à convicção de que nada "nos separará do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8:39).
Você tem ocupado seu tempo e sua atenção na ânsia do ter? Você tende a ficar murmurando da vida, triste pelo que gostaria de ter e não tem? Você se sente injustiçado, achando quer merecia algo melhor? Então busque a Cristo de todo coração. Confie naquele que nos amou ao ponto de dar a sua vida na cruz para dar a vida eterna. Peça sinceramente a Deus esta alegria de Cristo que transcende o que pode se expressar em palavras. Então você estará pronto para ser grato e reconhecer nas coisas mais singelas o amor de Deus. Você vai descobrir que o que existe de mais precioso não são bens materiais, mas o seu relacionamento com Deus e com as pessoas que Ele colocou ao seu lado. Você vai encontrar a alegria de investir na eternidade e saber que a sua vida fez a diferença na vida de outras pessoas. Você vai saber que não importa ter ou não ter, contanto que tenhamos a Cristo.
Jorge Issao Noda
Vivemos a cultura do descontentamento. Por todos os lados, somos atraídos para propagandas que tentam nos persuadir a comprar produtos. Sons, imagens, textos nos bombardeiam constantemente trazendo convites ao consumismo. A psicologia do marketing aperfeiçoa-se cada vez mais e é capaz de convencer até o mais resistente de que o supérfluo é essencial. Não paramos para refletir se realmente precisamos do que pensamos em comprar ou se estamos simplesmente justificando um estilo de vida materialista, sem qualquer compreensão das verdadeiras prioridades da vida. Por causa da inconstante insatisfação, somos levados a querer sempre mais. Por isso, comprometemos nosso tempo com mais cursos e mais trabalho, não tendo tempo para investir na família, nos relacionamentos, no serviço a Deus. Terminamos como escravos do ter e não lembramos mais onde se perdeu a alegria de viver.
O apóstolo Paulo sabia o que era viver com contentamento, independentemente das circunstâncias. Ela não se deixava escravizar pela opressão do materialismo. Ao escrever sobre contentamento, ele estava preso por causa da pregação do evangelho. Privado de qualquer fonte de renda, ele passou por momentos difíceis, até que os irmãos da igreja de Filipos lhe mandaram provisão através de Epafrodito. Isto lhe alegrou o coração ainda mais. Mas ele deixou claro que sua alegria não dependia da abundância ou escassez. Ele aprendeu uma preciosa lição de vida. Deus lhe ensinou, através das experiências do dia a dia, que é possível vivenciar uma alegria plena, mesmo no meio das circunstâncias adversas. O apóstolo sabia o que era estar diante de um lauto banquete, como também o que era passar fome. Ele sabia o que era receber honras diante de reis, como também sabia o que era ser rejeitado e apedrejado. Isto explica sua reação diante de sua prisão. Ele estava preso, mas a palavra de Deus estava livre através da pregação dos filipenses. Ele poderia morrer, mas estaria com Cristo, que seria incomparavelmente melhor. Seu contentamento não consistia num otimismo irrealista e ilusório. Estava firmado na rocha sólida de Cristo.
Na verdade, aqui está o segredo do contentamento cristão: Cristo. Pode parecer extremamente difícil cultivar alegria interior diante das situações adversas. Somos mais tendentes a murmurarmos e desanimarmos quando passamos por tribulações. Que razão temos para celebrar uma perda? Que motivos justificariam alegria diante das privações? Como podemos encontrar força quando nos sentimos fracos e incapazes? Paulo deu o seu testemunho: "Tudo posso naquele que me fortalece". Infelizmente, muitos têm usado essa afirmação para justificar o materialismo. Eu posso ter carro importado. Eu posso ter uma conta gorda no banco. Eu posso vestir as melhores roupas e morar nas melhores casas. Mas não é isso que Paulo está dizendo. Ele está nos ensinando que Cristo nos fortalece para encontrarmos contentamento tanto na abundância como na escassez. Eu outras palavras, Cristo é a fonte de nossa alegria. Com ele, desfrutamos da fartura com corações gratos, mas também não deixamos de agradecer ao passarmos pela tempestade. Cristo é quem nos faz felizes, acima das circunstâncias.
