sábado, 4 de fevereiro de 2017

Mas as CRUZADAS não provam que o cristianismo é tão violento como o islamismo?

Será que as CRUZADAS provam que o cristianismo é tão violento quanto o islamismo?
Definitivamente, NÃO! Quem utiliza esse argumento não se aprofundou no que foram as CRUZADAS, nem entende o que é o verdadeiro cristianismo. Vejamos! 

As Cruzadas fazem parte de um período marcante da história universal, que perdurou nos anos 1096 a 1291. Eram campanhas expedicionárias, de cunho militar, neste período da idade média, construídas em cima do intenso misticismo e do pano de fundo religioso da era. Elas entrelaçaram a igreja católica medieval e os regentes civis daquela época. Inicialmente, eram excursões de resgate e apoio a cristãos perseguidos, mas rapidamente se transformaram em sucessivas tentativas de tomar o poder da “Terra Santa” – especialmente da cidade de Jerusalém, das mãos dos maometanos, ou muçulmanos.

Por que esse período foi importantíssimo? Porque além de ter durado dois séculos, essas intensas campanhas e ações, chamadas de “Cruzadas” refletem o rumo equivocado que imperava na igreja conhecida como cristã. A essa altura a igreja, no sentido abrangente, já estava descaracterizada, pelo relacionamento incestuoso com o poder civil, pela assunção de uma hierarquia doentia e concentradora de poder e pela absorção de práticas e de uma cosmovisão pagã que a levaram à descabida idolatria. Todas essas situações levaram os líderes da igreja a desviarem ela da sua missão na terra, que é eminentemente espiritual e não temporal, passando a ações e arregimentações de caráter militar contra poderes temporais que ameaçavam e fustigavam os feudos do clero. Essa guerra “contra a carne e contra o sangue” em vez de contra “as potestades das hostes espirituais”, conquanto com fundo místico e linguajar religioso, reflete o mesmo mal-entendido dos discípulos retratado em Mt 20.20-28, quando confundem o reinado pregado por Cristo com os governos deste mundo.

Assim, a luta dos cavaleiros das Cruzadas era por reinados na terra, mesmo. Quatro séculos depois, com a permanência e aprofundamento dessas distorções religiosas, no seio do cristianismo – representadas, de um lado, por um monasticismo isolacionista e do outro pelo envolvimento com o poder político e militar deste mundo – os reformadores foram levantados e impelidos, pelo Espírito Santo, a soarem o brado de retorno à simplicidade e às verdades do Evangelho.  A Reforma do Século 16 levou a prédica e prática extraída tão somente da Palavra de Deus, abandonando a superstição, misticismo cego, engano e obscurantismo que caracterizaram a idade média, especialmente essa era das Cruzadas.

Historicamente, o início do período das Cruzadas é marcado por um apelo de Alexius I (1081-1118), regente em Constantinopla, que se sentia ameaçado pelo avanço dos maometanos, recebido pelo Papa Urbano II (1042-1099), em 1095. Urbano II lançou uma chamada geral a toda a "cristandade", prometendo plena indulgência (perdão de pecados) aos que participassem da expedição - só esse fato já demonstra como estava distorcida a Igreja medieval - pecados perdoados por decreto! O moto da convocação era – “É a vontade de Deus”! A partir de certo ponto o empreendimento mudou a sua feição original de resgatar Alexius e seu império, para a de uma campanha abrangente que visava resgatar os “lugares santos” ocupados pelos mulçumanos.

As Cruzadas foram largamente apoiadas pela nobreza européia, que via nelas a oportunidade igualmente econômica de adquirir territórios, espólios e riquezas. Alguns poucos nomes desta época, que se destacaram na história, foram idealistas religiosamente mal orientados. A primeira Cruzada reuniu em Constantinopla, os diversos exércitos que a compunham. Reorganizados, a partir de uma grande confusão inicial, partiram para conquistas, cidade após cidade (Nicéa, Dorileo, Icônio, Antioquia, Mosul), chegando, finalmente a Jerusalém em 1099. Godofredo de Bulhão foi nomeado “Protetor do Santo Sepulcro”. A “Terra Santa” torna-se, praticamente, um protetorado europeu e várias divisões políticas são estabelecidas, repartindo o território deste “Reino Latino” entre os conquistadores. Uma segunda Cruzada foi estabelecida recebendo sucessivas ondas de ordens rivais de cavaleiros, brasões e lealdades feudais típicas da idade média (Cavaleiros Templares, Cavaleiros de São João, Cavaleiros Teutônicos, etc.). Esses “cavaleiros” eram grupos organizados com leves características de expedições missionárias, compostos por monges, guerreiros, mercenários e, muitas vezes, apenas romeiros (peregrinos), que tinham como um dos propósitos “cristianizar” o oriente, se necessário pela força.

O relativo sucesso militar das Cruzadas até meados do século 12 deveu-se às constantes batalhas dos muçulmanos entre si mesmos. A fragmentação facilitava as vitórias e a manutenção das conquistas. A partir de 1171, entretanto, o Kurdo Saladim, que havia se declarado Mestre do Egito, começou a amealhar vitória após vitória unindo os maometanos. Esse exército unido ocupou Damasco e em 1183 ele sitiou o “Reino Latino”. Jerusalém foi invadida e derrotada. Este período de Saladim, entre a segunda e terceira Cruzada, é exatamente o que foi coberto pelo filme (2005) de Ridley Scott, chamado "Cruzada" (ironicamente, no original, Kingdom of Heaven, quando retrata guerras por Reinos na Terra).

Só para encerrar essa âncora histórica, quando a notícia da derrota infligida por Saladim chegou à Europa, outras Cruzadas foram organizadas, com líderes famosos como Ricardo Coração de Leão, mas nenhuma Cruzada seguinte conseguiu reconquistar Jerusalém.

Credita-se às Cruzadas, e aos resultados desastrosos delas, o abandono nos séculos subseqüentes dessas aventuras religiosas secularizadas, levando à concentração da religiosidade católica em estudos mais aprofundados de seus dogmas, dos livros apócrifos e das Escrituras. Isso resultou no Escolasticismo, que, em vez de gerar um enraizamento de doutrinas nas Escrituras, sistematizou, ao contrário, práticas pagãs e idólatras e um afastamento maior ainda do cristianismo verdadeiro. Mas foi nesse solo fértil e concreto, eivado de paganismo e carente de verdades que Deus providenciou o desabrochar da Reforma do século 16. Um outro efeito das Cruzadas, foi que a Europa foi despertada à rica cultura do oriente, após ter-se mantido fechada, no seu desenvolvimento intelectual, comercial e humano, durante a idade média. Essa situação levou a um incremento do comércio do leste com o oeste e ao surgimento do iluminismo intelectual.

