sábado, 3 de setembro de 2016

Uma mensagem para hoje – Esperança

O tempo vai passando e os sentimentos do homem continuam os mesmos. É igual uma música muito conhecida, “você diz que seus pais não te entendem e você entende seus pais”? Acusamos a todos por tudo só não assumimos a nossa parcela de culpa em cada ato que cometemos.
Hoje podemos denominar este tempo como “tempo da tempestade”. São aviões sumindo no ar, pessoas desaparecendo no mar e nas enchentes provocadas por nós mesmos com o desmatamento, com obras mal estruturadas, onde o que importa é o quanto ganho e não quem será a vitima da minha maldade. Penso que nestas situações não é tanta maldade, mas até pode ser a correria que estas pessoas vivem que as faz deixar passar coisas importantes sem dar conta. O Mal do nosso século CORRERIA.
Em Efésios encontramos uma clara definição para nossos dias ”porquanto os dias são maus”(5:16). São maus hoje e já foram maus no tempo em que a Bíblia foi escrita. Porém estamos caminhando para um afastamento total do homem com o homem e do homem com o criador, GERANDO ASSIM UM SER INSENSÍVEL AO PRÓXIMO. Perdemos a fé em quem pode mudar a história – Jesus Cristo. Somente a FÉ pode nos livrar dos temores, dúvidas, desânimos, angústias e desespero. Mas queremos cada dia ser mais eu e somente eu e nada mais me importam. Neste tempo de Tomé onde tudo eu tenho que ver e tocar a fé perde o seu sentido já que ela é invisível.  “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe […],” (Hebreus 11.6-27).
Enquanto muitos estão caídos, prostrados sem saber por onde começar a mudança, os cristãos caminham de fé em fé, tendo sim problemas, frustrações, mas sabendo que seu fim não é caminho de morte, mas de encontro na glória com Cristo, o autor e o consumador da nossa fé.
Deus é um Deus de esperança, Ele espera que rendamos a Ele, espera que creiamos que Ele é o Senhor de todas as coisas, espera que vejamos Nele a mudança de nossas vidas. Mas ficamos esperando somente por governos, partidos, leis. O mundo não mudará quando todos estiverem escolarizados, mas só há esperança em Deus através de seu filho.
Há esperança para os que choram, para os perdidos, aqueles já mortos emocionalmente, para os perdidos e sem sentimentos e desejos. Seremos como árvores plantadas junto ao rio. Nunca perde as folhas e sempre está linda, verde. Vem o vento, a tempestade, ela pode até quebrar, mas morrer jamais, sua fonte está ali.
Este mundo atual é um mundo cheio de expectativas e pessoas vazias de fé, esperança e amor. Vazio de Cristo e cheios de demônios e suas vontades. “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Romanas 13.14).
Estamos mais do que nunca precisando de mensagem de esperança, não uma esperança vazia. Mas a esperança que vem de Cristo, e esta virá quando nós que estamos ao púlpito começarmos a entender que somos agentes de esperança. Quando cada membro do corpo de Cristo entender sua missão na terra. Quando acordarmos que o mundo precisa de nós, não só cristãos dentro da igreja, mas esvaziarmos nossas igrejas e corrermos para as casas anunciando que há esperança para os que choram para os que querem a morte. “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.”(I Corintios 13:13).
Todos nós estamos gemendo por socorro, o nosso socorro virá de Deus, não de homens falhos que não amam a sabedoria divina. Não adianta esperar que o mundo mude você precisa mudar, mudar seu coração que só deseja o mal, mudar seu modo de viver individualista, mudar sua maneira de pensar achando que você conseguirá respostas através de grandes tecnologias e descobertas cientificas. Você encontrará resposta quando buscar a Jesus de todo seu coração. Há esperança para os perdidos, aflitos e sem resposta, para aqueles que não encontram no dinheiro solução, nas drogas o consolo e no sexo o prazer de viver.
Há esperança para o pobre necessitado que aguarda no governo a resposta. Mas nem ele sabe mais como resolver os problemas da esperança humana. Nem festas, nem dinheiro, nem poder. JESUS É A ESPERANÇA. Ele responde cada expectativa não como eu quero, mas como Ele vê cada situação.
A esperança do homem não muda, ela é a mesma ontem e hoje e será enquanto estivermos neste mundo. Jesus ainda anseia que o homem veja Nele a resposta, aqueles que já o encontraram estão com os corações consolados e tranquilos. Agora é a sua vez, venha ter essa esperança em Cristo conosco.
“Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.”(Romanos 8:5-6). Não deixe para amanhã, hoje sua vida pode mudar.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A LIBERDADE DA GRAÇA A O LEGALISMO


O que é Graça: O próprio Deus se dando, e se sacarificando em nosso favor, se despojando de qualquer sentimento de justiça que acusasse o homem. 

