sexta-feira, 22 de julho de 2016

A Criação e a Queda do homem

Michael Horton

15 de Julho de 2016 - Teologia


O humanismo secular não possui maneiras de explicar tanto a grandeza quanto a tragédia da existência humana. Entretanto, a história bíblica da Criação e da Queda providencia a base para afirmar a dignidade e a depravação do homem. Nós nascemos no mundo “em Adão”, isto é, como gloriosos traidores.




Glorioso em todos os sentidos
Deus nos criou para a glória dele. Nós existimos para ele, e não ele para nós. E ainda, diferente de todo o resto da criação, nós fomos criados à imagem de Deus para um relacionamento especial com ele, naturalmente dotados de “inteligência, retidão e perfeita santidade, segundo a sua própria imagem, tendo a lei de Deus escrita em seus [nossos] corações, e o poder de cumpri-la” (Confissão de Fé de Westminster, Cap. IV, art. 2). De acordo com a Escritura, os seres humanos não são semidivinos nem demoníacos, mas criaturas a quem foi dada uma dignidade real, como os vice-reis de Deus.
Adão e Eva foram criados ambos à imagem de Deus, mas Deus fez de Adão a cabeça federal da raça humana. Adão reconheceria com gratidão sua dependência de Deus e de sua criação? Ou ele procuraria usurpar o trono de Deus, determinando a si mesmo no que acreditaria e como viveria?
Perceba a visão elevada da natureza humana que a citação acima da Confissão de Fé de Westminster reflete. Nós fomos criados com o poder de cumprir a lei de Deus, “mas com a possibilidade de transgredi-la”, a Confissão adiciona, “sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, que era mutável. Além dessa escrita em seus corações, receberam o preceito de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal; enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunhão com Deus e tiveram domínio sobre as criaturas”.
Adão e Eva não eram neutros. Eles foram orientados para a vontade de Deus e sua justa lei. Além dessa liberdade de escolha, Adão e Eva aproveitaram um conhecimento natural de Deus. Por natureza, eles amavam a Deus de todo o coração, alma, forças e entendimento. Deus não criou o homem com qualquer defeito ou fraqueza. A glória de Deus foi refletida na totalidade da pessoa: o corpo e suas paixões, bem como a alma e o intelecto.

 Caído em todos os sentidos

Em Romanos 1, Paulo argumenta que “a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (v. 18). Você não pode separar a razão da ética. Desde a Queda, nós estivemos entortando, distorcendo e suprimindo a verdade que nos vem através da revelação geral e da revelação especial. Descrença não é o resultado da falta de evidência. Todo mundo sabe da existência de Deus e dos atributos invisíveis dele através das suas obras na criação, portanto “tais homens são, por isso, indesculpáveis” (vv. 19-20). Não é que Deus falha em revelar a si mesmo, mas que os homens “não o glorificaram como Deus e nem lhe deram graças” (v. 21). Ser grato é reconhecer dependência, mas isso é precisamente o que os nossos corações caídos não querem fazer. Nós não queremos refletir a glória de Deus. Nós queremos possuir a glória que é somente de Deus. Nós não queremos ser uma imagem, mas o original. Nós suprimimos a verdade para que possamos ser nossos próprios criadores e senhores, como Paulo indica na descrição que ele faz do caminho percorrido pela humanidade a fim de negar a prestação de contas para com Deus (vv. 22-32).
Depravação total não significa que nós somos tão maus quanto poderíamos ser. Afinal de contas, até os gentios algumas vezes seguem os ditames de suas consciências (Romanos 2.14-16). Antes, isso significa que da mesma forma como a imagem de Deus cerca todo o nosso ser, a escravidão do pecado o faz também. Todos os aspectos constituintes da nossa natureza humana foram afetados pela Queda. Nós não podemos raciocinar, querer ou agir de forma a sair da nossa escravidão moral (3.9-20). Mas, pelo menos, nossas vontades são livres, certo? Paulo replica: “não há justo, nem um sequer”. E as nossas mentes? Não. Paulo escreve: “não há quem entenda”. Nossos corações? Paulo acrescenta: “não há quem busque a Deus” (Romanos 3.10-11). Ao mesmo tempo que sabemos da natureza suficiente para nos condenar, nós somente podemos ser salvos pela revelação especial que Deus nos dá no evangelho (3.21-31). A história da Criação e da Queda apresenta uma apologética básica para explicar tanto a dignidade quanto a depravação do homem, e assim saberemos o porquê de todas as pessoas precisarem de Cristo, que é a verdadeira imagem de Deus (2Coríntios 4.4; Colossenses 1.15).

AutorMichael Horton
Michael Horton é professor de Apologética e Teologia Sistemática na Westminster Seminary California (EUA)



Tradução: João Pedro Cavani
Revisão: Yago Martins

"DEUS RESPEITA VOCÊ!!!"