O contexto das Cruzadas, então, foi o misticismo reinante na época – muito distanciado da religião verdadeira, já esmaecida pela introdução supersticiosa das relíquias e pela prática da idolatria. A ética e a praxis das Cruzadas não é retrato de cristianismo bíblico. Querer apresentá-las como um movimento espontâneo e genuinamente oriundo dos ensinamentos da Bíblia, é pura distorção histórica e fraude intelectual.  No âmbito pessoal, lembremo-nos do chamado à participação nas Cruzadas – “É a vontade de Deus”. Até os dias de hoje, esse slogan tem sido utilizado para justificar as mais diversas ações, pessoais ou coletivas que não refletem preceitos divinos, mas ambição humana. Tenhamos cuidado e prendamo-nos à sua vontade revelada – A Bíblia – suficiente para nos guiar, nesta vida, em tudo que realmente agrada a Deus. E a violência, certamente desagrada a Deus, não faz parte da prática e da fé Cristã, é característica da falsa religiosidade.

Solano Portela


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A ALMA FARTA PISA O FAVO DE MEL


O sábio escreveu: "A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce" (Pv 27.7). Quem muito tem corre o risco de não valorizar o que tem. Quem muito recebe corre o risco de desprezar o que recebe. Muitos crentes estão tão acostumados a receber pão com fartura que se sentem insatisfeitos na casa do Pai e buscam as aventuras do país distante. Outros, porém, tendo pouco, com a alma faminta, consideram doces até mesmo as coisas amargas. Precisamos valorizar o que temos e sermos gratos por isso. Precisamos valorizar a família que Deus nos deu. Precisamos dar valor a igreja que frequentamos, se esta ensina com fidelidade e graça as Escrituras. Não é sensato pisar o favo de mel.


Hernandes Dias Lopes

É pecado dançar?

Algumas pessoas, quando perguntam se é pecado dançar, querem um trecho bíblico que explicitamente condena todo tipo de dança. Tais pessoas buscam em vão um versículo que não existe. Vamos ver o que a Bíblia diz sobre danças, e como julgar pela palavra de Deus as danças modernas.
Danças na Bíblia, como nos dias de hoje, não são todas iguais. Podemos ver, pelo menos, dois tipos de danças na Bíblia:
Œ Muitas danças foram uma expressão de alegria e de regozijo, até em louvor e celebração diante de Deus (2 Samuel 6:14-16; Salmo 150:4; Jeremias 31:4,13; Lamentações 5:15; Mateus 11:17; Lucas 15:25). Em algumas das citações do Antigo Testamento, parece que as mulheres dançavam separadas dos homens (Êxodo 15:20; Juízes 21:21-23; 1 Samuel 18:6).
 Mas outras danças tinham um aspecto sensual, com intenção de agradar os homens. A filha de Herodias dançou de uma maneira que agradou aos homens na festa do rei, levando este líder a fazer uma promessa irrefletida (Marcos 6:21-28).
Nos dias de hoje, como pessoas governadas pela palavra de Cristo, devemos dançar?
Da mesma maneira que encontramos danças diferentes na Bíblia, podemos ver danças hoje com propósitos e estilos diferentes. Condenar toda e qualquer atividade chamada de “dança” seria uma postura indefensível em termos bíblicos. Não devemos fazer as nossas próprias leis em relação à vontade de Deus (Mateus 15:9).
Mas dentro da palavra de Deus, o que podemos observar?
Primeiro, devemos notar que danças não fazem parte da adoração ordenada por Deus no Novo Testamento. Como muitas outras expressões físicas de louvor (sacrifícios de animais, incenso, bater palmas, instrumentos musicais), danças de louvor pertencem à Antiga e não à Nova Aliança.
Segundo, devemos admitir que a grande maioria das danças praticadas hoje tem um elemento sensual. A não ser um homem dançando com a sua própria mulher num lugar privativo, a prática quase sempre envolve conduta, contato e pensamentos impróprios. Seja pelo toque íntimo do casal ou pelo movimento que destaca a sensualidade do corpo, o efeito da maioria das danças é incitar pensamentos impuros.
O servo de Deus faz morrer a impureza, a paixão lasciva e os desejos malignos (Colossenses 3:5). Seu compromisso com Deus o mantém longe de danças e outras atividades que provocam desejos e pensamentos errados.
por Dennis Allan

