sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

E SE NÃO HOUVER AMANHÃ?

Gosto muito de rir, rio de tudo o tempo todo, sou muito bem humorada e amo bater um bom papo em roda de amigos, em casa, no pátio da Igreja, no meu trabalho, etc... Nesses momentos procuro falar apenas sobre coisas positivas, sobre as qualidades das pessoas ou sobre algo que possa descontrair, ajudar ou acrescentar coisas boas a todos ali. Não perco tempo falando mal de quem quer que seja, porque não posso me julgar superior a ninguém. Se alguém está sempre falando mal ou apontando os defeitos de outra pessoa, por pior que seja a  pessoa, é porque se julga melhor ou superior a ela e não enxerga seus próprios defeitos. Pensa que está acima do erro, acima do pecado e que seus “pequenos erros” não são significantes. Coisa feia é a soberba, a falta de auto-crítica e de humildade!

Mas o que quero dizer a vocês hoje, é que de vez em quando, em uma ou outra reunião de amigos, só pra fazer daquele momento descontraído um momento também de reflexão positiva, eu pergunto a todos: “o que cada um de vocês faria agora, se soubesse que lhe resta apenas 1 hora de vida?” Digo que todos tem 30 segundos pra pensar e responder, se quiserem, aquilo que acha indispensável fazer. Alguns dizem a verdade e até se emocionam. Outros se calam e se sentem envergonhados. Outros mentem, dizem não ter nenhum problema pendente. Será? Taí um exercício de reflexão importante a ser fazer sempre.

Por muitas vezes, me fiz a mesma pergunta e confesso que me entristeci um pouco com as respostas que me dei.  Eu vi que é muito pouco tempo para correr de um lado pra outro e abraçar as pessoas,  procurar ou telefonar e pedir perdão a tanta gente, pouco tempo para falar com todos aqueles a quem magoei um dia, pouco tempo para se resolver as coisas pendentes ou para ajudar as pessoas que sempre esperaram a minha ajuda. Penso que 1 hora apenas é muito pouco para falar do amor de Deus para as pessoas que conviveram comigo por anos, mas que jamais ouviram uma só palavra a respeito de Deus. Senhor quanto desperdício de tempo em minha vida! Eu podia ter feito todas essas coisas muito antes. Perdoe-me, Senhor!

Pois agora, meus irmãos, eu quero lhes fazer algumas perguntas:
E SE NÃO HOUVER AMANHÃ? Como está a sua vida? como está o seu coração, a sua comunhão com as pessoas, com sua família, com a Igreja e com Deus? Está mesmo tudo em ordem? Sua alma está verdadeiramente tranqüila hoje? Parem para pensar um pouco nisto. O momento é agora, é já. Se existe alguma coisa, não deixe pra depois, resolva. Deitem-se tranquilos, sintam alegria na alma, sintam paz de espírito, paz com Deus e com todos.


Devemos reconhecer que somos frágeis e que breves são os nossos dias: 

JÓ 9: 25 e 26 – “E os meus dias são mais velozes do que um correio; fugiram, e não viram o bem. Passam como navios veleiros; como águia que se lança à comida.”

Salmos 89:47 - “Lembra-te de quão breves são os meus dias; por que criarias debalde todos os filhos dos homens?”

Salmos 39:4-6 - “Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará.”

Hebreus 10:37 – “Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará.”

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

FALTA DE AMOR ME IMPEDE DE SER CRISTÃO? - GEORGE LUCAS (GEOLÊ)


"Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros" (Jo 13, 14)

             
  Se perguntarmos na rua “é melhor amar ou não amar?”, provavelmente as respostas não variam muito: “é melhor amar”, “amar é bom”, “amar faz-nos bem”. Mas se a seguir perguntarmos “e o que é o amor?”, teremos quase tantas respostas diferentes quantas pessoas…
                Parece que nunca como hoje o amor foi tão enaltecido, falado, sublinhado, desejado, cantado, apresentado como a melhor coisa. Mas, provavelmente nunca como hoje, o ser humano se viu tão confuso e baralhado na hora de dizer o que é o amor.
 