O que é Legalismo : Que diz respeito à lei, fazer obedecer por lei, regra ou seja imposição.

Para falar da graça de Deus precisaria muito tempo e espaço, porque esse tema é ilimitado, chocante, divino, salvador e desconhecido por grande parte dos crentes. Saber o significado da palavra graça não quer dizer conhecê-la, mas principalmente, vivê-la. Muitos crentes caminham hoje lado a lado com o legalismo e a religiosidade do que certamente, da graça. Até se vê na graça, um bom tema para pregação, mas as atitudes são legalistas. 

A liberdade cristã de que tanto o apóstolo Paulo falou e escreveu é motivada pelo amor incondicional (graça), baseado nos ensinos e atitudes do próprio Jesus. 

A graça nos traz liberdade para gozar os direitos e privilégios por termos saído da escravidão e permiti, a todos, essa liberdade. É liberdade para experimentar e gozar um novo tipo de poder que só Cristo pode dar. É liberdade para tornar-me tudo o que Ele quer que eu seja, sem levar em conta como Ele orienta outros.


Eu posso ser “eu - pleno” e livremente. É liberdade para conhecê-lo de maneira independente e pessoal. Essa liberdade é liberada para outros, a fim de que eles possam ser o que devem ser de um modo diferente do meu modo de ser.

Veja bem, Deus não está fabricando pequenos cristãos com um cortador de biscoitos em todo o mundo de modo que pensemos da mesma maneira, sejamos parecidos uns com os outros, falemos do mesmo jeito e nossos atos sejam iguais. O corpo é variado.

Não fomos criados com o mesmo temperamento, nem usamos o mesmo vocabulário, ou um sorriso patenteado, nem vestimos o mesmo ou temos o mesmo ministério. Deus gosta da variedade.

Temos liberdade para ser o que somos,isto é praticamente magnífica. Somos livres para fazer escolhas, para conhecer a Sua vontade, temos liberdade para andar nela, liberdade para obedecer à Sua orientação para a minha vida e a sua. Uma vez que tenha experimentado essa liberdade, nada mais satisfaz.

Eu devo enfatizar que se trata de uma liberdade pela qual você terá de lutar. Por quê? Por que as fileiras do cristianismo estão cheias daqueles que fazem comparações e gostariam de controlar e manipular você de modo que venha a tornar-se tão miserável quanto eles. Afinal de contas, se estão decididos a serem rígidos, sombrios, tediosos e indiferentes, esperam que você também seja assim.

Ä miséria gosta de companhia, este é o lema legalista não mencionado, embora não admitam isso.Essencialmente, liberdade é libertação da escravidão ou cativeiro è inicialmente libertação do poder e da culpa do pecado.

Libertação da ira de Deus.Libertação da autoridade satânica e demoníaca. E igualmente importante, liberdade da vergonha que poderia facilmente prender-me e também libertação da tirania das opiniões, obrigações e expectativas alheias. 

O legalismo é uma atitude, uma mentalidade baseada no orgulho. É uma conformidade obsessiva a um padrão artificial com o propósito de exaltar a si mesmo.

O legalista assume o lugar de autoridade e o leva a extremos injustificados, ele termina em controle ilegítimo, exigindo unanimidade e não unidade, até porque tudo tem que girar em torno dele, ele é a estrela, quase que repetindo a frase de Jesus: ¨sem mim nada podereis fazer¨. Só ele sabe, só ele pode. É incrível como existam pessoas assim, e não são poucos.

A mensagem legalista também dá bastante ênfase no que fazem para Deus, em vez do que Deus faz por eles. 

Entenda isso, você não precisa provar nada para você mesmo, nem para os outros e nem para Deus. Deixe a graça de Deus te libertar da armadilha do desempenho. A graça de Deus faz-nos dignos e valiosos por aquilo que somos, e não por aquilo que realizamos com sucesso.