O QUE FAZER QUANDO OFENDEM MINHA FÉ? - GEISA BOAVENTURA


Aborto: Uma Perspectiva Bíblica

No Brasil, como em muitos outros países, a palavra “aborto” provoca fortes reações e gera discussão acalorada. Legisladores e juízes convocam testemunhas “peritas” (médicos, psicólogos, teólogos, etc.) para influenciar a política pública. Casos extremos, tais como a gravidez de jovens vítimas de estupro, são usados para injetar um alto nível de simpatia emocional nas discussões.
Mas esta não é uma mera questão emocional ou legal. Não podemos confiar nas autoridades do governo para decidir o que é certo e o que é errado em questões que envolvem a vontade de Deus. Governos humanos estão longe de serem perfeitos, e freqüentemente permitem coisas que Deus proíbe. Precisamos seguir o exemplo de Pedro e dos outros apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
Como deve ver o aborto uma pessoa que respeita a Deus e quer obedecê-lo? Será o aborto uma opção aceitável para resolver os problemas de gravidez indesejada? Será que os princípios bíblicos defendem o direito de uma mulher escolher o aborto?
Deus faz uma distinção
Desde a Criação, Deus fez uma distinção entre as diferentes formas de vida. Ele criou as plantas e os animais, e depois criou o homem. Este era claramente distinto das outras formas de vida pelo menos de duas maneiras: Œ o homem foi feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27), e  o homem foi colocado acima de todas as outras formas de vida que Deus tinha criado na terra (Gênesis 1:28-30). Isso incluiu o direito do homem matar e comer plantas e animais (Gênesis 1:29-30; 9:2-3). Observe que o homem mata com permissão. Podemos matar uma bananeira, um frango ou uma vaca porque Deus nos deu permissão para matá-los.
Deus não nos deu permissão para matar seres humanos. Enquanto ele usa governos humanos para punir os malfeitores, especialmente os assassinos (Romanos 13:1-7; Gênesis 9:6), ele nunca deu para nós o direito de matar seres humanos inocentes.
Para defender biblicamente o ato de uma mulher e seu médico de tirar a vida de uma criança ainda não nascida, a pessoa teria que provar que ela é uma planta ou um animal, e não uma vida humana. Todas as espécies criadas se reproduzem segundo sua espécie (Gênesis 1:11-12,21,25,28). Sementes de maçã produzem macieiras. Cães produzem cães. Humanos produzem humanos. É impossível colocar um humano não nascido em alguma das categorias de vida que Deus nos permitiu matar. É nos permitido matar porcos inocentes, porém não humanos inocentes.
Debates sobre o aborto freqüentemente agitam esta questão, e as águas estão turvas pelos argumentos filosóficos e médicos. Alguns sugerem que a vida começa quando o feto é “viável” ou capaz de sobreviver fora do útero. Mas uma tal definição é artificial e está constantemente se alterando. Mesmo depois do nascimento, um recém-nascido é totalmente dependente da proteção e do cuidado de outros. Outras pessoas sugerem que a vida começa com a primeira respiração. É verdade que a vida de Adão começou deste modo (Gênesis 2:7) e que os corpos ressuscitados foram considerados vivos quando o espírito respirou sobre eles e eles se levantaram (Ezequiel 37:8-10; Apocalipse 11:11). Mas esses fatos não provam que uma criança ainda não nascida (Adão nunca foi um feto) não esteja viva, ou que Deus não reconhece o seu valor.1 Não podemos usar o caso excepcional da criação de Adão para justificar a matança de seus inocentes descendentes!
Aqueles que buscam indicações bíblicas para o começo da vida deverão considerar também o princípio em Gênesis 9:4 de que a vida está no sangue. Ao tempo em que a maioria das mulheres conseguem confirmar que estão grávidas, o sangue já está circulando no corpo do filho ainda não nascido. Deus não autoriza a mãe nem a ninguém a derramar o sangue dessa criança inocente.
É interessante observar o modo como são descritas na Bíblia as crianças em gestação. Dois fatos notáveis se tornam evidentes: Œ A linguagem usada para descrever a criança não nascida é a mesma usada para descrever a criança humana já nascida (veja Gênesis 25:21-22; Jó 3:3; Lucas 1:36 ,41,44,57; 2:7,12; Atos 7:29; etc.). Tentativas modernas de desumanizar as crianças em gestação referindo-se a elas como meras massas de tecidos ou fetos impessoais não são baseadas em princípios bíblicos.  Deus reconheceu a importância das crianças desde antes de nascer. Ele freqüentemente falou sobre pessoas que foram escolhidas, mesmo antes do nascimento, para papéis especiais no serviços dele (Salmo 139:13-16; Isaías 49:1, 5; Jeremias 1:5; Gálatas 1:15).
Não há apoio bíblico para a idéia de que a vida de uma criança no útero possa ser destruída como se fosse nada mais do que um animal ou planta.
A vasta maioria dos abortos é feita por motivos inegavelmente egoístas. O grito de guerra dos que são favoráveis ao aborto reflete claramente uma devoção idólatra ao suposto direito da mulher de “livre escolha”. É o corpo dela, eles insistem, assim ela teria direito de decidir abortar ou não. Este não é o lema de preocupação amorosa e desprendida pelos outros (a criança não tem escolha!). É a divisa das pessoas egoístas que colocam sua liberdade sexual, progresso na carreira, segurança financeira ou sua própria saúde acima do bem-estar da criança que está no útero. Uma vez que ela concebeu, seus interesses egoístas devem dar lugar ao amor materno. Ela deve buscar o que é melhor para seu filho, e não para si. A mulher que mata seu filho demonstra egoísmo e uma falta de afeição natural, sinais claros de inimizade com Deus (2 Timóteo 3:2-5). A mulher que ama a Deus também amará seus filhos (Tito 2:4).
Durante décadas, os defensores do aborto têm usado casos emocionais para abrir as comportas e permitir o aborto ilimitado. O caso jurídico mais famoso até hoje2 foi baseado no testemunho de uma mulher que mais tarde admitiu que tinha mentido sob juramento, dizendo que tinha concebido como resultado de estupro. O fato foi que ela havia cometido fornicação e então queria matar o filho que tinha concebido.
Mas, ocasionalmente, há um caso real de uma vítima de estupro ou incesto que procura abortar. A pesquisa tem documentado que todos esses casos extremos (estupro, incesto, risco à vida da mãe, defeitos natos sérios) respondem por uma pequena porcentagem (provavelmente menos de 2%) de todos os abortos.3 Estupro e incesto são errados e os criminosos deverão ser punidos. Mas antes de nos atirarmos a uma conclusão emocional que justifique a matança de crianças antes do nascimento, considere como tais justificações são ilógicas e contra a ética. Suponhamos que alguém que você nem conhece invada sua casa e roube seu aparelho de televisão. Você teria, então, o direito de invadir a propriedade de seu vizinho e roubar o carro dele? Claro que não! A pessoa que roubou seu televisor cometeu crime contra você. Isto não lhe dá o direito de prejudicar seu vizinho inocente. Estupradores cometem um crime terrível contra mulheres e meninas inocentes. Isto, contudo, não justifica a matança de crianças inocentes.
Crianças mortas não são as únicas vítimas de aborto. Aqueles que tomam e executam a decisão de tirar vida inocente (mães, amigos e membros da família, namorados, médicos, etc.) sofrem muito tempo depois que o ato é praticado. Primeiro, têm que enfrentar o sofrimento espiritual de saber, apesar de todas as racionalizações e justificações, que o que fizeram era errado. Somente o arrependimento genuíno e submissão a Deus pode curar o dano espiritual feito em um aborto. Segundo, o aborto quase sempre causa problemas emocionais duradouros na vida daqueles que se envolveram, especialmente a mãe que nunca esquece da criança que ela resolveu matar. A pesquisa tem mostrado que os abortos freqüentemente causam problemas psicológicos severos, tanto imediatos como duradouros.4
O perdão é possível?
O trauma após o aborto é freqüentemente tão severo que a mulher ou seus cúmplices sentem-se imperdoáveis. É óbvio que não podemos desfazer os erros do passado. Mas o remorso que sentimos pelos pecados passados não precisa destruir o futuro. Não podemos ignorar o que fizemos ou simplesmente esquecê-lo. Precisamos voltar-nos para Deus e resolver o problema com seu auxílio: “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (2 Coríntios 7:10). Deus quer perdoar. Precisamos querer voltar humildemente para ele para receber perdão de acordo com os termos que ele determinou. Nosso alívio pode ser encontrado no mesmo lugar em que Paulo encontrou perdão depois de levar inocentes cristãos à morte: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 7:24-25).

– por Dennis Allan

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

É errado doar órgãos?