 Pastor Denis de Oliveira  

"E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?" (Gênesis 18:17)

Veja nesta passagem, em que Deus falava a Abraão sobre a sua indignação com Sodoma e Gomorra, que Ele respeitava a Abraão pelo que ele 
ainda viria a ser. Ele não respeitava a Abraão pelo que ele fez ou deixou de fazer, pelo que ele era, já foi, etc. Mas pelo que ele VIRIA a ser. É futuro! A visão de Deus é visão de futuro!!! Quando Deus olha pra você, Ele não vê você pelo que você é, ou o que você fez ou deixou de fazer. Não! Ele olha pra você e vê o potencial que você tem! Deus acredita em você. Deus investe em você! Deus te respeita por aquilo que você ainda virá a ser nas mãos dele.

Quando Deus olha para um viciado, uma prostituta, um homicida, Deus não vê essas pessoas no estado pecaminoso em que elas se encontram. Deus olha, e neles vê futuros pastores, evangelistas, mulheres de oração, etc. O Senhor vê e chora por estas vidas, porque na verdade essas vidas são Dele. Não são do diabo. O maligno não criou nada. O diabo veio somente para matar, roubar e destruir. Mas o Senhor veio para nos dar vida, e vida em abundância!!! O mundo, e até muitos que se dizem cristãos, condenam o homicida, o viciado, dizendo que o lugar deles é na cadeia, ou até mortos. Esses não conhecem a Deus, porque Deus é amor. (1João 4:8).

A visão de Deus é escatológica. Quando Deus olha para uma semente não vê apenas uma semente, mas ele vê uma floresta! Deus não vai respeitar você só depois que você tiver um curso teológico, ou superior, ou porque você não seja alguém de destaque na sociedade. Talvez você não seja nem do ministério, e senta lá no último banco da igreja. Mas Deus tem um segredo com você e Ele não abre mão desse segredo por nada, por que Ele te ama! E muito!!! Te ama tanto que deu a vida por você lá na cruz do Calvário! Foi pensando em você que Ele morreu.

E Deus fala hoje: Ocultarei Eu alguma coisa a João, Maria, José, 
você, visto que vocêcertamente virá a ser uma grande e poderosa bênção nas mãos Dele? E já é!!! E será mais ainda! Creia nisso. Apenas creia, e verás a Glória de Deus!!!

Que Deus te abençoe rica e poderosamente em nome de Jesus!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Pela Fé Que Foi Entregue aos Santos

Pela Fé Que Foi
Entregue aos Santos

Gilson Carlos de S. Santos

“...senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar
pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (Jd 3).


Uma das palavras mais freqüentes na Bíblia é “fé”. Conceito chave, esta palavra descreve um ato que passa pela inteligência e pela vontade. Na Bíblia, fé significa confiança absoluta em tudo que Deus tem revelado; a confiança que possuímos no testemunho que Deus manifesta acerca de Si mesmo. Às vezes, esta palavra aparece para descrever o exercício da fé por parte do homem espiritual, crença ativa, a dependência de Deus. Outras vezes, para descrever o objeto da fé, aquilo em que alguém crê, o sistema de princípios religiosos (como é o caso do cristianismo), o anúncio doutrinário na forma de um credo.



“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente
e fortalecei-vos...” (1 Co 16.13 - ARC).

“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé
e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido,
o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu,
e do qual eu, Paulo, estou feito ministro” (Cl 1.23 - ARC).

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência
acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos
e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada
aos santos” (Jd 3 - ARC).

“E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava
muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes
obedecia à fé” (At 6.7).

Há algumas perguntas que nos ajudam a avaliar nossa fé. Neste editorial propomos três perguntas través das quais podemos fazer uma radiografia dela. São perguntas importantes e reveladoras.

1. Em Que Você Crê?

O conteúdo da nossa fé é fundamental. Aquilo em que você crê constitui aquilo que você é. E só a verdade é digna de ser crida. Alguém já disse que “a piedade é filha da verdade, e precisa ser alimentada... não com outro leite que não seja o de sua mãe”. John Owen afirmou que “somente a verdade capacita a alma a dar glória a Deus”. Hoje em dia ouvimos expressões tais como: “Não importa o que você crê, conquanto seja sincero”; “Todos os caminhos levam a Deus”, etc. Ao que nos parece, esta será a religião do século 21. Isto, contudo, é uma grande falácia. Aquilo que você crê constitui o alicerce da sua vida. Aquele que crê mal não pode viver bem, pois não tem alicerces.

Nossa fé requer um conteúdo. Fé sem conteúdo não é a fé bíblica: é misticismo ou superstição. E o conteúdo sólido para alicerçarmos nossa vida tem de ser a verdade. Permaneça fiel às suas convicções, mas assegure-se de que elas são verdadeiras. Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Somente a verdade liberta e consola. Nossa liberdade consiste em sermos cativos da verdade. Um filósofo dinamarquês disse que, “para ser forte, preciso descobrir a verdade, pela qual eu possa viver e morrer”.
Aquilo que você crê
constitui aquilo que você é.

