quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O que significa "Blasfemar contra o Espirito Santo não tem perdão "?

A questão da “blasfêmia contra o Espírito” no Novo Testamento é mencionada em Marcos 3:22-30 e Mateus 12:22-32. O termo blasfêmia pode ser geralmente definido como “irreverência desafiante”. Aplicaríamos o termo a pecados como amaldiçoar a Deus, ou, propositadamente, degradar coisas relativas a Deus. Também o é atribuir mal a Deus, ou negar atribuir-lhe algum bem devido. Este caso de blasfêmia, entretanto, é específico, chamado de “A Blasfêmia contra o Espírito Santo” em Mateus 12:31. Em Mateus 12:31-32, os Fariseus, tendo testemunhado provas irrefutáveis que Jesus fazia milagres no poder do Espírito Santo, afirmaram que, ao contrário, o Senhor estava possuído pelo demônio “Belzebu” (Mateus 12:24). Note que em Marcos 3:30 Jesus é muito específico a respeito do que exatamente eles fizeram para cometer a “blasfêmia contra o Espírito Santo”.

Esta blasfêmia tem a ver com alguém acusando Jesus Cristo de ser possuído por demônios ao invés de estar cheio do Espírito. Há outras maneiras de blasfemar contra o Espírito Santo, mas esta foi “A” blasfêmia imperdoável. Como resultado, a blasfêmia contra o Espírito Santo não pode acontecer hoje. Jesus Cristo não está sobre a terra, mas assentado ao lado direito de Deus. Ninguém pode testemunhar que Jesus Cristo esteja fazendo um milagre e atribuir este poder a Satanás ao invés do Espírito. Apesar de não haver blasfêmia do Espírito hoje, devemos sempre lembrar que há um estado de existência imperdoável: o estado de incredulidade. Não há perdão para alguém que morre em incredulidade. A contínua rejeição às exortações a crer em Jesus Cristo é a blasfêmia imperdoável. Lembre-se do que foi dito em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A única condição na qual alguém não pode ter perdão é se esse alguém não estiver entre “todo aquele que nele crê”.

Para esclarecer,blasfemar contra o Espirito Santo é rejeitar os convites que ele faz a todos os homens,não acredito que algum homem nessa terra fique fora de seus doces convites. Blasfemar contra o Espirito Santo é um dia ter sido iluminado pela Graça,ser limpo,lavado e depois voltar a imundície,se morrer nesse estado não haverá perdão. Hb 4-6.

Alguns acham que blasfemar contra o Espirito Santo é duvidar da ação dele na igreja ou na vida de alguém,na verdade isso não tem base bíblica,Paulo disse que podíamos julgar a profecia mas não o profeta,ou seja todo homem pode questionar uma atitude,desde que respeite o autor.

Uma certa ocasião fiquei estupefato com uma situação que enfrentei em um velório,um jovem de uns 28 anos aproximadamente revoltado com a morte do ente-querido virou-se para Deus e começou a descarregar uma serie de ofensas em alta voz,as coisas mais pesadas que alguém possa imaginar. Será que isso é blasfemar e não ter direito a perdão ? Não. Isso è apenas mais um pecado da fraqueza humana que todos nos de igual modo fomos resgatados. Paulo era um assassino de cristãos.Ele não foi perdoado ?E eu ? E você ?

Pra finalizar e deixar bem claro,blasfemar contra o Espirito Santo é viver fora da graça mesmo depois de ter sido alcançado por ela.Blasfemar contra o Espirito é morrer fora da vontade do Eterno.Hb 10:26,28. É morrer afastado ou viver toda a sua vida rejeitando o doce chamado da Graça.

Com amor 

Fabricio Valladares.


O DIABO PODE LER NOSSOS PENSAMENTOS? - JONAS FERREIRA


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

QUAL O PROBLEMA COM A PORNOGRAFIA? - PEDRO DULCI


Os cristãos devem obedecer às leis da terra?

(por Marcio)

"Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra” (Romanos 13:1-7)

Essa passagem traz às nossas consciências idéias duras, contudo, bastante claras!

Independente de nossas opiniões sobre as autoridades que nos regem, sejam elas aos nossos olhos justas ou injustas, nós devemos obedecer ao governo que Deus põe sobre nós.