A doação de órgãos é um procedimento médico moderno que não é especificamente mencionado na Bíblia. Algumas pessoas se opõem   a ele simplesmente porque é “novo” e “diferente”, mas esta não é a   base correta para julgar a questão. Deus deu ao homem a capacidade de pensar e inventar (veja Gênesis 4:20-22), e nunca condenou o progresso tecnológico em si.
O homem pode usar sua capacidade imaginativa para o mal. Quando o faz, é condenado por Deus (Gênesis 6:5).  Mas ele também pode usar esta capacidade para o bem, como pode ser claramente visto em muitos modos de transporte que podem ser usados para espalhar o evangelho, sejam barcos ou carros da era do Novo Testamento, quer bicicletas, automóveis e aviões de nosso tempo.
Desde que e Bíblia não fala especificamente da doação de órgãos, precisamos aplicar os princípios que o Senhor ensina para julgar este método moderno de salvar vidas. Doar para o benefício de outros é sempre bom (Atos 20:35). Arriscar ou mesmo sacrificar a própria vida para salvar outra é visto como o mais elevado ato de amor (João 15:13)
A doação de órgãos é um ato de dar que raramente envolve risco para o doador, mas que pode servir para beneficiar grandemente o receptor. Em raros casos, uma pessoa viva pode ser chamada a doar um de um par de órgãos, ou tecido parcial de um órgão sadio para salvar a vida de um parente próximo. Se a doação do próprio braço direito ou o rim direito salvar a vida de seu filho, qual o pai amoroso que se recusaria? A forma da doação que é mais comum é usar o órgão de uma pessoa falecida para salvar ou melhorar a vida de uma pessoa viva. Um acidente de carro pode tirar a vida de um homem saudável cujo coração, fígado e outros órgãos podem ser usados para salvar vidas de outros. A decisão, enquanto vivo e saudável, de permitir tal doação é um ato de bondade e amor que beneficia um receptor desconhecido. O órgão que já não serve mais para a pessoa morta pode permitir a uma jovem mãe cuidar de seus próprios filhos, ou a uma criancinha chegar à idade adulta. Se, no fim de minha vida, meu coração puder bater em outro eito ou meus olhos puderem permitir a outro ver, que essa abençoada pessoa agradeça a Deus que deu ao homem a inteligência para desenvolver novos meios de salvar vidas.
Dar é abençoado.
por Dennis Allan

DEUS PREDESTINA COM QUEM VAMOS CASAR OU UMA ESCOLHA MINHA - AUGUSTUS NICODEMUS


Qual a idade da terra? Será que a Bíblia fala mesmo que a terra tem só seis mil anos?

A Terra era sem forma e vazia antes da criação da vida e o espirito de Deus pairava sobre as águas. Gns 01;2

"Pairava sobre as águas"? A expressão pairava sobre as águas aparece apenas em Gn 1,2.  Essa expressão refere-se à primeira forma como é citado o Espírito de Deus: “A terra, porém, estava se forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (Gn 1,2). Algumas coisas que podemos perceber a partir disso é que o grupo de redatores deste texto contrapondo-se às trevas que existiam, apresenta inicialmente o Espírito de Deus, que tudo esclarece, clareia, ilumina com sua luz e força criadora. É o Espírito de Deus que a tudo observa e que pairando sobre as águas não permite que elas se tornem revoltas e sejam a ele submissas.

Será que os cientistas não estão certos sobre a idade dos fosseis de dinossauros em milhões de anos e da Terra em 4,5 bilhões de anos. 
 Parece que a muito esta havendo um engano sobre quando o ser humano passou a existir.Veja que a Bíblia fala isso.

Segundo a Bíblia, Deus criou o homem depois que tinha feitos todos os animais conforme as suas espécies, bestas,feras primeiros as aves e repiteis. Gênesis Capt 01:21 E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.
E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. Gn capt 01:22.
                (Importante!!!)
Mas quando Deus criou o homem o homem foi feito para ser eterno diz a bíblia que Adão colocou o nome em todos os animais.

Ninguém pode afirmar que tudo foi criado a uns seis mil anos. O que segundo a bíblia passou a contar datas: Foi a descendência de Adão e Eva foi depois que eles pecaram neste instante eles se tornaram mortais como a bíblia descreve e foram expulsos do paraíso.
               (Importante!!!)
A bíblia não menciona quanto tempo Adão e Eva permaneceram eternos no paraíso.
Concordo sim que a uns seis mil anos segundo estudiosos das datas e manuscritos bíblicos Adão e Eva passaram a ser mortais e tiveram filhos e filhas como a bíblia relata Abel e Cain. E fala que Adão viveu Oitocentos e Trinta anos depois de ser expulso do paraíso.
   
Será que podemos afirmar que tudo foi criado a uns seis mil anos. O que segundo a bíblia passou a contar datas: (Foi a descendência de Adão e Eva foi depois que eles pecaram neste instante eles se tornaram mortais como a bíblia descreve e foram expulsos do paraíso.)
A bíblia não menciona quanto tempo Adão e Eva permaneceram eternos no paraíso.
Compreendem sim que a uns seis mil anos, segundo estudiosos das datas e manuscritos bíblicos Adão e Eva passaram a ser mortais e tiveram filhos como a bíblia relata Abel e Cain. E fala que Adão viveu Oitocentos e Trinta anos depois de ser expulso do paraíso.

Más data de quando Deus criou o homem parece que a bíblia não se refere, porque se tratava de eternidade

Muitos desses temas ainda têm que ser abordados por que não adianta dizer que a ciência mente em relação as datas do surgimento da terra de fosseis de animais Pré-históricos.
E quantos anos ele viveu no paraíso sozinho antes de Deus criar a mulher ou quantos anos eles viveram juntos no paraíso antes de comer do fruto e pecar?
São perguntas que precisam ser estudadas, porque podem mudar a idade é ponto de vista tão ridicularizado pela ciência moderna Criação ou Evolução.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ADÃO PECOU E EU QUEM SOU PUNIDO? - AUGUSTUS NICODEMUS


A Cura Para Os Abatimentos da Alma

“Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” - Salmos 42:5;11 e 43:5

Há vários tipos de depressão. A “melancolia”, ou o “ficar pra baixo”, é um deles! Nos salmos 42 e 43, é chamada de “abatimento da alma”. É mais ou menos como o relato de certa mãe, que assim se expressou: “Minha carga é pesada, me sinto sem forças para continuar... Estou desempregada já há vários meses; não consigo colocação em lugar algum... Sinto-me sozinha, deprimida, desanimada! Não tenho a quem recorrer...

Os salmos 42 e 43 estão interligados e talvez fossem um único salmo, originalmente. Utilizam linguagem semelhante e registram u’a mesma carência:- saudades do templo e um forte desejo de voltar a Jerusalém para prestar adoração no altar do Senhor.

No 42:4, o salmista diz: “Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma –, de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa”.

No 43:4, declara: “Então irei ao altar de Deus, de Deus que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.”

E o salmista expressa desânimo, ao relatar: “dentro de mim se me derrama a alma” (42:4); “Sinto abatida dentro em mim a minha alma” (42:6); e reclama que os seus inimigos o insultam e oprimem, dizendo repetidamente: “O teu Deus, onde está?” (42:10) . Sua mente fica confusa, “perturbada”, ele chora, dia e noite, e fica se perguntando: “por que estás abatida, ó minha alma? Por quê te perturbas dentro em mim?” (42:5).

Contudo, apesar dos registros de tristeza, de abatimento de alma, a mensagem global desses salmos é positiva:- demonstra o anelo da alma por Deus, e a confiança do salmista no Senhor. Esses salmos eram, na realidade, um cântico, dividido em três partes. E, o refrão, que é repetido três vezes (42:5;11 e 43:5). Enfatizam justamente a fé e a confiança no Senhor para a superação da crise: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu” (42.11 e 43.5).