                Nós sabemos! Não somos melhores que ninguém. Mas sabemos. O Senhor disse-nos o que é o verdadeiro amor. Disse e mostrou. Amou-nos. Ama-nos.
                Nós também dizemos que o amor é importante, o mais importante. Dizemos mais: com Jesus sabemos que o amor entre nós será o sinal de que somos cristãos. Mas qual amor? Sermos boas pessoas, bem comportadas? Sermos amigos dos nossos amigos? Termos interesse e simpatia por quem sofre e precisa de nós? Tudo isso pode ser importante, mas Jesus o que diz é muito mais: é como Ele nos ama que somos chamados a amar-nos uns aos outros.
                Então a primeira coisa a fazer é calarmo-nos diante do seu amor por nós, contemplar esse amor, em silêncio de adoração. Como é possível um amor assim? Só dom, só oferta, só entrega de vida até dar a própria vida. Silêncio…
 
                Deus é amor. Isso vêmo-lo em Jesus. Ele não só nos tem o amor supremo, Ele é o Amor. E é com Ele que nós vamos percebendo cada vez mais como é o amor autêntico, verdadeiro. Não o amor das novelas, não o amor mesquinho, não o amor que espera retribuição.
                Dizem-nos Amar é dar e receber. Fica bem nos postais, mas é mentira. Amar é dar, amar é dar-se. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos que ama, disse e fez Jesus. E este mandamento que nos deixa – Como Eu vos amei…amai-vos – aparece na altura em que Jesus já sabe que a sua morte estava para acontecer, aquela morte sofrida, mas ao mesmo tempo livre. Uma morte por amor, em amor, que o amor resgata, saindo vencedor para oferecer gratuitamente vida.
 
                Como é o nosso amor? Um amor pequenino, calculista – dou para que me dês. Sempre misturado com grandes doses de egoísmo, à espera do aplauso, do reconhecimento e da retribuição. Mas esse não é o verdadeiro amor, o amor digno desse nome. Só Jesus tem esse amor puro e autêntico. E nós que queremos ser seus discípulos não podemos deixar de obedecer a este mandamento, porque sabemos que assim seremos felizes.
                O que fazer? Vamos aprender de Jesus? Mas o que Ele nos disse não foi para nos aproximarmos aos poucos do seu amor, da sua forma de amar… Disse para nos amarmos como Ele nos amou. Ai de nós! Como poderemos alguma vez amar assim, na medida da cruz, deixando-nos matar, se preciso for, por aqueles a quem somos chamados a amar? Será que Jesus brinca connosco? Será que é uma forma de dizer? Será apenas poesia? NÃO! É verdade, é possível amar assim…se e só se Ele nos der o Seu amor. Se Ele puser no nosso coração o amor aos outros. Aos que são dos meus e aos que são dos outros. Aos que gostam de mim e aos que não gostam. Àqueles de quem eu gosto e aos que me são insuportáveis. Aos que me fazem bem e aos que me fazem mal. Aos amigos e aos inimigos.
                Ao longo da história quantos homens e mulheres experimentaram este amor, acolheram-no e, por isso, viveram-no com os outros! Foram chamas de amor para os outros, no serviço, no dom. Mas também hoje é possível este amor que tudo renova, que constrói e que salva. Esta Palavra é igualmente para os dias de hoje. É para qualquer um de nós. Não precisamos de estar à espera de nenhum dia especial. Hoje mesmo sou chamado a escutar esta palavra e a acreditar que Jesus tem poder para a fazer acontecer na minha vida. Melhor, só Ele pode cumprir esta palavra, só Ele tem o Espírito, Deus-Amor, que derramado nos nossos corações nos faz amar até ao fim, ou seja sempre e sem guardar nada para si próprio.
                O Deus-Amor quer fazer morada em nós!
 
  por Pe Carlos Miguel

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Consciência Cristã 2017 de 23 a 28 de Fevereiro.

Hoje 
A 19ª. Consciência Cristã acontecerá de 23 à 28 de Fevereiro de 2017, no Complexo do Parque do Povo, na cidade de Campina Grande, Paraíba, Brasil, e terá por tema “A Tua Palavra é a Verdade”, em comemoração aos 500 anos da Reforma Protestante.
Na parte musical teremos a participação de Stênio Március, e Paulo Cezar e Nilma Soares.
 A entrada é gratuita!