Deus criou o governo para estabelecer a ordem, punir o mal e promover a justiça (Gênesis 9:6; 1 Coríntios 14:33; Romanos 12:8). Nós devemos obedecer ao governo em tudo – pagando impostos, seguindo as regras, demonstrando respeito, etc. Se nós não o fazemos, nós estamos no fim das contas demonstrando desrespeito contra Deus, pois Ele é Aquele que pôs o governo sobre nós. Além do mais, esta foi uma maneira que Deus encontrou para nos proteger dos nossos próprios erros. Por exemplo: Você deve conhecer ou já ouviu falar de alguém que durante muito tempo sonegou impostos... até o momento que foi descoberto. Resultado disto tudo? Contas bancárias bloqueadas, confisco dos bens, além de perseguição, uma constante falta de sossego, mentiras e etc. Outro caso muito comum, podemos ver diariamente nas notícias. Pessoas que decidem viver de vendas de materias ilícitos: Cd's, dvd's, roupas... tudo "pirata". Quantas e quantas vezes são vistos correndo desesperadamente, perdendo tudo e levados para a delegacia? Alguém pode pensar assim: Mas eles estão trabalhando! É verdade. Mas também estão roubando os direitos autorais de outrem e desobedecendo claramente a Lei de Deus, além do que, este tipo de comércio é um dos agentes financiadores do tráfico de armas e também de drogas.
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Contudo, é importante ter em mente que não é verdade que Deus sempre aprova a conduta dos nossos governantes; e também não é verdade que o cristão deve sempre se submeter a eles, já que muitas e muitas vezes, principalmente nesses tempos de tantas injustiças e maldades, as autoridades andam na contra-mão das leis de Deus e também das suas próprias leis, usando do seu "poder" para extorquir, intimidar e enganar muitos daqueles dos quais exercem este poder. Em tais circunstâncias o cristão deve sempre ter em mente que deve "obedecer a Deus em primeiríssimo lugar, depois os homens"

Quando o apóstolo Paulo escreveu Romanos 13:1-7, ele estava sob o governo de Roma, durante o reinado de Nero, talvez o mais maligno de todos os imperadores romanos. Paulo mesmo assim reconhecia a autoridade do governo sobre ele. Por isso, como nós hoje podemos fazer menos do que ele?

A outra questão é: “Há alguma outra ocasião em que não devemos obedecer às leis da terra?” A resposta para essa pergunta pode ser encontrada em Atos 5:27-29, “Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”. Disto, mais uma vez, podemos agora entender com clareza que enquanto as leis da terra não se chocam com as Leis de Deus, nós devemos obedecê-las. Assim que a lei da terra contradiz o mandamento de Deus, devemos violar - SIM - as leis da terra e obedecer à Lei de Deus. No entanto, mesmo neste caso, devemos aceitar a autoridade do governo sobre nós. Isto foi demonstrado no momento em que Pedro e João não protestaram por terem sido açoitados, e sim terem se regozijado ao sofrer por obedecer a Deus.

Haverá ainda num futuro não muito distante, uma ocasião única da história deste mundo, onde os filhos fiéis do Senhor deverão se opor com convicção e firmeza contra as leis humanas; um decreto que violará o direito inquestionável de obedecer aos Mandamentos de Deus. 

REFLEXÃO: "E concordaram com ele. E, chamando os apóstolos, e tendo-os açoitado, mandaram que não falassem no nome de Jesus, e os deixaram ir. Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus. E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo" (Atos 5:40-42)


sábado, 21 de janeiro de 2017

Consciência Cristã 2017


Consciência Cristã 23 a 28 de Fevereiro 2017


VOCÊ ESTÁ NA FÉ?

 por 


“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos” (2 Co 13:5).

Nada é mais penoso ou difícil do que um sincero auto-exame. Todos tendemos a cultivar uma auto-imagem positiva e resistimos em reconhecer nossa verdadeira situação. Ao mesmo tempo, nada é mais necessário. Quando somos examinados pelos outros, estamos prontos a dizer que sua avaliação é incorreta ou injusta. Mas realmente corremos o risco de pensar que somos verdadeiros cristãos sem que haja evidências seguras dessa realidade. Naquele grande dia do julgamento, muitos se surpreenderão quando Jesus lhes disser: “Não vos conheço”. Só restará um veredito imutável, uma sentença eterna, um desespero diante do banimento definitivo da presença de Deus.
“Estar na fé” é estar em Cristo, é confiar nele somente para a salvação, é demonstrar sinais visíveis de uma natureza transformada, é afirmar uma fé inabalável nas verdades do evangelho. “Estar na fé” só é possível para aqueles que abriram mão da confiança em si mesmos, sentiram uma profunda tristeza por seus pecados, abraçaram a Cristo com seu Senhor e Salvador pessoal. “Estar na fé” é experimentar a alegria do perdão, a paz de Cristo que ultrapassa toda compreensão, o conforto da vida eterna, o amor que nos constrange a viver uma nova vida para o Senhor. Quando estamos na fé, não vivemos em função da coisas terrenas, pois a nossa pátria está nos céus. Não abrigamos mágoa no coração porque fomos perdoados para perdoar. Não fazemos da igreja um clube social, mas a comunhão dos santos que adoram a Deus em espírito e em verdade.
Você está na fé? Você tem convicção absoluta que não está entre aqueles que foram provados e reprovados? Há sinais inconfundíveis de que você é uma nova criatura? Nada é mais importante do que responder a estas questões. Não pergunto se você é ativo na igreja, se você é fiel nas contribuições, se sua família é tradicionalmente evangélica, se você admira as verdades do evangelho. A minha pergunta é: Você está na fé?
Hoje mesmo você pode buscar a presença de Deus e encontrar esta certeza. Se você for corajoso para fazer um auto-exame e se você perceber que ainda não é um verdadeiro discípulo de Cristo, então chegou o momento de você suplicar a misericórida de Deus, se arrepender dos seus pecados e receber sinceramente a Cristo em sua vida como Senhor e Salvador. Então você descobrirá a alegria não somente de estar na fé, mas também de que Cristo habita em seu coração. O Senhor não veio para os sãos, mas para os doentes. O reconhecimento da necessidade é o primeiro passo para a cura. Examine-se a si mesmo, para ver se você realmente está na fé.
Rev. Jorge Issao Noda

PORQUE NAS IGREJAS HISTÓRICAS NÃO SE VÊ EXPULSÃO DE DEMÔNIOS? - AUGUSTUS NICODEMUS


Documentário Rebanhão 35 Anos de História


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A CHAVE DO CRESCIMENTO


“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância...” (Jo 10:10).