(42.11 e 43.5). Revelam, esses salmos, três passos importantes, para se alcançar em Deus a cura para os abatimentos da alma: 1) precisamos identificar as razões do abatimento de nossa alma. “Por que estás abatida, ó minha alma?” (42:11); 2) para sair da crise, devemos buscar ao Senhor, com intensidade de alma, com real desejo de saciar a sede: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo...” (42:1-2); 3) para acalmar e aquietar a alma, é importante reafirmar a fé em Deus, declarando que o auxílio de Deus não falha. E dizer para a nossa alma: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei...”  (42:5). 

Por: Pr Edemar Vitorino

http://www.blogdopastor.com.br/index.php?subaction=showfull&id=1462463508&archive=&ucat=

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

PECADO DEIXAR DE PARTICIPAR DA CEIA - ALEXANDRE LUSTOSA


LIDANDO COMO O ESTRESSE

                                                                                                por 


“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará” (Sl 37:5).

O estresse nada mais é do que a nossa dificuldade de reagir às circunstâncias difíceis da vida de forma apropriada. Mesmo a pessoa mais equilibrada pode estar sujeita a isso, se for colocada sob pressão. Da mesma maneira como um músculo estendido por muito tempo pode ser lesado, também nossa mente pode ficar abalada pela adversidade, chegando até mesmo a influenciar o próprio organismo, produzindo pressão alta, tensão muscular, dor de cabeça, irritabilidade e, às vezes, depressão.
Problemas conjugais, reveses na vida profissional, excessiva cobrança da sociedade, dificuldades financeiras, ansiedade diante do futuro incerto, tudo isso são fontes de estresse. Às vezes, isso pode ser resolvido por um tempo de descanso, afastando-se dessas fontes. Mas o que fazer quando temos que conviver com elas?
A resposta pode parecer simplista, mas é verdadeira e poderosa: “Entrega o teu caminho ao Senhor”. Ore a Deus, abrindo o seu coração. “Deus, esta situação é mais do que eu posso suportar. Eu a entrego a ti. Como a criança pequena que não sabe como amarrar o cordão do seu tênis e pede ajuda ao pai, eu também trago este problema e o coloco em tuas mãos. Eu sei que tu és sábio e tens todo poder. Não vou mais me preocupar com ele, pois sei que tu hás de resolvê-lo da melhor maneira. Eu confio em ti. A tua palavra é verdadeira. Tu não és homem para que minta. A tua promessa é fiel.”
Entregar o nosso caminho ao Senhor é um ato de fé fruto da plena confiança na promessa de Deus. Devemos lembrar que sem fé é impossível agradar a Deus. Nesse ato de entrega estamos reconhecendo que Deus é real e está pronto a trabalhar por aqueles que nele esperam. O que não podemos fazer, Deus faz por nós. Agindo Deus, quem impedirá? Haverá coisa demasiadamente difícil para ele? De maneira alguma! Para Deus não há impossíveis em todas as suas promessas! 

domingo, 29 de janeiro de 2017

CRER PARA SER REGENERADO, OU SER REGENERADO PARA CRER?

A mensagem anunciada é para os que necessitam de salvação: “Aquele que invocar será salvo” ( Jl 2:32 ). A mensagem tem por alvo os famintos e sedentos “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai” ( Is 55:1 ). Cristo pregou as boas-novas aos pobres, tristes, escravos e presos “O espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar as boas-novas aos pobres” ( Is 61:1 -2).

"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá" ( Jo 11:25 )

A Ressurreição e a Vida

O pecador necessita ser regenerado para crer ou necessita crer para ser regenerado?

Está é uma pergunta que ecoa ao longo dos séculos, e ainda é possível ouvi-la reverberando em nossos dias! Qual a resposta correta? Como responder a pergunta?

Jesus foi categórico ao afirmar: “Eu sou a ressurreição e a vida” ( Jo 11:25 ) O que isto quer dizer?

O Senhor Jesus não definiu e nem teorizou sobre o que é a ressurreição e o que é a vida, porém, através do pronome pessoal na primeira pessoa do singular “Eu”, e do verbo ‘ser’ no presente do indicativo ‘sou’, ele demonstra ser a própria personificação da ressurreição e da vida.

Como Cristo é a ressurreição e é a vida, todos quantos querem ressurgir e viver necessitam tornarem-se um com Ele. Ele é de per si a ressurreição e a vida, e somente quando o homem torna-se participante da sua carne e do seu sangue, ressurge e vive por intermédio d’Ele.

Como? Quem come a carne e bebe o sangue de Cristo permanece em Cristo e Cristo nele ( Jo 6:56 ). A carne e o sangue de Cristo é comida e bebida, respectivamente ( Jo 6:55 ). Quem come e bebe da carne e do sangue torna-se participante de Cristo. É possuidor da vida eterna e será ressuscitado no último dia ( Jo 6:53 ; Jo 6:47 ).

A ressurreição e a vida são próprias à natureza de Cristo, e todos que querem ressurgir e viver tem que tornarem-se participantes da natureza de Cristo ( Jo 1:16 ; Cl 1:10 ). Neste sentido Jesus orou ao Pai: “Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que sejam um, como nós somos um: Eu neles, e tu em mim, para que sejam perfeitos em unidade...” ( Jo 17:22 -23).

Neste sentido disse o apóstolo Pedro: “Desse modo ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina...” ( 2Pe 1:4 ).

Jesus é enfático: “Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” ( Jo 6:56 ). Através deste anuncio o Senhor Jesus estabelece o seu mandamento, visto que, aquele que guarda o seu mandamento permanece em Deus, e Deus nele “E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus nele” ( 1Jo 3:6 e 23-24).

Jesus é a personificação da ressurreição e da vida, e todos que queiram ressurgir e viver necessita conhecê-lo. Não é somente ter ciência, saber acerca do Messias, antes é necessário ter comunhão íntima. Assim como o marido ‘conhece’ a esposa, tornando-se dois numa só carne "Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne" ( Ef 5:31 ), é necessário ao homem ‘conhecer’ a Cristo, ou antes, ser conhecido d’Ele ( Gl 4:9 ).

Sobre este assunto o apóstolo Paulo disse haver um grande mistério "Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja" ( Ef 5:32 ), porque “... nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão" ( 1Co 10:17 ).



Fé e Crer

Para continuar analisando a declaração do Senhor Jesus faz-se necessário estabelecer o que é fé, e o que é crer.

Somos informados pelo apóstolo Paulo que o evangelho de Cristo é poder para salvação de todo que crer ( Rm 1:16 ), e que através do evangelho se descobre a justiça de Deus, que é de fé em fé.

Por que de fé em fé? O apóstolo dos gentios ainda indica que é de fé em fé conforme a citação que ele faz do profeta Habacuque. A profecia: “O justo viverá da fé”, é uma especificação de que a justiça de Deus é de fé em fé, e por isso, o apóstolo citou expressamente o profeta Habacuque "Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá" ( Hc 2:4 ).

Como compreender o que é de ‘fé em fé’, se as interpretações que encontramos da passagem ‘o justo viverá da fé’ são duvidosas?