Vivemos tempos em que as pessoas estão à procura de mestres que lhes agradem. Líderes e movimentos religiosos, inclusive no meio evangélico, têm, como premissa essencial de sua prática e base de sua agenda, o pensamento corrente, os conhecimentos da psicologia e as tendências culturais. Surgem doutrinas que agradam multidões e pregoeiros que mais se parecem com aqueles animadores de programas de auditório. Entretanto, a questão não é se uma doutrina é bela, atraente, impressionante ou popular, mas se é verdadeira. O bispo de Hipona escreveu: “Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas em si mesmo”. E o reformador Lutero adverte-nos: “qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”. No fim, a verdade triunfará. A verdade é sempre forte, não importa quão fraca pareça; e a falsidade é sempre fraca, não
importa quão forte pareça.

Por nós Jesus orou. Ele pediu ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

2. Como Você Crê?

A forma e a intensidade da fé têm grande importância. A fé é algo que se desenvolve mediante o uso. Ela precisa ser desenvolvida. Assim, a fé pode aumentar e ser fortalecida. Há níveis variados de fé, pois há níveis variados de desenvolvimento da alma. Por isso, fazem sentido expressões bíblicas tais como: “Homens de pouca fé”; “Geração incrédula”; “Fé do tamanho de um grão de mostarda”; “Mulher, grande é a tua fé”; “Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. Dos pedidos que os discípulos fizeram ao Mestre Jesus Cristo, dois se destacam. O primeiro é “ensina-nos a orar”; e o segundo, “aumenta-nos a fé”.

Esta questão da forma e da intensidade da fé pode ser percebida de maneira bem nítida nas palavras de Jesus dirigidas a Tomé, no segundo domingo após a ressurreição. Como sabemos, Tomé esteve ausente na reunião do primeiro domingo (o que já constitui um ponto negativo) e não creu na notícia de que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos. Após haver contemplado o Senhor, colocado o dedo nas feridas dos cravos em suas mãos e apalpado as chagas do seu lado, Tomé creu. E disse-lhe Jesus: “Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20.29).

De fato, a fé bíblica é a confiança que temos no testemunho que Deus manifesta acerca de Si mesmo. Ao crente basta a Palavra de Deus. Deus falou a Abraão, e este creu. Lamentavelmente, vivemos um tempo em que a geração incrédula e adúltera pede e busca sinais a fim de crer.

Escrevendo sobre questões relacionadas à esfera da liberdade cristã, o apóstolo Paulo disse aos romanos: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” (Rm 14.23 - ARC). A nossa fraqueza nasce de nossa falta de convicções arraigadas. Precisamos de homens com fé inabalável na Palavra do Senhor, com coragem para tomar posição em sua proclamação e defesa e com disposição e tenacidade para assumir os custos de tal decisão. Afinal, uma bigorna não tem medo dos martelos, e, como alguém já disse, “razões fortes levam a decisões enérgicas”.

Walt Disney criou um personagem que ele entendeu representar bem o Brasil. Foi o Zé Carioca. Um papagaio que caracteriza o carioca típico dos morros da cidade do Rio. De fato, o papagaio é uma ave bem brasileira. A singularidade dessa ave é que, por via de regra, imita bem a voz humana. Todavia, é um mero repetidor do que ouve constantemente. Também, em religião, os “papagaios” proliferam em nosso país. Estes repetem idéias que têm ouvido desde o berço ou práticas e doutrinas da moda, sem jamais terem chegado a uma experiência pessoal com Deus. Quando Pilatos interpelou Jesus, com as palavras “És tu o rei dos judeus?”, Jesus respondeu ao governador, fazendo outra pergunta: “Dizes isso de ti mesmo, ou disseram-te outros de mim?” Ecoar o que se ouve, sem uma fixação pessoal, é tornar-se um papagaio.

Este é um sintoma alarmante de nossa época: muita gente “ecoando” um cristianismo que não passou da gravação, na memória, de algumas respostas do catecismo e alguns textos ou referências da Bíblia. Fé viva na Palavra e vivência com Deus nunca foram experimentadas por tais pessoas. E, quando chegam as horas difíceis, em que a vida espiritual tem de passar por uma prova de fogo, a “religião de segunda mão” não oferece o apoio de que precisa o “religioso”, que entra em pane e atola. Necessitamos de uma geração de homens “religiosos de primeira mão”, que falem ou cantem o que afirma o Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor...” Como você crê? Como andam as suas convicções?