DEVO PROCURAR PESSOAS QUE OFENDI NO PASSADO PARA PEDIR PERDÃO? - JAIRO JUNIOR


07 características de uma igreja que é dirigida por um falso pastor

Quantas igrejas nesse país não tem sido dirigidas por falsos pastores não é mesmo? Na verdade a quantidade de pastores desqualificados, despreparados e sem caráter que dirigem igrejas nesse país é de impressionar qualquer um. Pensando nisso, resolvi elencar sete características de uma igreja dirigida por um falso pastor:

1- Uma igreja dirigida por um falso pastor é  aquela que não faz das Escrituras sua única e exclusiva regra de fé. 

2- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela que substituiu as verdades do evangelho, pelo culto ao dinheiro e a Mamon.

3- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela que abandonou as doutrinas fundamentais à fé cristã em detrimento a falsas doutrinas, cuja existência deve-se exclusivamente à satisfação do homem.

4- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela cuja liturgia, ensino, doutrina e fundamentos são eminentemente antropocêntricos culminando de forma velada com o culto ao homem ou a personalidade.

5- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela que administra de forma errada o batismo e a Ceia do Senhor.

6- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela onde a Palavra de Deus não é exposta com fidelidade.

7- Uma igreja dirigida por um falso pastor é aquela que dentre outras coisas,  nega a divindade de Cristo, a Trindade Santa, a salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, a volta corporal de Cristo e Juízo final.

Pense nisso!

Renato Vargens

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

ATÉ QUE PONTO DEVO GUARDAR UM SEGREDO? - FLORENCE FRANCO


O primeiro e o segundo mandamentos

Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo […] Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto. (Êxodo 20.3-5)
A proibição para adorar outros deuses “diante” de Javé é também uma indicação de que não há outros deuses. “Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro” (Is 45.6).
Não precisamos adorar o sol, a lua e as estrelas para infringir o primeiro mandamento. Nós o infringimos sempre que damos o primeiro lugar em nossas vidas a qualquer pessoa ou coisa e não a Deus. Em vez disso, devemos amá-lo com todas as nossas forças e fazer de sua vontade nosso prazer e de sua glória nosso alvo.
Se o primeiro mandamento exige nossa adoração exclusiva, o segundo requer que a nossa adoração seja espiritual e sincera. Pois, como Jesus disse, “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). A ordem relacionada aos ídolos não deve ser interpretada como a proibição de se fazer qualquer representação visual, mas a proibição de adorarmos a ela. Esse mandamento certamente inclui as manifestações externas de adoração que não refletem o que está no coração. Não podemos nos aproximar de Deus com nossos lábios se nossos corações estão longe dele (Is 29.13; Mc 7.6).
O segundo mandamento nos coloca diante de dois problemas. Primeiro, é aqui que Deus se apresenta como Deus “zeloso” ou “ciumento”. (Êx 20.5). Isto não deve nos deixar ressentidos ou magoados. O zelo ou ciúme é um sentimento que implica uma rivalidade, e é nesse sentido que o texto se refere. Deus se recusa a dividir sua glória com outro, simplesmente porque não há nenhum outro com quem compartilhá-la.
O segundo problema é que Deus diz que castiga os filhos pelos pecados de seus pais. Isso pode parecer injusto, mas é certamente verdade que os filhos sofrem as consequências dos pecados de seus pais. Essas consequências podem se manifestar fisicamente (por uma doença congênita), socialmente (na pobreza causada pelo vício do jogo ou da bebida), psicologicamente (pelas tensões e conflitos gerados por um lar infeliz), e moralmente (no comportamento adquirido a partir do mau exemplo).
Para saber mais: João 4.19-24
>> Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

COMO SABER SE SOU CRISTÃO? - GEORGE LUCAS (GEOLÊ)


Jesus, o mesmo de sempre

[Os descendentes de Arão] são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. (Hebreus 7.23-24)
Pode ser que as pessoas ao nosso redor sejam muito prestativas, muito capazes, muito boas, muito amigas. Porém, se elas morrerem, essa se­gurança acaba. Perdemos o nosso arrimo, o nosso conselheiro, o nosso socorro. Só porque elas foram impedidas pela morte de continuar ao nosso lado. Ficamos na mão, sozinhos, de uma hora para outra. Até aparecerem outros amigos, até nos relacionarmos com esses outros, até nos aproximarmos deles – haverá um desagradável intervalo.
Com Jesus é diferente. Por uma razão muito simples e deliciosa: ele não é impedido pela morte de continuar. A Bíblia afirma que Jesus “continua para sempre” e seu sacerdócio “é imutável” (Hb 7.24).
É verdade que Jesus passou pela morte. No entanto, ao terceiro dia ele “se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecen­do [aos apóstolos] durante quarenta dias” (At 1.3). Não houve solução de continuidade: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8).
– Agarro-me a esta verdade e não perco Jesus de vista.
>> Retirado de Refeições Diárias com Jesus. Editora Ultimato.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