Qual é a chave do crescimento de uma igreja? Finanças saudáveis? Prédios confortáveis? Bons programas? Departamentos bem organizados? Cultos animados? Eventos? Inovações metodológicas? Tudo isso tem o seu lugar, mas é preciso lembrar que nada disso garante o crescimento de uma igreja. Por natureza, igreja é o povo de Deus, formado por aqueles que Deus separou para si através da salvação em Cristo. Ela não se edifica como outras instituições humanas. Podemos ter tudo, mas devemos lembrar que a chave para o crescimento de uma igreja é a vida dos seus membros.
Cometemos um grave erro quando nos envolvemos num acelerado ativismo e negligenciamos os elementos básicos de uma vida espiritual: comunhão com Deus através da oração, meditação na sua palavra, comunhão com os irmãos, exercício de nossos dons espirituais, participação nas ordenanças, adoração espiritual. De que vale todo movimento, todas as atividades, todos os esforços nos ministérios da igreja se não estamos em comunhão com Deus? Acaso pensamos que vidas são salvas por métodos? Acreditamos que resultados espirituais virão sem uma intervenção de Deus?
Não prossiga no seu desenfreado ativismo se você está consciente que não está bem com Deus. Não se torne escravo do urgente, mas lembre-se que nada pode substituir aquelas “preciosas horas na presença de Jesus”. Cuidado com a síndrome de Marta. Siga o exemplo de Maria. Sem a comunhão com o Senhor não conseguimos produzir o fruto do Espírito, não adoramos a Deus em espírito e em verdade, não vemos a atuação sobrenatural de Deus. Pelo contrário, ficamos  cansados num serviço sem alegria, num envolvimento sem motivação, numa obra sem paixão. Quando não estamos bem com Deus, nossos relacionamentos são atingidos, nossa mente contamina-se com os valores deste mundo, nossas palavras perdem a eficácia e autoridade que só encontram na presença de Jesus.
Deus não quer seu ativismo. Ele quer sua vida. Não se preocupe com os resultados que você possa produzir, mas com aquilo que ele quer fazer através de pessoas completamente dependentes dele. Frutos espirituais não são produzidos pelo maquinário eclesiástico, mas pela vida que está no coração.
Por isso, volte-se para o seu Pai celestial. Aquiete-se na sua maravilhosa presença, onde há plenitude de alegria e delícias perpetuamente. Experimente a luz da face de Deus banhando sua alma e fortalecendo seu interior. Permita que a semente viva de sua Palavra encontre terreno fértil e deixe que ela germine como o poder de Deus. Quando seu coração estiver quebrantado e contrito, quando seus olhos espirituais perceberem o Senhor na sua formosura, quando seu interior desejar mais que tudo o amor de Deus, então você estará preparado para descer do monte e servir ao Senhor.
Quando há vida, há reprodução. Quando estamos em comunhão com Deus, abandonando o pecado e tudo aquilo que nos afasta dele, então estamos em condições de sermos instrumentos para que vidas sejam alcançadas e transformadas.
Ainda hoje cientistas tentam inutilmente reproduzir vida no laboratório. Não tente fazer o mesmo na esfera da igreja, saiba que só Deus pode produzir e reproduzir vida. A chave do crescimento é a vida. 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Vídeo mostra evangélica quebrando imagem de Nossa Senhora em SP

Vídeo mostra evangélica quebrando imagem de Nossa Senhora em SP

Imagens postadas no Facebook e feitas em Botucatu mostram suposta pastora dando marteladas em objeto religioso; evangélicos não cultuam imagens de santos.

Um vídeo feito por membros de uma igreja evangélica de Botucatu (SP) e postado no Facebook nesta quarta-feira mostra uma mulher, apontada como pastora, quebrando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira dos católicos no Brasil. 



http://veja.abril.com.br/brasil/video-mostra-evangelica-quebrando-imagem-de-nossa-senhora-em-sp/


"Esse tipo de fanatismo só mostra o quanto alguns evangélicos estão longe do Evangelho. Não será com esse tipo de atitude que vamos combater a idolatria, isso só gerá mais aversão e preconceito contra os evangélicos."
(Euder Faber Guedes Ferreira III)

domingo, 8 de janeiro de 2017

O Culto que Glorifica a Deus

O Culto que Glorifica a Deus – Augustus Nicodemus (Reprise: Conferência Fiel Pastores e Líderes 2016)
Após o povo retornar do exílio, eles começaram a desanimar, pois parecia que as promessas de Deus não estavam se cumprindo. Esse desânimo refletia no culto dado a Deus (hoje, da mesma forma, quando as pessoas estão desanimadas, elas deixam de ir ao culto) Malaquias, então, surge, buscando a restauração do culto a Deus.