Quando podemos dizer, com Paulo, "para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro", então tudo o mais será visto como tendo valor relativo. Não vamos fazer do trabalho nosso ídolo, nem vamos nos curvar diante de Mamon, o deus do dinheiro. Não vamos desperdiçar o nosso tempo correndo atrás do vazio, mas vamos valorizar nosso tempo, nosso trabalho e nosso dinheiro, administrando-os para o Senhor, priorizando em tudo a vontade e o reino de Deus. Não vamos nos entregar à ansiedade, mas vamos confiar no Senhor, sabendo que a provisão vem dele. "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33). A alegria que temos em Cristo sobrepujará as tristezas da perda e da dor. As incertezas da vida darão lugar à convicção de que nada "nos separará do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8:39).
Você tem ocupado seu tempo e sua atenção na ânsia do ter? Você tende a ficar murmurando da vida, triste pelo que gostaria de ter e não tem? Você se sente injustiçado, achando quer merecia algo melhor? Então busque a Cristo de todo coração. Confie naquele que nos amou ao ponto de dar a sua vida na cruz para dar a vida eterna. Peça sinceramente a Deus esta alegria de Cristo que transcende o que pode se expressar em palavras. Então você estará pronto para ser grato e reconhecer nas coisas mais singelas o amor de Deus. Você vai descobrir que o que existe de mais precioso não são bens materiais, mas o seu relacionamento com Deus e com as pessoas que Ele colocou ao seu lado. Você vai encontrar a alegria de investir na eternidade e saber que a sua vida fez a diferença na vida de outras pessoas. Você vai saber que não importa ter ou não ter, contanto que tenhamos a Cristo.
Jorge Issao Noda
sexta-feira, 3 de março de 2017
Jesus, o imatável
Então, pegaram em pedras para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo. (João 8.59)
A palavra imatável não está em nenhum dicionário, mas ela existe, e precisa existir – mesmo que só se aplique à pessoa de Jesus.
A própria história de Jesus o confirma. Houve pelo menos três tentativas de tirar-lhe a vida, todas sem sucesso.
Porque os magos chamaram Jesus de “o rei dos judeus”, Herodes, o Grande, enfureceu-se grandemente “e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo” (Mt 2.16). Quando essa carnificina aconteceu, o menino Jesus já estava muito longe e em absoluta segurança.
Porque Jesus declarou que era o cumprimento da profecia de Isaías (Is 61.1-2), o pessoal da sinagoga de Nazaré se encheu de ira e o levou até o cimo de um monte para o precipitarem abaixo. “Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se” (Lc 4.28-30).
Porque Jesus afirmou que já existia antes de Abraão nascer, os judeus encheram as mãos de pedras para apedrejá-lo ali mesmo no templo, “mas Jesus se ocultou e saiu do templo” (Jo 8.59).
– O Jesus da Bíblia me surpreende a cada passagem do Evangelho.
>> Retirado de Refeições Diárias com Jesus. Editora Ultimato.
quinta-feira, 2 de março de 2017
Quanto valem 365 dias de vida?
Por Norbert Lieth
Na Holanda se discute quanto a sociedade deveria pagar pelo tratamento médico de um único paciente. Para felicidade nossa, Deus calcula de maneira bem diferente.