Para compreendermos, necessitamos analisar o que Moisés ensinou "E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem" ( Dt 8:3 ).

Muitos entendem que ‘viver da fé’ é confiar que Deus há de sustentá-lo através da contribuição dos irmãos. Seria esta a interpretação acertada? Não! Moisés demonstra que Deus deixou o povo ter fome e que depois os alimentou com maná para ensinar-lhes uma lição: que o homem não viverá de pão, ou seja, que o reino de Deus não consiste em comida e bebida ( Rm 14:17 )!

Se alguém quer beber e comer, que vá trabalhar ( 2Ts 3:10 ), pois Deus determinou que o homem COMERÁ do suor do seu rosto "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás" ( Gn 3:19 ). O homem não viverá do suor do seu rosto, antes comerá do suor.

‘Viver da fé’ não é o mesmo que comer à custa dos irmãos, visto que o apóstolo Paulo demonstrou que se deve trabalhar dia e noite para não ser pesado ao irmão ( 1Ts 2:9 ; 2Ts 3:8 ).

E como viverá o homem? De tudo que sai da boca do Senhor viverá o homem! E o que é proveniente da boca do Senhor? A sua palavra!

Temos através do ensinamento do profeta Moisés que o homem viverá através da palavra de Deus, ou seja, todo aquele que ouve a palavra de Deus e confia, alcança vida tornando-se justo, onde se conclui que o ‘justo viverá da fé’, a fé que uma vez foi dada aos santos ( Jd 1:3 ).

O verbo viverá no futuro demonstra que o homem está morto, e que necessita da palavra de Deus para ter vida (viverá). Com relação a este mundo o homem comerá do suor do seu rosto, com relação a vida eterna, o homem viverá por intermédio da palavra de Deus.

Habacuque anunciou a mesma mensagem que Moisés: o justo viverá pela palavra de Deus (fé), demonstrando também que é indissociável a condição de justo do novo ser que vem a existência.

“... mas o justo pela sua fé viverá" ( Hc 2:4 );
“... mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem" ( Dt 8:3 ).
Surge a indagação: é justo porque viverá da fé, ou viverá da fé porque é justo? Por meio da fé o homem vive e é justo. Sem conhecer Cristo, a vida concedida aos homens, não há como ser justo ( Jo 1:4 ). Como ser justo sem ser participante da vida? É impossível! Aquele que tem a vida, ou seja, que vive pela palavra de Deus, também é justo "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida" ( Rm 5:18 ).

Após compreender que em muitas passagens bíblicas ‘fé’ é o mesmo que ‘a palavra de Deus’, ou o mesmo que o ‘Verbo encarnado’, temos os elementos necessário para compreender o que significa ‘justiça de Deus de fé em fé’ "Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar" ( Gl 3:23 ).

A fé é Cristo que se manifestou e todos quantos tem a Cristo (fé) e creem (fé) n’Ele são justificados.

Judas disse: “... senti a necessidade de vós escrever, exortando-vos a batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” ( Jd 1:3 ). Quando o apóstolo Paulo escreveu que os cristãos eram salvos pela graça, por meio da fé, a palavra ‘fé’ designa a mensagem do evangelho “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” ( Ef 2:8 -9). Pela graça de Deus os cristãos são salvos mediante a verdade do evangelho (fé) que foi entregue (manifesto) aos santos, ou seja, a fé (evangelho) não vem dos homens, antes é dom de Deus.

A ‘fé’ é o mesmo que ‘evangelho’, visto que o apóstolo Paulo demonstra que a fé não vem das obras, demonstrando que ‘obras’ são proveniente dos homens, e a ‘fé’ manifesta por Deus.

Quando falava com a samaritana, Jesus argumentou: “Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” ( Jo 4:10 ). Qual o dom de Deus? A sua palavra encarnada concedida aos homens: Jesus. Para conhecer o dom de Deus é necessário conhecer aquele que pediu: “Dá-me de beber”.

O evangelho também é nomeado de graça, salvação, fé, boas novas, esperança, poder de Deus, pregação, pão, vida, água, justiça, escândalo, espada, etc. Para saber quando estas palavras fazem referência ao evangelho, faz-se necessário analisar o contexto no qual foi empregada.

Se ‘fé’ é o mesmo que ‘evangelho’, o que é crer? Crer é descansar na esperança proposta "Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta" ( Hb 6:18 ).

Analisando o verso, temos que, ‘pomos o nosso refúgio’ é o mesmo que crer, descansar, confiar. Mas, em que os cristãos crêem, descansam, confiam? Na ‘esperança proposta’, ou seja, no evangelho de Cristo.

Deste modo, temos que: "... a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" ( Rm 10:17 ). O que o apóstolo concluiu? Que crer em Deus só é possível quando se ouve a palavra de Deus, ou seja, de fé (evangelho) em fé (crer) ( Ex 19:9 compare com Ex 20:19 ).



O que vem primeiro?

O homem crê para ser regenerado, ou é regenerado para crer?

Há uma preocupação em definir qual a ordem correta dos eventos para a salvação, mas não há uma preocupação em analisar a palavra de Deus. Analisam o que disseram acerca da palavra de Deus, mas não estudam diretamente a palavra de Deus.

Para a salvação é necessário alguns fatores:

O salvador;
A mensagem do salvador
Que o homem ouça o que é anunciado;
Que descanse naquilo que foi anunciado, e por fim;
O agir de Deus.
O que ocorre primeiro? O apóstolo Paulo apresenta a ordem correta: “Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” ( Rm 10:13 -17).

Deus se apresenta como o Salvador: “Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador” ( Is 43:11 ). Com relação à salvação, o Salvador tudo executou: “Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR; eu sou Deus” ( Is 43:12 ).

Com base na mensagem anunciada por Joel, o apóstolo Paulo demonstra como alcançar salvação: invocando o nome do Senhor.

Mas, para invocar é necessário crer, e para crer é necessário ouvir, e para ouvir é necessário que alguém seja enviado, e que este alguém enviado esteja de posse de uma mensagem, e que a mensagem seja proveniente do Redentor.

Para que a humanidade fosse salva, a promessa de Deus efetivou-se antes mesmo dos tempos que se medem em séculos, ou seja, na eternidade a fé que um dia haveria de se manifestar já era a promessa de Deus "Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos" ( Tt 1:2 ).

Cristo é a palavra eterna, o Verbo eterno, o autor da fé, ou seja, a fé é antes de todas as coisas. Cristo é o Verbo de Deus encarnado, ou seja, ele é a fé que haveria de se manifestar, porém, Ele é antes de todas as coisas ( Cl 1:17 ). Ou seja, a fé é antes do crer. Como o Autor da fé (evangelho) é antes de todas as coisas, o crer só é possível após a obra que o Autor Eterno realizou: a fé.