1) Devemos cultuar a Deus porque ele nos amou primeiro (1.1-5)

Deus exorta o povo a cultuar e amar a Deus porque ele nos amou primeiro e nos escolheu para sermos o seu povo.

2) Devemos cultuar a Deus como ele quer e não como pensamos (1.6-14)

Em Malaquias, Deus ensina que não aceita adoração diferente daquilo que ele prescreveu. No culto não basta sinceridade; precisamos cultuar a Deus como ele determinou. Não podemos inventar maneiras de adorar a Deus; o culto que agrada a Deus busca adorá-lo como ele revelou que deseja ser adora.

3) O culto precisa ser guiado e conduzido por homens capazes e hábeis (2.1-9)

Os sacerdotes no tempo de Malaquias se corromperam e deixaram de ensinar o povo de Deus. O Senhor diz que iria tornar aquela liderança impura para que fosse retirada do meio do povo.

4) O culto só será aceito se for expressão de uma vida santa (2.10-16)

O povo chorava, gemia e levantava um clamor diante de Deus, mas Deus rejeita a adoração deles (v. 13), isso porque estavam vivendo em pecado (casando com adoradoras de deus estranho – v.11; adulterando e divorciando sem motivo – v.14-15).

5) Precisamos de purificação para cultuar a Deus n(2.17-3.5)

O povo estava duvidando da justiça de Deus e o Senhor afirma que entraria em juízo contra o seu povo, contra aqueles do povo de Deus que praticavam iniquidade, enviando seu mensageiro (João Batista) e depois o Anjo da Aliança (Cristo) para estabelecer uma nova aliança, purificar o povo (v. 3) para que eles pudessem oferecer oferta agradável (v.4). O culto deve ser uma expressão de nossa total consagração a Deus.

6) O culto deve ser uma expressão de nossa total consagração a Deus (3.6-12)

Deus mostra um exemplo que o povo havia se desviado de Deus: eles estavam roubando a Deus nos dízimos e nas ofertas. Não que Deus precisasse daquele dinheiro, mas esse era um sinal de que eles estavam afastados. O bolso é um dos últimos a se converterem e o NT coloca que a generosidade e liberalidade é uma marca da conversão

7) O culto não deve ser por aquilo que Deus dá, mas por quem ele é (3.13-18)

O povo estava resmungando, pois os ímpios estavam prosperando, e dizia que era inútil servir a Deus. O Senhor afirma que o dia chegaria quando a diferença entre ímpios e justos seria nítida, mas até então seus servos deveriam adorá-lo não por aquilo que ele dá, mas por quem ele é: o Deus que os elegeu e os amou com amor pactual.

8) Vai chegar um dia em que ficará claro que vale a pena adorar a Deus (4.1-5)

Deus fala que virá o dia de juízo sobre os ímpios e que todos, então, saberão que vale a pena adorar ao Senhor.

Aplicações

1. Hoje temos cultos inteiramente voltados à prosperidade, nos quais as pessoas adoram a Deus por barganha para ganhar as bênçãos de Deus. Cultos voltados para a prosperidade material são um desvio da adoração correta a Deus. A evidência do amor de Deus não é prosperidade financeira, mas sua eleição e amor pactual.
2. Vemos também igrejas reestabelecendo elementos da antiga aliança (batismo no Jordão, arca da aliança e outros elementos judaicos), quando Malaquias aqui nos mostra que viria novamente o Anjo da Aliança e Hebreus diz que tais coisas era sombras. Na adoração a Deus a pergunta não é se é proibido, mas se é ordenado.
3. Deus não se preocupa só que o culto seja feito conforme foi ordenado, mas que seja feito com todo coração.
4. O culto não são somente para celebração e festa, mas também há espaço para exortação e lamentação (Tg 4.9).



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Graça Manifestada - Para a Nossa Salvação