O conhecimento da verdade deve nos levar à convicção da verdade. Jesus lançou a seguinte pergunta ao povo, acerca de João Batista: “Que fostes ver no deserto? Uma cana agitado pelo vento? ... Mas, então que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta” (Mt 11.7-9 - ARC). É terrível quando ouvimos a respeito de alguém: “Ele nunca tem opinião própria; costuma adotar a que estiver em voga”. Eis aí um caniço agitado pelo vento. O profeta do Senhor não é aquele que se orienta pelo cata-vento da opinião pública, mas pela bússola da convicção bíblica. O nosso mundo é rico em ilusões, e, por vezes, nos deixamos iludir por ele. Somos tentados a preferir o caminho fácil e seguir o curso da multidão. Porém, aqueles que têm por filosofia de vida acompanhar as multidões frequentemente se perdem no meio delas. Spurgeon um dia concluiu sobre a insanidade de alguém se guiar pela popularidade e disse: “Já faz muito tempo que parei de contar cabeças. Geralmente a verdade está com a minoria neste mundo mau”.

O mundo carece de homens que creem naquilo que pregam. Nos tempos da bastilha francesa, Mirabeu falou de Robespiere, quando este fazia um discurso: “Este homem vai longe; ele acredita naquilo que diz!” É lamentável dizer, mas há muitos de nossos pregadores e teólogos que simplesmente não creem naquilo que pregam. Se creem, a forma como pregam parece negar-lhes a eficácia de sua fé.

3. O Que Você Faz Com O Que Você Crê?

O que fazemos com a fé é muito importante. Se algo é digno de ser crido, é digno de ser vivido. De fato, a fé bíblica implica em obediência. A fé bíblica traduz-se em discipulado. Não crê aquele que não vive consoante à sua crença. “Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tg 2.17). Um pressuposto da pregação da Palavra de Deus é que o propósito subjacente a toda doutrina é garantir a ação moral. Aprendemos por simples verificação semântica que teologia é conhecimento de Deus. Sua teologia consiste naquilo que você é quando para de falar e começa a agir. Deus quando nos instrui a mente, Ele o faz para transformar a vida. Aliás, este é o alvo do ensino, e a lei do processo de aprendizagem estabelece que o aluno deve reproduzir, em si próprio, a verdade aprendida. E vivendo a verdade, nossas próprias vidas se tornam verdadeiras. Nós nos tornamos o que devemos ser.

Precisamos de homens com fé inabalável
na Palavra do Senhor, com coragem para,
com disposição e tenacidade
para tomar posição em sua proclamação e
defesa assumir os custos de tal decisão.

Uma fé digna de ser crida é digna de ser proclamada. Novamente recorro a Spurgeon, que disse: “Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade”. Hoje a teologia é vista como reflexões dos ambientes eruditos, aprisionada nos recintos acadêmicos dos seminários. Faz-se uma grande dissociação entre o conteúdo dos compêndios empoeirados das bibliotecas dos teólogos e a ação pastoral na igreja e a vivência comum do crente com Deus. Não tenhamos o mínimo interesse numa teologia que não promova o ardor por Deus; não tenhamos qualquer interesse por uma teologia que não evangelize e uma fé que não seja missionária.

A verdade precisa ser proclamada, não importa como seja recebida. E deve ser proclamada, antes de tudo, porque é a Verdade de Deus. Proclamar a Palavra glorifica o seu santo Nome. A pregação é sem dúvida um bem eterno. Essa foi a conclusão dos apóstolos quando elegeram “os sete”. O bem que se faz aos homens é passageiro; as verdades que lhes deixamos são eternas.

Uma fé digna de ser crida é também digna de que batalhemos por ela. O melhor método para a erradicação do erro ainda é publicar e praticar a verdade. Precisamos tornar clara nossa posição, com palavras e obras, em favor da verdade e contra as falsas doutrinas. Quase sempre, é no vácuo deixado pela negligência e descaso em proclamarmos “todo o conselho de Deus” que proliferam as seitas e heresias. Quando a verdade silencia, as opiniões falsas parecem plausíveis. A verdade amordaçada é
uma contradição e impropriedade, pois a verdade é sempre o argumento mais forte.


 Conteúdo retirado da Revista Fé Para Hoje Nº:1 Ano: 1999

quarta-feira, 20 de julho de 2016

"Por que devemos ler a Bíblia?"


Leia ate o fim essa postagem vai ser de grande ajuda em sua vida.

"E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;" (Dt 6:6 ACF)

"E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao SENHOR seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para cumpri-los;" (Dt 17:19 ACF)

"Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido." (Js 1:8 ACF)

Colocando de forma simples, devemos ler a Bíblia porque é a palavra de Deus a nós. II Timóteo 3:16 afirma que a Bíblia é “divinamente inspirada”. Em outras palavras, é a Palavra de Deus a nós. Há tantas perguntas feitas por filósofos e pessoas, e que Deus responde a nós nas Escrituras: Qual o propósito da vida? De onde venho? Há vida após a morte? O que acontece após a morte? Como posso chegar ao céu? Por que o mundo está cheio do mal? Por que luto tanto para fazer o que é certo? Além dessas “grandes” perguntas, a Bíblia dá muitos conselhos práticos em áreas como: O que devo procurar em um cônjuge? Como posso ter um casamento bem sucedido? Como posso ser um bom amigo? Como posso ser um bom pai ou uma boa mãe? O que é o sucesso e como consegui-lo? Como posso mudar? O que realmente importa na vida? Como posso viver de modo a não olhar pra trás e me arrepender? Como posso agradar a Deus? Como posso obter perdão? Como posso lidar com as circunstâncias injustas e acontecimentos ruins na vida de forma vitoriosa?