No evangelho de João cap. 8 e vers.36 está escrito: ¨Se o Filho vos libertar verdadeiramente sereis livres¨. Há muita gente proclamando este versículo com algemas.

Obs. Algumas frases extraídas do livro O despertar da graça de Charles R. Swindoll e do livro O poder curador da graça de David A. Seamands.

Algumas comparações para reflexão:

A Graça abrange, o Legalismo limita.
A Graça Perdoa, o Legalismo Pune
A Graça é Incondicional, o Legalismo é condicional
A Graça traz liberdade, o Legalismo escraviza
A Graça traz o amor pelo céu, o Legalismo traz o medo do inferno
A Graça traz o amor pela vida, o Legalismo traz o medo da morte
A Graça dá, o Legalismo cobra
A Graça é Fé, misericórdia e justiça, o Legalismo é o dizimo do endro, da hortelã e cominho.
A Graça capacita os escolhidos, o Legalismo escolhe os capacitados
A Graça serve, o Legalismo quer ser servido.


Pr. Américo Grande é pastor da Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana, Formado em Teologia pelo Seminário Batista,é professor do Seminário Teológico e Apologético IECP.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

AS APARÊNCIAS ENGANAM

Os cristãos parecem especialmente vulneráveis quando se trata de comparação. Por que os cristãos comparam tanto? Por algum motivo que não consigo discernir claramente, nos constrangemos com as diferenças.
Preferimos a igualdade, a previsibilidade, interesses comuns. Se alguém pensa de modo diferente, usa roupas diferentes, tem gosto e opiniões diferentes, ou gosta de um estilo de vida diferente, a maioria dos cristãos discorda ou até se "escandaliza".

Damos muito peso às coisas exteriores e importância às aparências, e não à individualidade e variedade. Normalmente pensamos que o que é bom para nós também é bom para os outros. Nossas atitudes, comportamento, escolhas, gostos, sempre são os melhores, e os demais têm que se assemelhar aos nossos, senão estão errados ou até em pecado.

Gostaria de dizer que fazer comparações e principalmente se ater às aparências, enganam.Mateus 7:21 diz: 'Nem todo que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus."


Às vezes nós matamos espiritualmente ou dificultamos a caminhada de muitos por causa dos nossos preconceitos. A bíblia é um livro de regras gerais que são comuns a todos, mas também é um livro de regras pessoais ou individuais, por isso Paulo disse : I Coríntios 6:12: "Todas as coisas me são permitidas, mas nem todas me convêm. Todas as coisas me são permitidas, mas não me deixarei dominar por nenhuma delas." Cada um conhece a si mesmo, seus pontos fracos e suas virtudes, ninguém é igual ao outro.

Vou resumir um acontecimento na vida do pastor Swindoll, que ele narra em seu livro “O Despertar da Graça".: Certa vez ele estava em um congresso para casais, palestrando por alguns dias, quando um fato chamou sua atenção.

Ele percebeu que havia um casal participante desse evento onde o marido raramente estava com a esposa no auditório, e quando estava presente ele cochilava nas ministrações. Certamente o pastor Swindoll pensou, essa é mais uma daquelas esposas que se interessam por Jesus, mas o marido não quer nada com nada. Pois bem, no último dia do evento o pastor estava se preparando para sua última preleção quando esta mulher veio em sua direção.

Ele imediatamente pensou, com certeza essa irmã vem reclamar do marido, porque ela é uma serva fiel, compromissada e ele não tem muito interesse.

Quando esta se aproximou, cumprimentou o pastor e lhe trouxe os agradecimentos do marido pelo final de semana abençoado que ele tivera.

O pastor não entendeu absolutamente nada mas perguntou. Ele gostou mesmo, porque raramente eu o vejo com a senhora, e quando percebo que estão juntos ele sempre está cochilando. Foi quando veio à surpresa do julgamento pela aparência.

A esposa disse: Pastor, meu marido é canceroso e está em fase terminal, ele não tinha a mínima condição de estar aqui, e eu estou aqui porque ele insistiu muito para que viéssemos.

Ele não pôde estar presente em todas as palestras por causa das dores e também por causa da morfina que ele toma diariamente, por isso quando ele está presente às vezes ele dorme. Mas todas as vezes que ele não esteve presente me fez contar tudo o que o senhor tinha ensinado. E também pediu para dizer-lhe que agora Deus pode recolhê-lo porque está muito feliz e apesar das circunstâncias sente muita paz.