Acreditar na existência de Deus não promove a salvação, antes a salvação é proveniente da promessa de Deus. É da promessa que advém a salvação, e é na promessa de salvação que o homem deve crer. Para ser salvo o homem necessita crer na mensagem do evangelho, ou seja, a ‘fé’ que havia de se manifestar ( Gl 3:23 ). A ‘fé’ (esperança proposta) é a ancora da alma, segura e firme, que penetra além do véu para todos que nela se refugiam ( Hb 6:18 -19).

O apóstolo Paulo cita Isaias ‘Quem deu crédito a nossa pregação?’ ( Is 53:1 ), para demonstrar que a ‘fé’ é a mensagem do evangelho. Como as pessoas não têm ‘obedecido’ (ouvido, crido) ao evangelho, como se lê em Isaias, conclui-se que a fé (evangelho=boas novas=pregação) é pelo ouvir, e o ouvir (dar crédito=invocar=crer=fé=descasar) pela palavra de Deus “Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? De sor



te que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” ( Rm 10:16 -17).

Deus anunciou salvação e salvou, ou seja, cumpriu a sua palavra “Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR; eu sou Deus” ( Is 43:12 ). Como é fiel aquele que anunciou salvação e salva, ele tem a virtude necessária (fidelidade) para que os homens lhe dêem credito (eu o fiz ouvir). De sorte que, o ouvir (dar crédito) é pela palavra de Deus, que é fiel e verdadeira.

Deus falou outrora de muitas vezes, e de muitas maneiras, e por último falou aos homens através do Filho, o Verbo encarnado ( Hb 1:1 ). A fé foi anunciada concitando os homens a ouvir, beber, comer, invocar, dar crédito, buscar, etc., porém, não deram crédito e rejeitaram os profetas, mas, por último, Deus enviou o seu Filho "E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho" ( Mt 21:37 ).

Desde então, Deus tem enviado os seus servos ao mundo rogando que se reconciliem com Deus "De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus" ( 2Co 5:20 ).

Ora, se Deus roga através dos seus embaixadores, isto significa que Ele não impõe, ou determina quem será salvo, antes Ele espera que confiem em sua promessa. É impossível invocar, confiar, se não crer, mas como crer se não ouvirem? Resta que Deus, o salvador, anunciou salvação aos homens, e aqueles que dão crédito (ouvem), Ele salva.

Neste sentido, temos que, a fé é antes da salvação, pois ela (fé) foi manifesta para este objetivo: redenção. Mas, antes da salvação, é necessário que invoquem o Autor da fé, o que só foi possível (invocar) porque creu que Deus é poderoso para salvar,

O Autor da fé, Cristo, o Verbo eterno;
A fé (evangelho) é manifesta e anunciada;
Quem ouve e descansa (confia) naquele que se manifestou;
É salvo por Deus.
Quando lemos as Escrituras nos depararemos com passagens que apresentam a obra de Deus, como é o caso de Isaias 43, verso 12. Em outras passagens e apontado somente a necessidade do homem, que necessita invocar aquele que salva, como é o caso de Joel 2, verso 32.

A fé (evangelho anunciado) é o que promove a fé (crer), pois qualquer crença divorciada do evangelho, não salva. Há muitos que acreditam em milagres, outros que acreditam em Deus, e aqueles que querem acreditar em algo, mas nenhuma destas crendices pode salvar, pois não derivam do poder de Deus (evangelho) ( Rm 1:16 ).



Ainda que esteja morto

Após anunciar quem Ele é: "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida” ( Jo 11:25 ), o Senhor Jesus apresenta uma oportunidade de salvação: “Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá" ( Jo 11:25 ). Esta não foi a única vez que Cristo anunciou a necessidade de se crer n’Ele. Observe:

"Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas" (Jo 12:46 );
"Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" ( Jo 7:38 );
"E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede" ( Jo 6:35 );
"Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna" ( Jo 6:47 );
"E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" ( Jo 11:26 ).
"E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” ( Jo 2:32 ).
Quem crer que Cristo é a ressurreição, a vida, a luz, o pão da vida, a água viva, o Verbo encarnado, o Senhor, ou seja, conforme as Escrituras, será salvo. Quem crê é salvo!

A mensagem anunciada é para os que necessitam de salvação: “Aquele que invocar será salvo” ( Jl 2:32 ). A mensagem tem por alvo os famintos e sedentos “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai” ( Is 55:1 ). Cristo pregou as boas-novas aos pobres, tristes, escravos e presos “O espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar as boas-novas aos pobres” ( Is 61:1 -2).

Ora, a mensagem do evangelho tem por alvo os mortos, pois são eles que precisam de vida ( Jo 11:25 ). Quem precisa ouvir, ou quem necessita de vida são os mortos, e não os vivos!

Muitos divulgam que só é possível crer aqueles que são regenerados, porém, este argumento contradiz a mensagem de Cristo que diz: ainda que esteja morto, viverá!

Jesus veio ao mundo por causa dos que jazem em trevas. Ou seja, se alguém que está em trevas (não regenerado) crer em Cristo, passa da morte para a vida (regeneração).

Quem não possui um rio de água viva no seu ventre, ou seja, que não é regenerado, se crer na mensagem anunciada, rios de água viva correrão do seu ventre. Os regenerados não têm sede, pois qualquer que bebe da água, nunca mais terá sede.

Dizer que, para crer, antes é necessário ser regenerado, contraria o que Cristo diz: “... mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede” ( Jo 4:14 ). Quando da regeneração o Senhor faz no homem uma fonte que jorra para a vida eterna, e nunca mais terá sede, ou seja, a regeneração não pode anteceder a sede de água viva.

Os famintos, os sedentos precisam ouvir para comer. Sem inclinar o ouvido (crer) é impossível vir a Cristo. Sem ouvir (dar crédito) é impossível a alma viver! ( Is 55:3 ). Qual o propósito de oferecer alimento depois que a fome ja foi saciada? Não dá para aceitar o argumento de que Deus primeiro concede vida, para depois oferecer vida. O homem que já recebeu o benefício da comida e da bebida necessita comer e beber novamente?

Os mortos podem ouvir! Os mortos podem ver, pois é isto que as escrituras diz, ou seja, que resplandceu a luz aos que habitavam na região da sombra da morte "O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz" ( Is 9:2 ). Somente após lhes resplandecer a luz do evangelho é que foram transportados para o reino do Filho do amor de Deus ( Cl 1:13 ).

A carne e o sangue de Cristo são para regeneração, e não a regeneração para ser participante da carne e sangue. O convite de Cristo é para que o homem pegue a sua cruz e siga-o, ou seja, os que vivem no pecado precisam tomar a cruz e seguirem após Cristo, quando será crucificado, morto, sepultado e ressurgirá com Cristo "E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim" ( Mt 10:38 ).

Se a regeneração antecedesse o crer, somente os regenerados seriam capazes de tomar a cruz. Qual o objetivo de alguém que já vive para Deus tomar novamente a cruz? Aquele que morreu, de uma vez morreu para o pecado e passou a viver para Deus, não precisando mais morrer ( Rm 6:10 ).