Já nos ensinou São Jerônimo: “Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Não podemos ignorar Jesus. Temos de contar com o Espírito Santo, que nos conduz na leitura da Sagrada Escritura e nos põe no caminho do Cristo. Ler e acreditar na Sagrada Escritura é caminhar com o Senhor, é ouvir o Seu convite: “Vem e segue-me!”

Temos acesso a Bíblia nas mais diversas  versões e formatos. Foi escrita por cerca de 40 escritores, num período de quinze séculos, indo de Moisés a João, em três línguas: hebraico, aramaico e grego, estando os seus escritores em três continentes diferentes: África, Ásia (Oriente Médio) e Europa. Está ao alcance de muitos, pois está traduzida em línguas e dialetos. Pode ser encontrada em formados e estilos diferenciados. Você pode ter uma Bíblia de bolso, mini-Bíblia, Bíblia vida, Thompson, Shedd, do ministro, católica, pentecostal, anotada, dentre tantas outras. Você pode encontrá-la em cores diferentes, em encadernações diferentes, tipos gráficos diferentes. E ultimamente você pode lê-la em seu computador, em seu tablet ou aparelho telefônico nas mais diversas versões, desde que você baixe um aplicativo.

Pasmem, mesmo sendo um livro que costuma permanecer aberto em algumas mesas de cabeceiras de quartos de hotéis ou quartos familiares, ou sendo lembrada em monumentos em praças públicas, mencionada em abertura de reuniões, sendo acessível a pessoas de credos, fé, religiosidade diferentes, ainda assim é um livro desconhecido.

Quero investir este tempo em desafiá-lo a ler não somente ocasionalmente a Bíblia, mas lê-la intencionalmente e com regularidade. Não há nada mais importante a fazer com a Bíblia, do que lê-la. Recomendo e incentivo que se empenhem nesta direção.

Como somos pessoas ocupadas, vem uma indagação: Por que eu deveria investir tempo nesta atividade? Vale a pena ler a Bíblia? Quero apontar alguas razões porque você deve fazê-lo:

- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ AMPLIA O SEU CONHECIMENTO HISTÓRICO -
- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ DESENVOLVE O SEU CONHECIMENTO GERAL -
- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ AGREGA CONHECIMENTO CIENTÍFICO -
- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ ADQUIRI CONHECIMENTO PARA O SEU DIA-A-DIA 
- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ ADQUIRE UM CONHECIMENTO PRÓPRIO ADEQUADO -
- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ ENCONTRA A FONTE DA VIDA ETERNA -

Ler a Bíblia é essencial e importante. Lendo três capítulos diários e cinco capítulos aos domingos, lê-se a Bíblia toda em um ano. Além do benefício da leitura em si, somos enriquecidos com disciplina adquirida que é sempre boa para pessoas que buscam o sucesso. Leia a Bíblia, pois é o livro de Deus para a humanidade. Ao lê-la somos recompensados no corpo, na alma e no espírito. Isto lhe trará benefícios materiais, físicos, emocionais e espirituais. Termino com a citação de Billy Graham: "A leitura da Bíblia será capaz de transformar sua vida como já transformou a de tantos outros".

Segui um pequeno marcador para você marca o que já leu:

Comece a ler pelo novo testamento, lendo 9 capítulos por dia você ler o NT todo em 30 dias.






domingo, 17 de julho de 2016

Creio, logo existo!!( A relação entre fé e razão)