Conforme o boletim TOPIC, na Holanda se discute quanto a sociedade estaria disposta a gastar para prolongar uma vida humana por mais um ano. Essa questão surgiu com a polêmica acerca do destino de uma jovem mãe com câncer. Ela precisava de um medicamento extremamente caro, que não garantia sua cura. A questão em debate era se deveria ser estipulado um limite máximo para as despesas médicas que a sociedade estaria disposta a pagar para prolongar uma vida por mais 365 dias. Estabelecer um custo máximo também aliviaria a responsabilidade dos médicos, que precisam tomar sérias decisões quanto aos tratamentos de seus pacientes. Essa polêmica poderia prosseguir, como aconteceu com a eutanásia. Pelo que se percebe, começam a tomar forma as tentativas de transformar a duração da vida humana em uma mercadoria, ou seja, de estipular seu valor em dinheiro para equipará-la a um bem que pode ter preço estipulado e seja vendável. A respeito, cito a interessante declaração de Neil Postmann, conhecido crítico dos excessos da tecnologia:
É inquestionável que cada vez menos pessoas sentem-se comprometidas com os valores e as reivindicações de autoridade da Bíblia ou de outras tradições religiosas. Por isso, suas decisões deixaram de ser éticas para serem somente práticas, decisões que, em seu âmago, levam em consideração os ditames do mercado.
Deus calcula de forma bem diferente!
Em três parábolas, o Senhor nos mostra o grande valor de cada vida humana:
1. A parábola da ovelha perdida
“Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles. Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc 15.1-7).
Uma única ovelha de um rebanho de cem animais equivale a 1%! Jesus, o Bom Pastor, não se importa de andar muito procurando uma de Suas ovelhas que se perdeu. Ele faz tudo para salvar essa ovelha em particular. Para Ele, a ovelha perdida não é apenas mais um número ou uma porcentagem; é uma vida preciosa que Ele quer levar para o reino dos céus. Ele, que sustenta e mantém todo o Universo, em cujos ombros repousa todo o poder (Is 9.6) não se acha grande demais para ir atrás de uma de Suas ovelhas perdidas, de colocá-la em Seus ombros e de levá-la para casa.
2. A parábola da dracma perdida
“Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15.8-10).
Lembro bem do que sempre nos ensinavam quando eu era criança: “Quem não cuida do tostão não merece o milhão”! Na parábola da dracma perdida vemos que o valor do bem perdido equivalia a 10% do total. Jesus veio como luz para o mundo, para buscar o que se havia perdido. Nem um homem sequer lhe é indiferente. Cada um tem valor infinito em relação à vida eterna.
3. A parábola do filho pródigo
“Continuou: Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se” (Lc 15.11-24).
Essa parábola fala de 50%. Será que o Todo-Poderoso, que tem tudo à Sua disposição, não poderia prescindir de uma só pessoa? Não! Ele não abre mão de ninguém! Cada um é importante! Ele se interessa particularmente por cada ser humano. Ele quer estar perto de cada um, cuidar de cada um e estender Seus braços a cada um, por mais perdido que esteja.
Deus está disponível para todos. Afinal, Ele entregou Seu Filho 100%, integralmente, pelo mundo inteiro. Cem por cento por cem por cento! Tudo por todos! “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
Vemos que o Senhor sempre dá tudo de si, começando com um por cento até atingir todas as pessoas. E nós? Fazemos contas, calculamos e avaliamos se vale a pena deixar alguém viver mais um ano... (Norbert Lieth — Chamada.com.br)
quarta-feira, 1 de março de 2017
Fome física e espiritual
Conserva-nos vivos com três boas refeições. (Mateus 6.11)
Deus criou nossa fome física como também a espiritual e cuidará para
que ela seja suprida. A oração tem a ver tanto com as necessidades da
vida do presente como também com as certezas da vida eterna.
Por quais necessidades físicas você orará hoje?
Conserva-nos vivos com três boas refeições. Não deixarei que minhas
necessidades se tornem motivos de ansiedade, mas irei submetê-las a tua
providência. Dá, Senhor, tudo aquilo de que preciso para viver com
obediência e alegria. Amém.
>> Retirado de Um Ano com Jesus [Eugene H. Peterson]. Editora Ultimato.
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