Burkhard Vetsch

"Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens" (Tt 2.11).
A graça – De onde ela vem? O que ela produz? O que ela transforma em minha vida?
De onde vem a graça?
Ela brota do insondável amor de Deus para conosco, e é personificada em Jesus Cristo, que nasceu em Belém. "Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo" (Jo 1.17). Ela encontra seu ponto culminante na morte sacrifical de Jesus no Calvário e é válida como dádiva de misericórdia a todos os homens que já viveram, vivem e ainda viverão. Todo o Antigo Testamento, a Torá, os Salmos e os Profetas, apontam para Aquele que traz a graça, que sacrificou Sua vida para expiar os nossos pecados. Não é possível separar a graça da cruz. Cruz e graça formam uma unidade inseparável. Um Evangelho sem cruz não é Evangelho, pois o preço do nosso perdão, que Jesus pagou no Calvário com o Seu sangue, é alto demais. Mas não existe uma anistia geral. A sedutora doutrina da salvação final de todos, que vem muito ao encontro do pensamento humanista, contradiz o testemunho global da Sagrada Escritura, e por isso é uma mentira de Satanás. Não é possível separar a graça da justiça e da santidade de Deus.
O que a graça produz?
Ela traz a salvação, como diz o nosso texto bíblico. Todas as pessoas desejam um mundo saudável, intato. Quando ele existirá? No Milênio. Pelo pecado, toda a criação foi arrastada para o turbilhão da ruína e da morte. Jesus Cristo, que esteve presente na criação, arrebatará definitivamente o domínio de Satanás e restabelecerá uma situação paradisíaca. Esse plano de salvação divino é irrevogável. Ele já pode ser experimentado hoje por aqueles que confessam Jesus Cristo como seu Senhor. Você já está integrado nele? Feliz de você, se for assim! Se você não tem certeza da salvação, arrependa-se e venha ao trono da graça! Confesse os seus pecados em arrependimento sincero, e você achará misericórdia, você encontrará a graça! Jesus diz: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Mt 7.7).
A graça se manifestou através de Jesus Cristo. Sua manifestação é chamada de Epifania no calendário litúrgico. Aparições celestiais, relatadas freqüentemente nas Escrituras, manifestações de anjos ou do próprio Senhor, tiveram efeitos assustadores, impressionantes e edificantes sobre as pessoas. Pois não era algo banal que mensagens fossem dirigidas diretamente do mundo celestial a pessoas comuns. Quantas vezes lemos: "Eis que lhe apareceu um anjo do Senhor..." Antes da queda em pecado, o primeiro casal humano no Paraíso tinha um relacionamento íntimo com o próprio Deus. Lemos que Deus andava com os homens no jardim do Éden. Isso deve ter sido indescritivelmente glorioso e agradável – cada encontro com Deus era uma festa! Mas então o pecado criou um abismo intransponível, pois a santidade de Deus e a nossa pecaminosidade se excluem mutuamente. Deus não olha para onde existe pecado, mas Ele ama o pecador, porque é criatura Sua. Por isso o Seu amor insondável, apesar de ser sublime e santo, sempre encontrou o caminho até os pecadores. Que possamos reconhecer ainda muito mais a nossa indignidade e a santidade de Deus! Em Jesus Cristo encontramos graça restauradora e salvadora!
Antes que nosso Salvador aparecesse em forma humana sobre a terra, o próprio Deus revelou-se em epifanias. Como Abraão, também nós deveríamos ser tomados de profunda reverência pela visita dos três homens nos carvalhais de Manre. "Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava sentado à entrada da tenda, no maior calor do dia. Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele, Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo" (Gn 18.1-3)..
O que esse encontro trouxe de graça salvadora? Vejamos três aspectos:
Em primeiro lugar, a visita do Altíssimo com Seus dois acompanhantes foi por si só um acontecimento altamente honroso e prazeroso para Abraão. Por isso ele os saudou respeitosamente: "Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele. Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo," e depois atendeu seus nobres visitantes como príncipes. A seguir, ele recebeu a promessa de que no ano seguinte Sara teria um filho. Por fim, desse encontro e da intercessão de Abraão resultou a salvação de seu sobrinho Ló do terrível lamaçal de pecado de Sodoma. Portanto, ocorreu uma bênção múltipla de graça salvadora!
E assim lemos por toda a Bíblia sobre outros encontros singulares e salvadores de Deus com Isaque, Jacó, Moisés, Davi, Salomão e muitos outros. Escolhamos mais um encontro especial com Deus relatado no Antigo Testamento. O pastor de ovelhas Moisés viu uma sarça ardente no Monte Horebe, onde reconheceu o anjo do Senhor e ouviu a voz de Deus: "Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teu Pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus" (Êx 3.5-6). A seguir Deus se revelou a Moisés pelo Seu nome: "Eu sou o que sou" (Êx 3.14).Esse nome tem o maior significado! Aquele que é eternamente e que sempre permanece igual revela-se ao homem, do qual jamais pode ser dito algo igualmente positivo. O homem é capaz de se transmudar, enganar e decepcionar, sendo até como um ator em dissimulação. É Satanás que nos ensina a sermos falsos, a usarmos máscaras, pois ele também pode transformar-se em anjo de luz ou aparecer como lobo em pele de cordeiro para seduzir as pessoas. Como é bom saber e firmar-se pela fé no fato de que Deus é imutável! É o que igualmente está escrito acerca de Seu Filho: "Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre" (Hb 13.8). Ele, que está assentado à destra do trono de Deus, é e continua sendo o nosso intercessor.
Mas que salvação trouxe essa aparição de Deus no Monte Horebe? Mais uma vez algo múltiplo:
1. Como Moisés, devemos reconhecer a santidade de Deus e prostrar-nos diante dEle em adoração e santa reverência! Na nossa sociedade multicultural muitas coisas são niveladas e profanadas. O respeito a Deus e à autoridade desaparece. Reverência santa tornou-se uma idéia ultrapassada. Mas Moisés foi tomado de santo temor quando viu e sentiu a presença divina.
2. Quando Deus dá uma tarefa difícil aos homens, Ele também dá as forças necessárias para executar essa tarefa. Com a revelação de Deus a Moisés este tornou-se capaz de liderar o povo, de ser um guia até a Terra Prometida.
3. Aqui foi dado início à salvação do povo judeu, que era escravo no Egito. Deus manifestou-se para anunciar a libertação do Seu povo. Portanto, mais um bênção múltipla resultante dessa aparição santa e salvadora!
Uma pergunta, entre parênteses: É necessário sempre recorrer a exemplos do Antigo Testamento? Pensamos que sim. Por um lado, reconhecemos no Antigo Testamento o sábio trabalho de educação que Deus realizou com Seu povo. Também nós deveríamos aprender dessas experiências do passado. Por meio delas é colocado um espelho diante de nós. Se considerarmos isso moralista, revelamos presunção reprovável. Por outro lado, precisamos saber: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça" (2 Tm 3.16). Além disso, não devemos depreciar o Antigo Testamento como algo ultrapassado, pois declarações que têm valor e significado para a salvação são sempre atuais. Mas quem ainda as leva a sério hoje em dia? O Antigo e o Novo Testamento não podem ser separados, pois formam uma unidade orgânica. O Plano de Salvação começou com o primeiro homem e se desenvolve constantemente até seu final no reino celestial. Você terá experiências felizes e abençoadas ao ler toda a Bíblia em oração!
Mas a história secular e o plano de Deus para com os homens seguem em direção ao ponto culminante da graça salvadora. Pois estamos a caminho do estabelecimento e da plenitude do reino de Jesus Cristo: "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gl 4.4). No Natal cantamos com alegria: "...então do Seu trono Deus enviou a salvação do mundo, Ele enviou a Ti, Seu Filho".
O que a graça manifestada produz? Uma transformação revolucionária do mundo, quando pessoas se deixam mudar por Jesus. Isso significa uma poderosa penetração do mundo celestial em nosso tempo: Cristo veio para realizar a expiação por nós, e isso levou à Sua morte sacrifical no Calvário. A vinda do Salvador a esta terra traz graça salvadora aos corações abatidos e enfermos pelo pecado. Ninguém precisa se desesperar, a salvação veio para todos. Aquele que experimentou essa graça salvadora não pode e não deve guardá-la só para si: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19), foi a tarefa deixada por Jesus a Seus discípulos. E esse pequeno grupo, que aceitou o chamado de Jesus e foi equipado pelo Espírito Santo, passou a trabalhar no lugar que Jesus designara para cada um deles. Assim também ainda hoje, especialmente os jovens deveriam se deixar recrutar para o Seu serviço! Como é grande a diferença entre o sistema que Deus usa para escolher Seus cooperadores e a maneira usada pelos detentores do poder terreno: "Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes" (1 Co 1.26-27). Sempre houve pessoas que obedeceram a esse chamado e se deixaram preparar para o trabalho de testemunhar, seja em lugares longínquos ou no seu local de trabalho. A mensagem da cruz e da graça salvadora ainda precisa ser propagada hoje, acompanhada de um apelo à decisão, mesmo que nem sempre seja bem aceita. Quem quer ser um soldado de Cristo e não um anticristo?
O versículo citado no início nos diz que a graça se manifestou salvadora. Quando hoje pessoas nos falam de visões transcendentais ou aparições de luz, alertamos sobre essas manifestações. Nos princípios do Plano de Salvação, Deus considerou-as necessárias para as pessoas daquela época. Hoje não precisamos mais desses fenômenos, pois na Bíblia temos toda a Palavra de Deus, que é suficiente e pela qual Deus pretende nos falar a qualquer momento. Se isso não basta para nós, não temos solução. Deus falou por meio de Seu Filho e depois através dos apóstolos (Hb 1.1). O reformador Zwinglio tinha plena razão com seu apelo: "À Escritura, à Escritura!"
O que a graça revelada transforma em minha vida?
A nossa natureza pecaminosa e corrompida não pode ser melhorada. Nem a psicologia pode ajudar. A única coisa que resolve realmente é entregar totalmente à morte o tão querido "eu" e mergulhar na graça salvadora que Jesus nos oferece. Então experimentamos o poder transformador do Espírito Santo, que renova desde a base: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17). Você realmente deseja isso? Na verdade esse é um processo doloroso, mas muito salutar. Infelizmente muitas pessoas recuam quando se trata de dar esse passo concreto no discipulado de Jesus. Em primeiro lugar a graça salvadora pretende produzir a cura do nosso eu corrompido e pecaminoso. Nós mesmos não somos capazes de realizar isso. A cura bíblica acontece quando concordamos em nos identificar com a morte de Jesus (Rm 6.1-14). O inimigo tenta barrar-nos, pois teme a cruz, porque ali ele foi julgado. O caminho que eu e você devemos seguir é indicado nos versículos que seguem as nossas palavras de introdução:"...educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tt 2.12-14). Nosso ministério e nosso trabalho só serão frutíferos e esses frutos só permanecerão se produzidos por uma vida em constante comunhão com Jesus. Isto é santificação, pois a Escritura diz:"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14).
Examine-se: o que o impede de seguir a Jesus de maneira decidida? O tempo passa, e sem demora Jesus virá, seja para o Arrebatamento ou para tomá-lo para Si, e aí você estará inesperadamente diante dEle. Não perca de vista o glorioso alvo, pois aí valerá também para você: "Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda" (2 Tm 4.8).