AMAR MINHAS COISAS ME IMPEDE DE SER CRISTÃO? - GEORGE LUCAS (GEOLÊ)


Respostas maravilhosas de um Deus maravilhoso

Mas Esaú correu ao encontro de Jacó e abraçou-se ao seu pescoço, e o beijou. E eles choraram. (Gênesis 33.4)
A oração angustiada de Jacó resultou em mais do que ele sequer ousou pedir. Ele não havia esperado tanto conforto vindo de Deus ou de seu irmão. Tudo o que ele havia pedido era que seu irmão o deixasse ileso e à sua família. Ele nunca pensou que receberia tanta bondade dele. Mas Esaú até mesmo correu para se encontrar com Jacó. Com lágrimas escorrendo, Esaú o abraçou e o beijou.
Devemos orar com confiança, sabendo que Deus responderá aos nossos pedidos sem demora. É impossível que uma oração sincera e persistente permaneça sem ser ouvida. Mas, devido a não crermos, não somos persistentes o bastante e não experimentamos a bondade e a ajuda de Deus. Assim, devemos ter mais entusiasmo em relação à fé e à oração, sabendo que Deus se agrada quando perseveramos. Na verdade, Deus ordenou que fôssemos persistentes em oração: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta” (Mt 7.7).
As nossas orações são respondidas de uma forma muito diferente – na verdade, mais generosamente – do que poderíamos pedir ou imaginar (Ef 3.20). Paulo diz: “Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito” (Rm 8.26-27).
Nós sempre pedimos menos do que devemos e não achamos que Deus está disposto a nos dar o que pedimos. Não pedimos do modo correto. Não entendemos que aquilo pelo que oramos é mais importante do que conseguimos imaginar. Pensamos pequeno, mas o Senhor é grande e poderoso. Ele espera que peçamos grandes coisas. Ele quer nos dar essas coisas a fim de demonstrar seu poder extraordinário.
>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

O DIABO É QUEM DITA A MODA? - GEÍSA BOAVENTURA


A alma diante do espelho

sábado

sábado
Dá uma boa olhada, depois vai embora e logo esquece a sua aparência. (Tg 1.24)
É preciso valorizar o espelho. Se ele mostra alguma coisa estranha no rosto, no corpo, na roupa, no penteado, na maquiagem, na disposição das joias – a pessoa não deve fazer o espelho de bobo. Se alguém se põe diante do espelho pelo tempo suficiente para ver os dentes cheios de resto de comida e vai embora sem lavar a boca, ele se esquece do que o espelho mostra e continua com a sujeira nos dentes.
O mesmo acontece com aquele que coloca, não o corpo, mas a alma, diante do espelho. Ele vê uma mancha aqui e outra acolá. Elas são feias demais para que não sejam removidas. Diante de Deus e diante de si próprio, ele está numa condição imprópria e constrangedora. Se ignora o que o espelho lhe mostra, continua com a alma suja. A sujeira interior não pode ser escondida, a menos que a pessoa suja queira se comportar como os fariseus hipócritas, que lavavam só o exterior do copo e do prato (Mt 23.25). Agindo assim, as manchas se multiplicam e a alma fica cada vez mais feia. O espelho da alma é a Escritura Sagrada. É ela que torna as nódoas visíveis. O Espírito Santo, por sua vez, gera a necessária convicção de que a mancha está lá.
A higiene da alma é tão ou mais necessária que a higiene do corpo. As palavras do profeta Natã foram como um espelho para Davi enxergar nitidamente as sombras que tomavam conta de sua alma. Mas ele levou a sério o espelho e fez aquele famosa oração do Salmo 51: “Tira de mim o meu pecado, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve” (v. 7). Duas vezes ele usou os verbos purificarlavar apagar. A Bíblia assegura que, quando enxergamos e admitimos as manchas, Deus nos purifica delas (1Jo 1.9).
Mais vale a alma limpa do que o corpo limpo!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

POR QUE NÃO DEVO CRER QUE A FÉ CRISTÃ NÃO É UMA MERA CIÊNCIA DE COSTUMES? - PEDRO DULCI


DEUS NÃO É RÁPIDO, NEM DEVAGAR, ELE SABE O TEMPO CERTO!