Jesus se identificou como a luz que veio ao mundo, e todo que n’Ele crê, não permanece nas trevas, ou seja, aquele que creu estava em trevas, mas após crer, não permaneceu nas trevas "Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas" (Jo 12:46 ).

Quem ainda não possui um rio de água viva, basta somente crer, que será feito uma fonte que jorra pra a vida eterna "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" ( Jo 7:38 );

Os pobres (carentes) de Deus, os famintos e sedentos (de justiça) que inclinarem os ouvidos nunca terão fome e sede "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede" ( Jo 6:35 ; Is 55:3 ). Para vir ao pão e a água basta inclinar o ouvido, ou seja, dar crédito a palavra de Deus.

Quem crê em Cristo possui a vida eterna, ou seja, quem possui a vida eterna não adquiriu uma capacidade de crer em Cristo, antes crê e nunca morrerá "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna" ( Jo 6:47 ); "E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" ( Jo 11:26 ).

O apóstolo Pedro anunciou aos cristãos da dispersão que pela ressurreição de Cristo dentre os mortos Deus os gerou de novo (regeneração) ( 1Pe 1:3 ). Mas, como foram regenerados?

Através do precioso sangue de Cristo, cordeiro conhecido antes da fundação do mundo e manifesto nos últimos tempos ( 1Pe 1:19 -20);
Através do cordeiro manifesto (que é fé e esperança) os cristãos creram em Deus, pois Deus O ressuscitou dentre os mortos ( 1Pe 1:21 );
Quando creram na fé e esperança (obediência a verdade) que está em Deus, os cristãos foram regenerados. Foram regenerados de semente incorruptível, a palavra de Deus ( 1Pe 1:22 ).
Os regenerados são filhos de Deus, mas aqueles que não são filhos de Deus e que recebem a Cristo, crendo em seu nome, lhe é concedido por Deus poder para serem feitos (regenerados) filhos ( Jo 1:12 ).

Os filhos não têm fome e sede de justiça (necessidade de pão e água, pois nunca mais tem sede e fome), como é o caso dos filhos da ira e da desobediência. Agora, em Cristo, os cristãos necessitam do leite racional e de alimento sólido. O evangelho é pão e água que concede vida aos que estão mortos, mas aos que alcançaram vida é ministrado o leite racional para que cresçam, e os perfeitos, alimento sólido "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo" ( 1Pe 2:2 ); "Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal" ( Hb 5:14 ).

Quando fazem a ‘regeneração’ preceder o ‘crer’, é porque desconhecem que ‘fé’ é diferente de ‘crer’. A ‘fé’ (verdade do evangelho) precede o ‘crer’, que por sua vez, antecede o novo nascimento. A regeneração jamais precede a fé, pois a fé é a semente incorruptível, a qual vive e é permanente ( 1Pe 1:23 ).

Cristo é as boas-novas de salvação, o Verbo encarnado, a palavra de Deus, a semente incorruptível, aquele que vive e permanece para sempre. Ele é antes de todas as coisas.

É a fé que uma vez foi dada aos santos ( Jd 1:3 ), a fé que havia de se manifestar ( Gl 3:23 ), ou antes, a esperança proposta que conduz o homem a descansar ( Hb 6:18 ). O que é proposto? Tomai e aprendei, e encontrareis descanso "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas" ( Mt 11:29 ).

Na promessa há um juramento, e como ele é fiel e não mente (duas coisas imutáveis), o homem é firmemente consolado e refugia-se naquele que prometeu.

Crer não é capacidade, antes é relação interpessoal. Quando Deus estende as mãos para salvar, e o homem confia, uma relação se estabelece. Quando o faminto e sedento encontra aquele que oferece pão e água que é para a vida eterna, e aceita, viverá para sempre. Aceitar e comer não podem ser confundidos com obras ou participação humana na salvação, etc.

Assim como no deserto os picados pelas serpentes necessitavam olhar para a serpente de metal para viverem, os homens precisam olhar para Cristo. Em olhar não há obra ou participação do homem na salvação, antes é resultado da confiança na palavra que diz: "E disse o SENHOR a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela" ( Nm 21:8 ).

Os picados pela serpente estavam mortos, mas aquele que olhasse, viveria. Quando Deus concita aos homens que olhem, que creiam, que invoquem, que comam, que beba, etc., nada mais é que um convite aos mortos para que vivam "Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro" ( Is 45:22 ).

Quem precisa olhar? Quem precisa de salvação? Os mortos, os não regenerados!

É um erro afirmar que a regeneração precede a fé, pois a fé é antes de todas as coisas, e aos homens foi manifesto para salvação ( 1Jo 1:2 ; Ef 3:5 ; Gl 3:23 ; Is 53:1 -2).

A mensagem de Deus aos mortos picados pela serpente demonstra que todos eles estavam aptos a atenderem a mensagem que diz: “e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela" ( Nm 21:8 ), da mesma forma, todos os homens estão aptos a atenderem o chamado que diz: "Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro" ( Is 45:22 ).

A regeneração não é o que capacita o homem crer. Mortos e vivos precisam confiar em Deus, pois Adão vivia e não confiou em Deus. Se a regeneração é o que capacita o homem crer, segue-se que jamais Adão e Eva poderiam rejeitar a palavra de Deus.

Se Adão depois que pecou estava impossibilitado de crer, segue-se que antes de pecar teria de estar impossibilitado de rejeitar a palavra de Deus.

Crer em Cristo não advém de uma capacitação, antes decorre do homem considerar a palavra de Deus. Deus disse a Adão: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" ( Gn 2:17 ), para que ele preservasse a vida que possuía, mas preferiu ouvir a palavra de uma serpente.

O povo de Israel foi resgatado do Egito com mão forte, e Deus queria falar-lhes para que confiassem n’Ele. Mas, o povo quando foi provado, não consideram o cuidado do Senhor, e proibiram que Deus lhes falasse: morreram todos no deserto ( Ex 20:19 ).

Ou seja, crer é proveniente da palavra de Deus. Basta aos que crêem considerarem em seu coração tudo que já tem ouvido, para que jamais se desviem assim como fez Adão. Basta aos homens que estão mortos em delitos e pecado considerarem o que lhes é ofertado, para que sejam participantes da promessa.

A quem o profeta anuncia a palavra do Senhor? Aos mortos para que tenham vida, conforme se lê: "Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR" ( Ez 37:4 ). Toda a casa de Israel estava como os ossos secos: sem esperança. Mas, bastava ouvirem (dar credito) a palavra do Senhor para que Deus realiza-se a sua obra.


postador por: Claudio F. Crispim
Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, desde 2004 exerce a função de Tenente da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudobiblico.org), com mais de 200 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

http://www.estudobiblico.org/pt/detalhe/ver/crer-para-ser-regenerado-ou-ser-regenerado-para-crer-83

SE TUDO PODE SER ESCÂNDALO PARA ALGUÉM, DEVO VIVER EM UMA CAVERNA? - AUGUSTUS NICODEMUS