domingo, 1 de janeiro de 2017

AS TEMPESTADES DA VIDA SÃO PEDAGÓGICAS


As tempestades da vida são, com muita frequência, inevitáveis, imprevisíveis e inadministráveis. Porém, são também pedagógicas. As tempestades não vêm para nos destruir, mas para fortalecer as musculaturas da nossa alma. Não cremos em acaso, sorte ou azar. Não cremos em determinismo, mas na providência generosa de Deus. Nem um fio de cabelo da sua cabeça pode ser tocado sem que Deus saiba, permita e tenha um propósito. Não há Deus como o nosso que trabalha para aqueles que nele esperam.

Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

TER SONHOS ERÓTICOS É PECADO?



VOCÊ PODE TER CERTEZA DE SUA SALVAÇÃO

VOCÊ PODE TER CERTEZA DE SUA SALVAÇÃO
“Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2Tm 2.19).
O apóstolo Paulo, o paladino do Cristianismo, em sua derradeira epístola, alerta o jovem Timóteo a não perder o foco de seu ministério, envolvendo-se em falatórios inúteis e profanos (2Tm 2.16). Também, afirma que alguns, nessa prática, desviaram-se da verdade (2Tm 2.17,18). Longe, porém, do veterano apóstolo estar abrindo uma brecha para a possibilidade da perda da salvação, afirma com diáfana clareza, a segurança da salvação, aduzindo dois eloquentes argumentos:
Em primeiro lugar, os salvos são conhecidos por Deus (2Tm 2.19a). “O Senhor conhece os que lhe pertencem…”Deus nos conheceu de antemão (Rm 8.29). Escolheu-nos conforme sua própria determinação e graça em Cristo antes dos tempos eternos (2Tm 1.9). Escolheu-nos em Cristo antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Escolheu-nos desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade (2Ts 2.13). Nessa mesma linha de pensamento, o apóstolo Paulo diz: Deus conhece os que lhe pertencem (2Tm 2.19). O ensino insofismável das Escrituras é que Deus nos amou primeiro e nos atraiu para si com cordas de amor. Fomos escolhidos, chamados e justificados. Nossos pecados foram perdoados, nossa dívida foi paga e nosso nome está escrito no livro da vida. Fomos comprados por alto preço, resgatados da morte e declarados justos diante do tribunal de Deus. Nossa salvação não é resultado das obras que realizamos para a Deus, mas da obra que Deus realizou por nós, na cruz do Calvário. Deus nos amou quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Éramos escravos e ele nos libertou. Estávamos perdidos e ele nos encontrou. Estávamos mortos em nossos delitos e pecados e ele nos deu vida. Fez-nos seus filhos e seus herdeiros. Agora, somos membros do corpo de Cristo, ovelhas do seu pastoreio e ramos da Videira verdadeira. Somos a sua herança, a menina dos seus olhos e a sua delícia, em quem ele em todo o seu prazer. Nossa vida está segura nas mãos de Cristo e de suas mãos ninguém pode nos arrebatar. Nada nem ninguém, neste mundo ou no porvir, pode nos separar de seu amor, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Estamos seguros porque o próprio Deus que nos criou, nos escolheu e nos salvou nos conhece como sua propriedade exclusiva!
Em segundo lugar, os salvos vivem em santidade (2Tm 2.19b). “… e mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor”. A gloriosa doutrina da eleição tem sido atacada por muitos e não entendida por outros. Longe dessa verdade induzir o descaso com a santidade, promove-a. O ensino claro das Escrituras é que Deus no escolheu pela santificação do Espírito e fé na verdade (2Ts 2.13). Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1.4). Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação (1Ts 4.7). Logo, aqueles a quem Deus conhece como seus e que professam o seu nome,  apartam-se da injustiça (2Tm 2.19). A evidência da eleição é a santificação. Ninguém pode se julgar um eleito de Deus se não vive em santidade. Ninguém pode comprovar sua eleição, senão pela prática da piedade. Os que são de Deus vivem em novidade de vida. Aqueles a quem Deus conhece têm um novo coração, uma nova mente e uma nova vida. Quem pratica o pecado é escravo do pecado, ainda permanece nas trevas e não conhece a Deus, pois Deus é luz. A segurança da nossa salvação não está estribada em quem nós somos, mas em que Deus é e, no que ele fez por nós, em nós e através de nós!
Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Vitória Sobre o Desânimo