Por:Marcio Motta

Josué guerreou contra todos esses reis por muito tempo.

(Josué: 11.18)

O capítulo 11 do Livro de Josué diz que diversos reis se uniram e acamparam junto às águas de Merom, para lutar contra Israel.


Porém Deus disse a Josué para não ter medo de nenhum deles, já que no dia seguinte Ele entregaria todos os inimigos nas suas mãos.
A ele caberia cortar os tendões dos cavalos dos inimigos e queimar os seus carros.
E o Senhor cumpriu o que tinha prometido, entregando o inimigo nas mãos de Israel.
Após matar todos os inimigos, Josué obedeceu a ordem que lhe foi dada, no que diz respeito aos cavalos e aos carros.
E a partir do versículo 16 a Bíblia faz um resumo das conquistas de Josué.
Então, pode ficar parecendo que o processo de conquista de Canaã foi muito rápido.
Entretanto, na realidade, foram necessários 7 anos para isto acontecer.
É por isso que o versículo usado como tema do nosso texto diz que “por muito tempo Josué fez guerra com estes reis”.
E é disso que gostaríamos de refletir neste artigo.
Muitas vezes esperamos que tudo aconteça de forma muito rápida em nossas vidas.
E ficamos decepcionados quando as coisas não ocorrem desse modo.
Porém é importante salientar, que tudo aquilo que estamos esperando, nem sempre se dará na velocidade que queremos.
Por isso é necessário que se tenha paciência em determinadas ocasiões.
Muitas vezes, quando achamos que as coisas não estão acontecendo, pode ser somente uma impressão, fruto da nossa impaciência.
Como a própria Palavra de Deus diz, “tudo tem seu tempo determinado”.
Porém é difícil chegar a esta conclusão quando estamos tão envolvidos e cheios de pressa em ver os resultados acontecerem.
Mas é necessário que façamos a nossa parte e fiquemos posicionados, para que não venhamos a perder a bênção, movidos pela impaciência ou desobediência.
Rápido ou devagar são conceitos determinados pelo homem, de acordo com os seus interesses.
O tempo certo é o de Deus.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

PECAR ME IMPEDE DE SER CRISTÃO? - GEORGE LUCAS (GEOLÊ)


Venha para a Consciência Cristã!






"Em tudo dai graças", como assim?

Por William Lane

Por que agradecer por algo ainda não recebido?

O crente está desempregado. Pede oração para o pastor, participa das reuniões de oração ou campanhas da igreja. Deus atende à oração e o irmão ou irmã recebe a oferta de um novo emprego. Em seguida, dá seu testemunho de como Deus respondeu sua oração. Depois disso quase não se vê mais o irmão nas atividades da igreja e muito menos na reunião de oração. O que aconteceu? A oração nesse caso foi o meio para se alcançar um objetivo pessoal. Uma vez alcançado, a oração se torna secundária ou supérflua. Vista desse modo, a ação de graças é outra maneira de dizer a Deus ‘muito obrigado!’.

Muito do que se diz e escreve ultimamente a respeito da oração está relacionado a ter fé, poder, perseverança, obter respostas e etc. Pouco se fala a respeito da adoração, da gratidão ou ação de graças, do lamento, da confissão e da entrega ou renúncia. Mesmo quando se fala de ação de graças, ela é entendida como gratidão por uma bênção recebida, por uma vitória ou conquista. Isto é, ação de graças é vista como posterior a um fato ou resposta de Deus. Enquanto não obtemos essa resposta, não temos o porquê agradecer.