“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.” 1Co2.4,5








Racionalismo
Corrente filosófica que teve inicio no século 16 com René Descartes, fundador da filosofia moderna. Segundo essa corrente a razão humana é a medida de todas as coisas, a razão como critério e fundamento da verdade. Segundo os racionalistas o homem pode começar consigo mesmo e sua razão mais o que ele observa, sem nenhuma informação de nenhuma outra fonte, e chegar a respostas finais com relação à verdade, ética e realidade. Segundo eles não se pode crer racionalmente em nada que não pode ser compreendido. Alguns racionalistas de hoje consideram a fé cristã com ultrapassada, desnecessária e irracional. É crer no absurdo, impossível e improvável. Neste ponto alguns cristãos também concordam com os racionalistas, a fé cristã é algo irracional. Nisso eu discordo de ambos.
A necessidade da razão
A fé cristã é racional e não racionalista. A fé cristã tem como pressuposto a revelação de Deus(As Escrituras) e não a razão, entretanto, segundo C.Hodge:
“ A razão é necessariamente pressuposta a toda revelação. Revelação é a comunicação da verdade à mente. Mas a comunicação da verdade pressupõe a capacidade de recebê-la. Não se pode fazer revelações a brutos ou idiotas. As verdades, para serem recebidas como objetos de fé têm de ser intelectualmente apreendidas.”
A diferença entre conhecer e compreender
Uma criança sabe o que significa as palavras "Deus é espírito ". Nenhum ser criado pode compreender perfeitamente o Onipotente. Devemos conhecer o plano de salvação, mas ninguém pode compreender os seu mistérios... Os homens conhecem indescritivelmente mais do que entendem. Sabemos que Jesus Cristo é Deus e homem em duas naturezas distintas e uma só pessoa para sempre, sabemos mas não compreendemos. Sabemos que Deus é um só em três pessoas (trindade), mas não compreendemos. Sabemos que Deus é soberano e ao mesmo tempo o homem é responsável pelos seus atos. Sabemos mas não compreendemos. Não
compreendemos o infinito, o onipresente, o onisciente. Cremos porque conhecemos mesmo sem compreender. Cremos no imcompreensível, e não no impossível.
Não é necessário compreender para crer
A fé cristã é racional porque precisamos conhecer algo para crer. Quando recebemos uma verdade esta deve comunicar algum significado à nossa mente.
Porém, não é necessário ao exercício racional da fé que entendamos a verdade para nela crer. O assentimento à verdade se fundamenta na evidência. Essa evidência pode ser externa ou intríseca.
"A outra ideia de fé [isto é a fé racional]...é que lhe pediram para acreditar em algo e se curvar diante de algo, com base em razões boas e adequadas"F.Schaeffer
Cremos em algumas coisas com base no testemunho de nossos sentidos, cremos em outras com base nos testemunho dos homens. Por que, pois, não poderíamos crer com base no testemunho de Deus?
“Quem compreende a Trindade Onipotente? E quem não fala dela ainda que não compreenda? É rara a pessoa que ao falar da Trindade saiba o que diz.” Agostinho 

Post baseado em Teologia Sistemática de C.Hodge

Os Fatos Sobre Espíritos-Guias

Os Fatos Sobre Espíritos-Guias

John Ankerberg e John Weldon

Vamos analisar e um assunto da máxima importância, que é a crescente popularidade de um fenômeno que pode ser chamado de possessão espiritual voluntária ou "canalização". Os canalizadores afirmam que um espírito entra realmente em seus corpos e "guia" ou transmite mensagens através deles. A questão-chave é esta: quem ou o que são exatamente esses espíritos-guias?
Muitas idéias, algumas até bem estranhas, têm sido consideradas. Serão eles alucinações dos mentalmente instáveis, como dizem os médicos? Fazem parte da mente inconsciente que todos temos, de acordo com alguns psicólogos? Ou são criaturas do futuro, ou ainda, procedentes de civilizações espaciais distantes, como tem sido afirmado por certos cientistas? Serão reflexos de um aspecto divino do homem – um Eu "maior" que está agora surgindo como parte de um salto grandioso na evolução espiritual da humanidade, segundo alguns líderes religiosos? Serão seres espirituais genuínos, tais como "anjos", ou mortos, ou os "deuses" e espíritos da natureza de várias tradições religiosas, como dizem os canalizadores?
Ou serão uma categoria inteiramente diferente de "seres" – os demônios mencionados na Bíblia?
O ponto de vista bíblico raramente é examinado pelos estudiosos dos fenômenos psíquicos. O parapsicólogo (pessoa que estuda "cientificamente" o mundo oculto) Alan Gauld se recusa sequer a discutir a teoria dos demônios, porque diz que ela é "agora tão raramente proposta que não irei considerá-la de forma alguma".1 É de se esperar que os envolvidos no estudo da canalização tenham um preconceito natural contra a crença na teoria dos demônios, porque isso os implicaria num ponto de vista desdenhado pelos seus companheiros.
Não obstante, se alguém procura uma teoria para explicar todos os fatos, a teoria dos demônios não pode ser ignorada, quer lhe seja ou não pessoalmente atrativa. Até William James, um dos grandes pioneiros da psicologia ocidental, declarou certa vez durante suas investigações da canalização (então chamada de "mediunidade"):
A recusa do "iluminismo" moderno em tratar a "possessão" como uma hipótese a ser considerada pelo menos plausível, apesar de ter a seu favor uma vasta tradição baseada em experiências humanas concretas, sempre me pareceu um exemplo curioso da força dos modismos nas coisas "científicas". Que a teoria dos demônios (i. e., espíritos malignos) irá novamente predominar é para mim absolutamente certo. A pessoa precisa ser mesmo "científica", para ser tão cega e ignorante a ponto de não suspeitar de tal possibilidade.
Assim sendo, se houver a mínima possibilidade desses espíritos serem demônios, o leitor deve ficar de sobreaviso. Se for provável que o sejam, a questão do envolvimento com eles é evidente. Convidamos o leitor a examinar as evidências lógicas que tem levado muitos outros, além de nós, a concluir que os espíritos da canalização não são quem afirmam ser.