Elsbeth Vetsch

Em nossa época há inúmeras coisas que podem nos levar ao desânimo. A situação se agrava quando se acrescentam os problemas pessoais.
Mas Jesus é maior que tudo! Ele nos ama e jamais permitirá que as provações sejam superiores ao que podemos suportar: "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Co 10.13). Como discípulos de Jesus, é importante que aprendamos a assumir uma posição interior oposta às dificuldades logo que elas aparecerem, e não deixemos que elas tomem conta de nós.
Como podemos fazer isso? Levantando bem alto o escudo da fé! Quero acentuar que isso deve ser feito "imediatamente". Em outras palavras: agradeça logo ao Senhor por estar absolutamente protegido e seguro nEle. Se Jesus Cristo tornou-se nosso Salvador e Senhor pessoal, então a cada hora, a cada minuto, estamos seguros e protegidos de verdade. Assim, lemos em Colossenses 3.3: "...porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus." Não restam dúvidas nem incertezas!
O profeta Isaías, inspirado pelo Espírito Santo, diz a mesma coisa quando nos apresenta um quadro maravilhoso, para servir de ilustração a essa verdade tão importante: "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim" (Is 49.15-16). Deus estava em Cristo e nos reconciliou consigo mesmo. Isso aconteceu na cruz do Calvário, onde literalmente fomos gravados nas palmas de Suas mãos! E este mesmo Deus maravilhoso tem nossos "muros" continuamente diante de Si! Ele sabe das nossas limitações, das nossas mudanças de humor e das nossas falhas! Ele conhece nossas ansiedades e angústias. E através de Sua Palavra Ele nos anima, dizendo: "Eu fiz tudo por você porque o amo. Confie em mim! Não fique olhando apavorado ao seu redor – levante seus olhos para mim! Eu sou o Autor e o Consumador de sua fé!"
Segure novamente as mãos traspassadas de Jesus: numa decisão cheia de fé, lance todas as suas angústias sobre Ele, que se preocupa com você e cuida de você: "lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pe 5.7)! (Elsbeth Vetsch – http://www.aPaz.com.br)  http://www.chamada.com.br/mensagens/vitoria.html

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Oração - Por que você precisa orar?

Orar não pode ser opcional na sua vida, pois é por meio da oração que você entra em comunhão com Deus e abre caminho para que Ele realize todos os planos que tem para nós.

1 João 5:14-15
"E esta é a confiança que temos para com ele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que Ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito".
A oração é o estabelecimento de um diálogo do homem com Deus, sendo que devemos estar atentos à resposta Dele, que vem através de nosso espírito ou através das circunstâncias exteriores. É através da oração que nós colocamos nossas ansiedades nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para nos dar paz interior e dar-nos estratégias para resolver nossos problemas da melhor maneira possível para nosso crescimento espiritual. Quando somos iluminados por Deus, em nossa consciência, sobre nossos pecados, devemos imediatamente pedir perdão a Deus através da oração, pedindo para sermos lavados pelo seu sangue, crendo que nossos pecado serão perdoados. 
Devemos orar sempre para sermos guardados das tentativas de Satanás de nos levar ao pecado. Podemos dizer que a oração é o nosso termômetro espiritual, quando nós não conseguimos orar, indica que não estamos bem espiritualmente. Devemos aprender a observar o falar divino em nosso espírito enquanto estamos orando, pois Deus se comunica conosco através de nossa intuição, que é uma das partes do nosso espírito, mas cabe a nós, utilizando o nosso conhecimento bíblico, discernirmos se é ou não de Deus este falar, pois o inimigo pode também tentar nos enganar, lançando pensamentos em nossa mente que sutilmente nos induzirão ao pecado.
Vamos analisar o trecho da Bíblia mais importante sobre a oração, que se encontra em Mateus 6:5-13:

5 E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.
8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.
9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Jeremias 33:3
"Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes."
A oração é fruto espontâneo da consciência de um relacionamento pessoal com o Todo-Poderoso, onde não há espaço para o monólogo, pois quem ora não apenas fala, mas também precisa estar disposto a ouvir. É um diálogo onde o crente aprofunda sua comunhão com Deus e ambos conversam numa linguagem que tem como intérprete o Espírito Santo.
Romanos 8:26-27
"Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos." 
O maior exemplo de oração, no entanto, foi o próprio Mestre, Jesus. Sendo Ele o Filho de Deus, cujos atributos divinos lhes asseguravam o direito de agir sobrenaturalmente, podia dispensar a oração como prática regular de sua vida. No entanto, ao humanizar-se, esvaziou-se de todas as prerrogativas da divindade e assumiu em plenitude a natureza humana.
Filipenses 2:5-8
"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz."
Ele experimentou todas as circunstâncias inerentes ao homem, inclusive a tentação.
Mateus 4:1-11 "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram."

Ora, isto significa que o Senhor dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se proponha a servir integralmente a Deus. Ela foi o instrumento pelo qual pôde suportar as afrontas, não dar lugar ao pecado, tomar sobre si o peso da cruz e vencer o maligno.

Mateus 26:36-46
"Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados. Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então, voltou para os discípulos e lhes disse: Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima."
Espero que tenha compreendido a importância da oração para sua vida e que tenha visto em Jesus o maior exemplo. Jesus, sendo Deus, tomou a forma de homem, abdicou o direito de agir sobrenaturalmente e mostrou-nos que é perfeitamente possível para um homem ser amigo íntimo de Deus e ter total comunhão com Ele.
Não deixe de orar, coloque tudo que está em seu coração diante de Deus e converse com Ele.
Que Deus o abençoe poderosamente, em nome de Jesus, amém!