Agora imaginem onde o queixo do pastor foi parar?

Alguns versículos para reflexão: I Samuel 15:22 onde diz que obedecer é melhor que sacrificar. Por quê? Por que muitas vezes os sacrifícios são aparentes!

Isaías 64:6 onde diz que os nossos atos de justiça são como trapos de imundícia. Por quê? Por que a maioria dos nossos atos são alicerçados na aparência (nenhum deles sequer se compara à justiça divina).

Joel 2:13 onde diz rasgai o vosso coração e não as vossas roupas. Por quê? Por que roupa significa exterior e toda mudança genuína brota de dentro, do coração!


Lucas 15:1,2 diz: Todos os pecadores e publicanos se aproximam de Jesus para ouví-lo. Os fariseus e escribas murmuravam: Este recebe pecadores e come com eles. Quando a bíblia diz pecadores, estão inclusos todos os tipos de pessoas marginalizadas como os pobres, viúvas, prostitutas, doentes, indigentes, os rejeitados em geral.

Uma pergunta: No caso de Jesus nós teríamos coragem de dizer que a aparência do mal também é pecado? Porque, note com que tipo de pessoas Jesus se relacionava. E se um fato semelhante acontecesse com algum de nós? Resposta........... Onde quero chegar com tudo isso?

É simples, nós somos sempre avaliados pelo que fazemos e pela aparência (do que fazemos), e não pelo que verdadeiramente somos. Às vezes erramos, nos entristecemos e nos arrependemos, por que absolutamente ninguém é perfeito, mas também acertamos, nos sentimos bem e estimulados a continuar. Exceções à parte há aqueles que nunca erram, mas eu imagino como deve ser difícil manter as aparências.

Imaginem a respeito do que o apóstolo Paulo estava falando (além de outras coisas) quando ele diz : o amor seja não fingido-Romanos 12:9.

O evangelho de João 7:24 também diz: não julgueis segundo a aparência, mas sim conforme a justiça. Ainda bem que Deus não vê como o homem vê (I Samuel 16:7). A propósito quero dizer àqueles crentes que se sentem rejeitados, discriminados, deixados de lado e até esquecidos.

Quem os rotulou de santos e justos não foi homem nenhum, nem um príncipe, nem um rei, nem um presidente e nem um monarca, mas o próprio Deus quando nos atraiu na cruz do Calvário e nos transformou em seus filhos e herdeiros.

No céu haverá muuuitas surpresas, por que as aparências enganam.......

Que Deus os abençoe!

Pr. Américo

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O HOMEM TEM MUITA DIFICULDADE EM OBEDECER A DEUS!

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto, sobre uma das montanhas que eu te direi.

(Gênesis: 22.3)

Esta passagem trata de um dos maiores atos de obediência registrados pela Bíblia,  Deus pôs Abraão à prova, determinando que ele desse o seu filho Isaque em sacrifício. Abraão e Isaque viajaram, aproximadamente, 80 Km de Berseba até o Monte Moriá, durante cerca de três dias, quando chegaram ao lugar indicado pelo Senhor ele construiu um altar e sobre ele arrumou a lenha, amarrou o seu filho e colocou-o sobre o altar, em cima da lenha, então estendeu a mão e pegou a faca para sacrificá-lo, mas o anjo do Senhor chamou-o do céu e disse para ele não tocar em Isaque, e complementa dizendo que agora sabia que ele temia a Deus, pois não negou o seu filho, seu único filho, Abraão abriu os olhos e viu um carneiro preso pelo chifre em um arbusto, foi lá, pegou-o e o sacrificou em holocausto em lugar do seu filho.
Qual a nossa intenção com este texto? O que pretendemos com este artigo? Chamar a atenção para, talvez, o maior problema do homem em seu relacionamento com Deus. E qual seria este problema? A dificuldade do ser humano em obedecê-Lo. O homem não tem nenhuma dúvida que Deus é poderoso e que pode mudar a sua vida. Reconhece que o Senhor é o criador de todas as coisas. Busca de forma incessante um relacionamento próximo com Ele. Coloca a sua vida e da sua família sob a Sua proteção. Mas quando precisa a fazer a vontade de Deus o ser humano tropeça. Adia a decisão que precisa ser tomada. Continua fazendo o que não deveria mais fazer. Tenta negociar o que não tem a menor condição de ser negociado. Quebra princípios que não podem ser quebrados. Enfim, busca de todas as maneiras continuar vivendo dentro da vontade do seu coração teimoso. E, por isso, a mudança em sua vida que tanto espera não acontece, pois é preciso que o homem esteja dentro da vontade de Deus e não dentro da sua. Somos assim, vamos vivendo e, pior, o tempo passando. Sem perceber que a obediência a Deus é o caminho mais rápido para a verdadeira liberdade.