Por que uma prática do ocultismo da antigüidade é tão excitante e atraente para os homens modernos do século vinte, inclusive os céticos?

As pessoas têm hoje uma grande necessidade de encontrar um significado para a vida. Elas descobriram, muitas vezes de modo doloroso, que ele não pode ser achado numa visão exclusivamente material da realidade. Até mesmo os céticos desejam saber as respostas para perguntas como: "Quem sou?", "Por que estou aqui?" e "O que acontece quando a pessoa morre?". Quer admitam ou não, a idéia da vida não passar de alguns anos de sofrimento e prazer, substituídos pela não-existência eterna, aterroriza a muitos. Os homens sabem que são mais do que o produto final da combinação casual de átomos de hidrogênio. Eles estão claramente procurando respostas.
As pessoas têm hoje uma grande necessidade de encontrar um significado para a vida. Elas descobriram, muitas vezes de modo doloroso, que ele não pode ser achado numa visão exclusivamente material da realidade.
O homem moderno vê a canalização como uma prova das respostas mais profundas para a vida. A canalização parece responder às indagações sobre a natureza da realidade (é espiritual?), a natureza da morte (é o fim?), a natureza do potencial humano (é ilimitado?), e a natureza do "eu" (é divino?). Desse modo, a canalização é poderosamente persuasiva, alegando ter acesso ao próprio mundo dos espíritos, o qual pode suprir as respostas. Os espíritos estão dando informações que enganam os homens, fazendo-os pensar que estão em contato com pessoas que viveram na terra, morreram e agora vivem felizes na vida do além. Os espíritos afirmam que através da morte eles encontraram as respostas para a vida e o conhecimento de que todos os homens viverão para sempre. Os espíritos alegam falar com autoridade sobre a natureza de Deus, o propósito da vida e o que acontece por ocasião da morte. Eles afirmam não haver inferno e que Deus e o céu não são como a Bíblia diz.
A canalização oferece, portanto, uma resposta falsa para a necessidade de experiências religiosas do homem moderno. Ele é enganosamente levado a pensar que tal contato com os espíritos dá sentido à sua vida e ameniza o seu medo da morte.
Pense por um momento no que se passa na mente de uma pessoa que tem uma experiência espírita impressionante. É como um cego que repentinamente recupera a visão. No mesmo instante, tudo muda à medida que ela vê um novo mundo de grandes maravilhas esperando para ser explorado. Da mesma forma, aqueles que encontram o que acreditam ser espíritos verdadeiros dos mortos pensam que a morte não é mais o fim, o momento de perda absoluta, mas simplesmente o começo de uma existência nova e jubilosa, cheia de possibilidades ilimitadas. As pessoas são enganadas para pensar que não há um inferno com o qual preocupar-se, mas só o potencial do aperfeiçoamento infinito. Os espíritos fazem mais que persuadir; eles exercem grande poder sobre a mente e o coração dos homens. Esse é o encanto da canalização.

O que a Bíblia diz sobre a canalização?

A primeira incidência histórica da canalização foi registrada na Bíblia em Gênesis capítulo 3. Lá no Jardim do Éden, o diabo usou a serpente como um "canal" para enganar Eva (Gn 3.1-5; 2 Co 11.3; Ap 12.9). Através da canalização, o diabo levou o homem a duvidar de Deus, com graves conseqüências. Significativamente, há razões importantes para crer que a realidade básica da canalização sugerida aqui jamais se alterou no que se refere: (1) à origem (o diabo ou demônios); (2) ao seu resultado (ilusão espiritual que destrói a confiança em Deus); e (3) às suas conseqüências (juízo divino; Gn 3.13-19; Dt 18-9-13). A canalização é, pois, condenada pela Bíblia como uma prática maligna diante de Deus. Ela é rejeitada por ser uma forma de espiritismo que envolve contato com demônios e a divulgação dos seus falsos ensinamentos.
A Bíblia ensina igualmente que "nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios" (1 Tm 4.1). Os ensinamentos espíritas deturpam a natureza de Deus, mentem sobre Cristo e distorcem o caminho da salvação. Os que confiam nas doutrinas espíritas enfrentam o juízo da morte. Sob a autoridade do próprio Cristo, descobrimos que o inferno é um lugar real (Mt 25.46; Lc 16.19-31). Os demônios que asseguram aos homens que o pecado não é real e o inferno não existe, promovem a ruína eterna dos que confiam neles.
A Bíblia instrui os homens a rejeitarem toda sorte de espiritismo por ser algo maligno e um contato com espíritos mentirosos. A canalização é uma forma de guerra espiritual, pondo em risco as almas dos homens (2 Co 4.4). Essa é a razão pela qual tanto a canalização quanto seguir os ensinos dos canalizadores é condenado nas Escrituras como rebelião contra Deus e se expor ao juízo divino. Um exemplo disso é o rei Manassés de Judá no antigo Israel. "Ele praticou a feitiçaria, usou a adivinhação, praticou a magia e tratou com médiuns e espíritas, fazendo o que era mau perante o Senhor, provocando-Lhe a ira" (2 Cr 33.2-6, tradução livre). Da mesma forma, em Deuteronômio 18.9-12, Deus adverte o Seu povo: "Não se achará entre vocês quem faça adivinhações, pratique a feitiçaria, que seja espírita, ou invoque os mortos; pois, todo aquele que faz essas coisas é abominável ao Senhor..." (tradução livre). A frase "que seja espírita" condena claramente todos os aspectos da canalização. 