Ação de graças é mais que um simples “muito obrigado”

Em seu livro Oração: o refúgio da alma, Richard Foster, que tem escrito muito sobre oração, meditação e formação espiritual, descreve vários tipos de oração. A primeira vista, não encontramos um capítulo específico sobre a oração de ação de graças ou de gratidão. Isso porque ele a trata no capítulo sobre adoração. Ele diz que embora seja comum distinguir a ação de graças do louvor – o primeiro diz respeito ao que Deus faz e o segundo ao que ele é – na verdade, a ação de graças e o louvor são dois lados da adoração. E a adoração é um anseio espontâneo do coração por adorar, magnificar e bendizer a Deus.

Compreendida nesses termos, a ação de graças não é um simples ‘muito obrigado’. Não se resume a reconhecer que Deus atendeu a um pedido e súplica. Ação de graças é muito mais do que isso. Paulo fala aos Tessalonicenses que regozijem sempre, orem sem cessar e em tudo deem graças (1Ts 5.16-18). A expressão “em tudo” é frequentemente traduzida “em todas as circunstâncias”. O sentido é esse mesmo. Paulo exorta os cristãos a darem graças em todas as situações. Mais do que uma forma de oração ou um testemunho por uma oração respondida, a ação de graças é um modo de oração incessante, isto é, uma atitude de vida, uma disposição de constante gratidão e exaltação diante das diversas circunstâncias da vida.

Como dar graças quando tudo vai mal?


Mas como dar graças quando tudo vai mal? Não seria uma forma de negação, de apatia e de ilusão agradecer a Deus em meio ao sofrimento e a dor? É verdade que a Bíblia, particularmente os Salmos, nos ensina também a oração de súplica ou lamento, oração em que o indivíduo abre seu coração e derrama diante de Deus sua dor e sua queixa. Mas como diz Foster a adoração é o ar que toda oração respira, o oceano em que toda oração nada. Todas essas formas ou modos de oração não deixam de exprimir a adoração a Deus.


Por isso, ação de graças tem muito mais a ver com uma disposição, uma atitude. Desse modo, ela não é apenas posterior ao fato concretizado, à resposta atendida. A ação de graças é uma disposição de submissão e adoração a Deus. Em meio ao sofrimento, a ação de graças nos coloca em atitude de devoção abnegada e nos conduz a Deus. Ela nos faz desviar nossos pensamentos de nós mesmos e nossos problemas para Deus, aquele que nos sustenta e nos fortalece.

Além disso, a ação de graças é uma forma de o indivíduo se submeter a Deus. Bunyan diz que o objetivo da oração é nos rendermos à vontade de Deus. Por isso, com a ação de graças reconhecemos a direção e o cuidado de Deus em nossa vida.

Dar graça em tudo implica, então, em reconhecer que nossa vida está nas mãos do Deus Pai, que vivemos sob o senhorio de Cristo e somos sustentados pelo Espírito Santo. Mesmo em meio a lutas podemos dar graças, não como meio de negar o sofrimento e a dor, mas como submissão a Deus e como meio de alcançarmos seu gracioso consolo e força, apesar das aflições.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

GOSTAR DE JESUS ME FAZ UM CRISTÃO? - GEORGE LUCAS (GEOLÊ)


Fracasso para o mundo… Sucesso para Deus

Mente e coração

“Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus.” 3 João 11
Deus conhece aqueles a quem chamou e sabe o que esperar de cada um. Assumir a fragilidade e ter senso de fracasso permite crescimento, mostrando sinceridade e discernimento.

Partida
Que utilidade posso ter para Deus?

Você já se pegou pensando nisso? Já se sentiu incapaz de realmente fazer diferença no reino de Deus? Quando surgem esses tipos de pensamento, é bom lembrar de Pedro, quando negou Jesus três vezes… e sentiu-se um fracasso por causa disso. Contudo se arrependeu, foi restaurado e usado por Deus para a sua obra. O Senhor perdoa os fracassos do passado e nos capacita para começar de novo.
Leia Mateus 26.31-35,69-75.

Sucesso para o mundo (mas fracasso para Deus)

O mundo tem os seus padrões de sucesso e, para atingi-los, em geral é necessário determinado conjunto de características. No mundo, normalmente (mas não exclusivamente) alcança sucesso quem é autoconfiante e agressivo, saindo sempre por cima nos conflitos, destruindo a reputação do oponente e fazendo o que for preciso para ganhar. Já ouviu a frase “os fins justificam os meios”? Bem, muita gente pensa assim quando se trata de alcançar sucesso.Isso não quer dizer que você não pode querer ser um sucesso no mundo. Mas este sucesso deve ser conseguido dentro dos padrões de Deus, ou seja:
Sem mentira;
Sem bajulação;
Sem fofoca;
Sem violência verbal;
Sem agressividade;
Sem falsidade;
Sem abrir mão da família, da igreja e de Deus.