domingo, 28 de agosto de 2016

A Boa Forma Espiritual

T. A. McMahon

O termo “fitness” (boa forma) é um dos jargões tecnológicos favoritos do marketing que atrai muitas pessoas às academias e aos spas, e até mesmo tem um apelo para os que estão fora de forma que o mesmo se torna um ideal a ser atingido. Há poucas dúvidas de que a parte física da vida simplesmente parece ser melhor quando a pessoa está em boa forma.
A Bíblia dá alguns créditos a essa idéia em 1 Timóteo 4.8, quando Paulo fala para Timóteo que exercícios físicos são de pouco [algum] proveito. O versículo continua: “Mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser”. Em outras palavras, a piedade, que é o exercício espiritual de viver o que a Palavra de Deus ensina, deve ser buscada com afinco significativamente maior do que o “exercício físico”, para melhorar a vida diária do crente aqui na terra, bem como para dar-lhe recompensas na vida eterna.
O objetivo da boa forma espiritual, de acordo com as Escrituras, deve ser a piedade. O apóstolo Paulo exorta Timóteo a “exercitar-se” “pessoalmente na piedade” (1Tm 4.7), e Pedro declara que Deus tem doado aos crentes “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade” (2Pe 1.3). Espero que todos os crentes que lerem isto desejem alcançar esse objetivo, não importa quão distante sintam que estão dele neste momento. A boa notícia é que há uma Boa Notícia, não importando a condição em que a pessoa se encontra!
No mundo dos esportes, quando um time está precisando se esforçar bastante em mais de um aspecto do jogo, muitos treinadores fazem com que seus atletas voltem a praticar o que é fundamental naquele esporte. Isso geralmente faz com que as coisas dêem uma volta e caminhem na direção da melhora. Tal abordagem pode também ser útil para aqueles que querem alcançar a boa forma espiritual, mas não estão bem certos sobre como devem agir. (E não estou recomendando a ninguém que saia à procura dos chamados “instrutores espirituais” ou “treinadores espirituais”, que freqüentemente utilizam as últimas tendências, métodos ou técnicas, que estão longe de ser aquilo que as Escrituras ensinam).
Quais são os elementos fundamentais nas Escrituras para o crescimento na piedade? Como declarou Jesus a Nicodemos: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (...) Importa-vos nascer de novo” (Jo 3.3,7). Sem essa transformação, do nascimento espiritual do Alto, é impossível que alguém manifeste piedade. Esse novo nascimento acontece quando uma pessoa admite que é pecadora, se volta para Jesus em fé, crê que Ele pagou completamente a penalidade pelos pecados dela e aceita o dom gratuito da salvação que apenas Jesus poderia dar e realmente deu. Então, essa pessoa se torna um “novo homem”. “E assim se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2Co 5.17). Embora tenha se transformado milagrosamente em uma nova criatura, o crente nascido de novo retém sua velha criatura, mas já não está mais debaixo de seu controle pecaminoso:
  • Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, (...) Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (Ef 4.29,31).
  • Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.9-10).
  • vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.24).
Não deveríamos nos surpreender, entretanto, quando, dentro do crente nascido de novo, a velha natureza, embora já não esteja mais no controle das coisas, cause uma batalha às vezes feroz em nosso coração e em nossa mente. Essa batalha espiritual continuará a existir em toda a nossa vida temporal, mas podemos ter a vitória diária. Por quê? Porque o próprio Deus forneceu tudo o que um crente precisa para crescer em “justiça e retidão procedentes da verdade”.