Quem São os Espíritos?

Quem São os Espíritos?

M. Martins

Allan Kardec, o codificador do espiritismo moderno, viu-se obrigado a reconhecer um grande problema para sua doutrina: "A identidade constitui uma das grandes dificuldades do espiritismo prático, sendo muitas vezes impossível verificá-la, sobretudo quando se trata de Espíritos superiores antigos em relação à nossa época" ("O que É o Espiritismo", 36ª edição, FEB, p. 183); "A questão da identidade dos espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do espiritismo; é que, com efeito, os espíritos não nos trazem nenhum documento de identificação e sabe-se com que facilidade alguns dentre eles assumem nomes de empréstimo" ("O Livro dos Médiuns", 2ª edição, OPUS Editora Ltda, p. 461). Outra dificuldade encontrada pelo Kardecismo está na possibilidade de embuste dos espíritos que se manifestam através dos médiuns. Ele disse: "Os médiuns de mais mérito não estão ao abrigo das mistificações dos Espíritos embusteiros; primeiro, porque não há ainda, entre nós, pessoa assaz perfeita, para não ter algum lado fraco, pelo qual dê acesso aos maus espíritos..." ("O que É o Espiritismo", p. 183). Afinal de contas, quem são os espíritos que se manifestam nas sessões mediúnicas? Podemos confiar neles? Serão eles espíritos de pessoas mortas?
Os Mortos não Podem se Comunicar com os Vivos: Segundo a Bíblia, os mortos não mais possuem conhecimento das coisas desta vida e, portanto, não se manifestam aos vivos, aguardando a hora da ressurreição para o juízo: "Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir" (Jó 7.9); "Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios" (Salmo 146.3-4); "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. (...) Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma" (Eclesiastes 9.5 e 10); "A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço..." (Isaías 38.18-19) (veja também Salmo 115.17; Salmo 88.10-13; etc).
Na parábola do rico e de Lázaro (Lucas 16.19-31), Jesus Cristo demonstra essa verdade ao narrar a resposta do patriarca Abraão ao rico que, morto, do Hades, pediu que enviasse Lázaro aos seus irmãos para lhes informar sobre a realidade vindoura aos que recusam a salvação bíblica:"Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos". A expressão "Moisés e os Profetas" representa a Bíblia, a única revelação dada por Deus aos homens; e é ela que nos mostra que Ele proíbe a necromancia ou mediunidade: "Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo" (Levítico 20.6); "O homem ou mulher que sejam necromantes ou sejam feiticeiros serão mortos..." (Levítico 20.27). "Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus" (Levítico 19.31); "Não se achará entre ti quem ...consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor... porém a ti o Senhor, teu Deus, não permitiu tal coisa" (Deuteronômio 18.10-14). "Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante" (1 Crônicas 10.13).
Então, quem são os espíritos que se manifestam através dos médiuns? A Bíblia nos ensina que todos eles são espíritos enganadores, enviados por Satanás para enganar aos que não desejam receber o Evangelho da salvação: "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar" (1 Pedro 5.8). Segundo as Escrituras, Satanás, no seu afã de enganar, se apresenta sempre como um espírito bom: "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz" (2 Coríntios 11.14). Jesus disse dele: "Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira" (João 8.44). O apóstolo Paulo, que recebeu o Evangelho não de homens (vivos ou mortos), mas diretamente por revelação de Jesus Cristo (Gálatas 1.11-12), faz a seguinte advertência: "Mas receio que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais" (2 Coríntios 11.3-4); "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência" (1 Timóteo 4.1-2).
O que você deve fazer? Meu amigo, tudo o que se disse aqui é sério, verdadeiro e deve ser levado em conta, para que você também não seja enganado pela serpente, que é Satanás (Apocalipse 12.9). Há somente uma vida e uma única oportunidade para escolher. Fica aqui o convite de Deus para você: "Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto" (Isaías 55.6).Entregue hoje mesmo sua vida a Cristo, pois somente Ele pode dar a vida eterna. Lembre-se: "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte" (Provérbios 14.12). Só Jesus é o caminho, só nEle podemos confiar plenamente. 
(M. Martins -http://www.chamada.com.br).