Sucesso para Deus (mas fracasso para o mundo)

O evangelho estabelece um estilo de vida muito diferente. Grande ênfase é dada à compaixão pelos outros e o cuidado com eles, especialmente com os fracos. O amor desinteressado e verdadeiro deve ser o que define um cristão.O evangelho desafia os valores do mundo. Quer um exemplo melhor de falta de sucesso aos olhos do mundo do que Jesus? Ele era o Filho de Deus, mas não tinha sua própria casa, propriedade, servos ou dinheiro. Dependia dos outros. Andava com doentes e rejeitados. E morreu em uma cruz, sendo este o ápice de sua vida terrena. Jesus deixou uma lista de características que os cristãos devem ter. Podemos aplicá-las em nossa vida na busca do sucesso.
O caráter cristão para o sucesso do reino:
Leia a instrução básica.
As bem-aventuranças descrevem o caráter equilibrado do povo cristão. São nove qualidades que todos os cristãos precisam ter e desenvolver em suas vidas, aplicando-as no dia a dia. Esse é o padrão de Deus para o cristão. Qualquer sucesso de um cristão no mundo não pode desviar-se desses preceitos ou deturpar o caráter que Jesus estabeleceu como modelo.

Pit stop

Você já pensou que conseguiria lidar com as pressões de determinadas situações relacionadas ao trabalho de Deus ou ser um cristão no mundo e, depois, descobriu que não era capaz? E sentiu que desapontou o Senhor? Pense nisso à luz do exemplo de Pedro.

Chegada


Não fique ansioso caso se sinta fraco ou despreparado como cristão. O problema real começa se você pensa que é um sucesso ou que não precisa de Deus, ou se quer ser um sucesso nos moldes do mundo, dentro e fora da igreja. Se formos sinceros, perceberemos que, quanto à vida cristã, somos todos fracassados. Por isso é tão maravilhoso saber que Deus nos ama, nos perdoa e que é capaz de agir por meio de nós, apesar de nossas falhas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

IR Á IGREJA ME FAZ UM CRISTÃO? - GEORGE LUCAS GEOLÊ


Querer sempre ter mais

Por Rute Heckert

"O que falta cega pro que já se tem"

Querer sempre mais – hábito entranhado no modo contemporâneo de viver no estilo "black friday". Autorizados pela cultura do consumismo e do individualismo a valorizar nosso querer, facilmente caímos na armadilha da insatisfação constante, restringindo nossos pensamentos a querer o que não temos. "O que falta cega pro que já se tem"*.

Querer ter mais se confunde com ser mais importante, e nos faz incapazes de identificar os motivos de sermos gratos. Imaginamos algo que não temos, ou não somos, como possibilidade futura, perdendo os pés do presente. Não aceitamos o presente tempo, não valorizamos o presente recebido. Amargor e rancor vão sendo semeados em nosso ser. Sermos gratos, porém, areja, ilumina, nos torna graciosos. É ter graça sem ser tolo ou ingênuo, mas sim dotado de sabedoria, dando foco e brilho ao que se vive e se recebe, acolhendo a graça com humildade, sem se dar mais importância do que ao outro. Gratidão anda de mãos dadas com a alegria; sem negar a falta ou a dificuldade, aceitar o que se tem faz a vida leve. Ser grato, contudo, não é estar cego, mas aprender a ver, isto é, a reconhecer o que há de valioso, os presentes presentes. É poder ver o céu espelhado no mar escuro quando este nos dá medo... coisa de quando a alma não é pequena...** O olho que vê poesia pode ver.

Olhar para a própria história e enxergar motivos de gratidão não é tarefa fácil - mágoas e feridas põem-se à frente. Impossível passar a borracha como numa "pseudoamnesia", porém podemos encontrar motivos pelos quais encontramos sentido no viver, o que nos fazem prosseguir. Do contrário, estagnamos. Com gratidão, cultivamos alegria, esperança, movimento... a vida tem graça.