Embora tenha se transformado milagrosamente em uma nova criatura, o crente nascido de novo retém sua velha criatura, mas já não está mais debaixo de seu controle pecaminoso.
Quais são algumas dessas coisas que Ele nos forneceu? Uma ajuda fundamental é que o Espírito Santo passa a habitar em todo cristão no momento em que este crê no Evangelho:
  • Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co 3.16).
  • E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4.6).
  • E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16-17).
A habitação do Espírito Santo é fundamental, pois, sem o Espírito de Cristo, não haveria vida nEle. Isto pode ser comparado a termos o último modelo de um carro, mas sem o motor. Assim como um carro sem motor seria inútil no que se refere ao propósito para o qual foi criado, também uma pessoa que não possui o Espírito Santo (e, portanto, não pertence ao Senhor) é incapaz quando se trata de viver acima das circunstâncias, de ser luz para o mundo e de, finalmente, passar a eternidade cumprindo o plano de Deus para nós. A analogia pode ser um pouco desajeitada, mas creio que dá para entender o que quero dizer.
Por outro lado, a pessoa em quem o Espírito de Cristo habita possui tudo o que é necessário para viver uma vida de piedade – contanto que utilize o Espírito – o que certamente inclui ser espiritualmente frutífero e produtivo.
Considere a incrível abundância que o Espírito Santo proporciona ao crente. Ele, a Terceira Pessoa da Trindade, é o Consolador do cristão nascido de novo (o que inclui o significado de “fortalecedor”), é Aquele que ensina, que capacita, que dá poder, que dirige, que convence do pecado, que revela a verdade, que batiza e que transmite os inúmeros dons espirituais.
Foi através do Espírito Santo que recebemos a Palavra de Deus: “Porque nunca, jamais, qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21).
E é através do Espírito Santo que ganhamos entendimento das Escrituras: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14.26).
O envolvimento do Espírito Santo em nos dar a Palavra de Deus e seu valor em nos equipar em Cristo são claramente revelados em 2 Timóteo 3.15-17: “E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que todo o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.
De fato, a revelação miraculosa de Deus através das Sagradas Escrituras é verdadeiramente o manual de instrução do Senhor, informando-nos sobre o que precisamos saber para vivermos uma vida de piedade (2Pe 1.3); e o Espírito Santo é Aquele que nos dá poder para realizarmos os ensinamentos de Jesus, que é a Palavra Viva. Jesus é Deus-Homem. Ele é eternamente Deus e, por meio da Encarnação, tornou-se o Homem perfeito. Ele jamais cessará de ser tanto Deus quanto Homem.
Somos seres finitos, portanto essa idéia, juntamente com outras (tais como a doutrina da Trindade), podem nos parecer incompreensíveis. Enquanto ainda estivermos nesses corpos terrenos, nunca seremos capazes de entender completamente nosso Deus infinito. Portanto, confiamos no que Ele nos comunicou através de Sua Palavra e, um dia, estaremos com Ele e O conheceremos em verdade perfeita (1Co 13.12).
Em nossa busca pela piedade, Jesus não apenas nos deu instruções, mas Ele, como o Homem perfeito, também demonstrou a necessidade de dependermos da obra do Espírito Santo em nossa vida. Considere os versículos abaixo:
  • o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo” (Lc 3.22).
  • Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto” (Lc 4.1).
  • Então, Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galiléia, e a sua fama correu por toda a circunvizinhança” (Lc 4.14).
Numa sinagoga em Nazaré, Ele declarou ser o Messias profetizado ao ler a passagem do Livro de Isaías. Suas palavras começaram com a afirmação: “O Espírito do Senhor está sobre mim” (Lc 4.18).
Nosso Senhor não apenas demonstrou a importância do Espírito Santo em Sua vida como o Homem perfeito, mas Ele também enfatizou o mesmo para todos os que quisessem segui-lO: “Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.23-24).
Embora este artigo tenha começado fazendo referências à boa forma física como uma analogia, existe uma diferença crítica entre a propensão de uma pessoa para o exercício físico e a busca dessa pessoa pela piedade. Freqüentemente, a primeira enfoca a si mesma, enquanto que a outra não. Ela deve ser “voltada para o outro”. A piedade é manifesta no amor de uma pessoa por Deus e pelos outros. Isto se torna abundantemente claro através dos dons do Espírito Santo, os quais Deus deu a todo crente a fim de capacitar a cada um a crescer em piedade e a ser de benefício uns para os outros. Paulo, escrevendo para a igreja de Éfeso, disse:
E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. (...) E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.7-13).
Como foi descrito acima, os dons do Espírito certamente gerarão piedade individual, mas, como foi observado, eles também nos ajudarão a crescer ainda mais à medida que ministramos, ou servimos, aos outros.
Pedro, em sua primeira epístola, confirma que os dons são para todos os crentes e devem ser dirigidos para o bem uns dos outros. “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4.10).
O desenvolvimento da boa forma espiritual está diretamente relacionado à dependência que a pessoa tem do Espírito Santo. Ele deu a cada crente um ou mais dons para serem usados da maneira que Ele quer e para a qual nos capacita. Se não dermos lugar à obra do Espírito Santo em nossa vida, os dons não serão exercitados, e tanto nós quanto o corpo de Cristo estaremos sendo privados daquilo que foi dado para o desempenho, o aperfeiçoamento e a edificação dos santos.
Infelizmente, nestes dias em que prevalece a apostasia do final dos tempos, a Igreja está se afastando do fortalecimento espiritual que Deus lhe proporcionou através do Espírito Santo, que é freqüentemente um Amigo negligenciado. Isto fica ainda mais evidente na área do discernimento espiritual.
Embora a boa forma espiritual seja certamente auxiliada pela operação dos dons do Espírito, existe outro importante exercício do Espírito Santo, que é um suporte para a piedade e é necessário para a excepcional qualificação que Deus nos dá para realizarmos Sua vontade: é sermos cheios do Espírito.
As Escrituras são muito claras nas exortações para os crentes serem cheios do Espírito Santo. Jesus era cheio do Espírito Santo; João Batista era cheio do Espírito Santo, bem como seus pais; Pedro era, e também Paulo, Estêvão, Barnabé e os discípulos. Além destes, todos os crentes são exortados a serem cheios do Espírito (Ef 5.18) e dos Seus frutos de justiça (Fp 1.11).
Em seu Comentário Bíblico, o falecido William MacDonald (que era membro da diretoria da Berean Call) compartilhou esses princípios bíblicos referentes a Efésios 5.18:
Como um crente pode ser cheio do Espírito? O apóstolo Paulo não nos diz aqui em Efésios; ele meramente ordena que sejamos cheios. Mas, a partir de outras passagens da Palavra, podemos saber que, para sermos cheios do Espírito, devemos:
  1. Confessar e abandonar todos os pecados conhecidos de nossa vida (1Jo 1.5-9)
  2. Ceder o controle de nossa vida totalmente a Ele (Rm 12.1-2)
  3. Permitir que a Palavra de Cristo habite ricamente em nós (Cl 3.16)
  4. Finalmente, devemos nos esvaziar de nós mesmos (Gl 2.20).
A seguir, MacDonald cita um autor desconhecido:
Assim como você deixou todo o peso do seu pecado, e descansou na obra terminada de Cristo, também deixe de lado todo o peso de sua vida e obra, e descanse na obra interior que é realizada pelo Espírito Santo. Entregue-se, manhã após manhã, para ser conduzido pelo Espírito Santo e vá adiante em adoração e descanso, deixando que Ele dirija você e seu dia. Cultive o hábito, durante todo o dia, de depender alegremente dEle e de obedecer-Lhe, esperando que Ele o guie, ilumine, corrija, ensine, use, e faça em você e com você o que for da vontade dEle. Conte com Ele como sendo um fato, completamente separado do que você vê ou sente. Vamos simplesmente crer e obedecer ao Espírito Santo como Aquele que dirige a nossa vida e vamos deixar de lado o peso de tentarmos nos guiar por nós mesmos. Assim, o fruto do Espírito aparecerá em nós, de acordo com a vontade dEle, para a glória de Deus.
Ninguém pode obedecer ao mandamento de Jesus: “Tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34), sem a capacitação do Espírito Santo. Uma pessoa que afirma ser cristã, mas não utiliza o poder do Espírito Santo em sua vida, talvez por causa de ensinamentos errados que recebeu, ou simplesmente por causa de uma apatia pessoal, provavelmente será esmagada pela cruz que está tentando carregar.
A boa forma espiritual é vital e mais crucial para os crentes hoje do que foi antes. Tempos de perseguição se delineiam no horizonte para os cristãos de países do Ocidente, onde a sedução, em vez da perseguição aberta, até agora tem prevalecido. Podemos aprender com o exemplo de Paulo e Barnabé: “Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território. E estes, sacudindo contra aqueles o pó dos pés, partiram para Icônio. Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo” (At 13.50-52).
Portanto, nosso encorajamento em oração por todos nós que conhecemos a Jesus e desejamos glorificá-lO, é este: Permitamos que o estudo da Sua Palavra seja nosso contínuo hábito, e que a direção e o preenchimento com o Espírito Santo sejam nossa experiência diária. Esta é a verdadeira boa forma espiritual! 