• Rute Heckert Viriato é psicóloga e psicoterapeuta, com experiência na área de reabilitação para pessoas com deficiência. Estuda temas como: espiritualidade, luto e morte, dor, deficiências, envelhecimento, relacionamentos e escolha profissional. É editora do blog Contemplação do Ser.

http://www.ultimato.com.br/conteudo/querer-sempre-ter-mais

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

PORQUE APAIXONAMOS POR NÃO CRISTÃOS? - GEÍSA BOAVENTURA


PASSOS NECESSÁRIOS PARA O PERDÃO

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe” (Lc 17.3).
 

​Depois de alertar seus discípulos sobre a inevitabilidade dos escândalos e a tragédia que desabará sobre aqueles por meio de quem os escândalos vêm, Jesus trata da necessidade de perdoar aqueles que falham conosco. No texto em tela, Jesus ensina cinco passos necessários para o pleno perdão.
​Em primeiro lugar, a cautela (Lc 17.3). “Acautelai-vos…”. A cautela é imperativa porque onde o perdão é necessário, os relacionamentos já estão fragilizados, as emoções já estão esfalfadas e as feridas já estão abertas. Sem cautela pode existir arrogância no trato do assunto, deixando a relação ainda mais adoecida. Quem pede perdão precisa ter humildade para reconhecer o seu erro e quem concede perdão precisa ter graça para não pleitear justiça, mas exercer misericórdia.
​Em segundo lugar, a repreensão (Lc 17.3). “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o…”. Jesus está falando que o relacionamento, mesmo entre irmãos, pode ter falhas e precisar de reparos. O caminho para a restauração não é dar tempo ao tempo. O tempo não cura as feridas. Também, o caminho não é o silêncio, pois este não é sinônimo de perdão. O remédio para curar as feridas da mágoa é a repreensão. Longe da pessoa ofendida espalhar sua mágoa, contando a outras pessoas a desavença fraternal, denigrando a imagem de quem a feriu, deve procurar a pessoa para um confronto direto, pessoal e sincero, mas cheio de amor. Essa repreensão é, ao mesmo tempo, firme e terna, a ponto de não acobertar o erro nem negligenciar a compaixão. A verdade em amor é terapia divina para curar os males que afligem os relacionamentos. Verdade sem amor machuca; amor sem verdade adoece.
​Em terceiro lugar, o arrependimento (Lc 17.3). “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender…”. O amor é incondicional, mas o perdão não. O perdão precisa passar, necessariamente, pelo arrependimento. O ofensor precisa reconhecer seu pecado diante da pessoa a quem ofendeu. Esse reconhecimento implica em admitir o erro, sentir tristeza pelo erro e dispor-se a abandonar o erro. Com essas disposições, o ofensor deve procurar o ofendido para expor seu arrependimento. Em assim fazendo, o ofendido não tem outra opção senão perdoar imediatamente e completamente.
​Em quarto lugar, o perdão. (Lc 17.3). “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe”. O perdão é a disposição de tratar o ofensor como irmão, sem jogar em seu rosto o seu pecado. Perdoar é zerar a conta e não cobrar mais a dívida. Perdoar é tratar a pessoa arrependida como se ela nunca tivesse pecado. Perdoar é restaurar o relacionamento e recomeçar uma relação de confiança. O perdão quebra a parede da separação e abre os portais da graça para aceitar de volta o que falhou, dando-lhe a oportunidade de começar outra vez a bendita relação de amizade. O perdão traz cura para quem cometeu o erro e alegria para quem exercitou a misericórdia. Na parábola do Filho pródigo, quem demonstra alegria é o pai que perdoa e não o filho perdoado. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a cura das emoções. O perdão é terapêutico, pois dele emana a restauração da alma.
​Em quinto lugar, a fé (Lc 17.4,5). “Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe. Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé”. O perdão ilimitado não é uma capacidade inata que possuímos, é uma operação da graça de Deus em nós. Não temos essa disposição nem esse poder. Somente quando o Senhor aumenta nossa fé podemos perdoar, de forma ilimitada, como Deus em Cristo nos perdoou. O perdão não é uma opção, mas uma ordem divina e uma necessidade humana. Quem não perdoa destrói a própria ponte sobre a qual precisa passar.

Rev. Hernandes Dias Lopes