(T. A. McMahon - The Berean Call - Chamada.com.br)

Obstáculos da Fé

A passagem da ressurreição de Lázaro nos mostra alguns obstáculos da fé... Antes é preciso que saibamos duas coisas importantes desta narrativa... Primeiro a família de Lázaro era uma família que fora discipulada pelo próprio Jesus, e era amiga de Jesus. Segundo, vejamos o que disse Jesus: "Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela". (v.4). Jesus era amigo íntimo da família. Por que se preocupar? Mas, não se deram conta dessa amizade, e colocaram os obstáculos acima de tudo. Até o milagre da ressurreição de Lázaro, Jesus não fez outra coisa senão quebrar com as dificuldades que obstruíam e obstruem  a  fé...
  1. "Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde estava" - (v.6). Se houvesse fé nem haveria necessidade de Jesus ir até a aldeia. Mas, Jesus se prolongou dois dias - isso foi um teste de fé e nisso, seus seguidores foram reprovados. 
  2. "Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e tornas para lá?" (v.8). Não tinham a visão da divindade de Cristo. Ainda não haviam de fato crido que Jesus era Deus e como Deus era o suficiente em todas as coisas. Subestimaram a Jesus. 
  3. "Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo" (v.9) - Com essas palavras Jesus estava dizendo da importância de se fazer a obra de dia. De dia se enxerga... De noite a visão fica ofuscada pela a escuridão... Assim pelo visto era a fé daquela gente - uma fé "noturna" que não contemplava o impossível, mas o obstáculo. 
  4. "Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo" - (v.12). A expressão denota uma total falta de visão da realidade de fato, da realidade das coisas espirituais. Não entenderem. Tiveram uma visão equivocada. 
  5. "Lázaro está morto" (v.14) - Jesus teve que ser claro, objetivo. Mas mesmo assim não entenderam e continuaram na sua visão distorcida. Observem o que Tomé vai dizer "Vamos nós também, para morrermos com ele" (v.16)
  6. "Maria, porém, ficou assentada em casa" - (v.20) O pior obstáculo à fé é a zona de conforto que muitos nutrem de ficar dentro de casa, sem uma tomada de posição. 
  7. "Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido" (v.21 ). A ideia da condição - "se". Isso não existe pra Deus. Deus não olha para o passado, mas para o presente. 
  8. "Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia" (v.24) - Fé intelectualizada, sem alma, sem vida. Uma fé que professa a verdade, mas sem experiência na alma... "Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo". Uma fé acadêmica, mas que não contempla a grandeza de Jesus como Deus.
  9. "Vendo, pois, os judeus, que estavam com ela em casa e a consolavam" (v.31). Ás vezes assumimos o lugar de consoladores, quando o verdadeiro consolador é o próprio Jesus, e isso ninguém foi capaz de observar.
  10. "Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?" (v. 37). A incredulidade neste momento constitui-se numa potestade maligna.
  11. "E era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela" (v. 38) - Eis aqui o que mais tipifica a incredulidade, a caverna. A caverna  do medo, da indiferença, da intelectualidade, a caverna da ignorância das coisas de Deus.
  12. "Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias" (v. 39). O cheiro do impossível, do pecado. O cheiro da impossibilidade total e plena. Eis o absurdo da falta da saída. 
Então, Jesus - mediante os passos da incredulidade, fez a seguinte oração: "Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste. E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora." (v. 41-42) 


 Pr. Antonio José)

sábado, 27 de agosto de 2016

"Eu sei em quem tenho crido"

A Fé é a âncora que me segura no mar da existência.

Fé é mais que uma emoção ou algum sentimento... Eu só sei dizer que, é a única certeza que tenho... Não é um rito, ou alguma devoção... Mas, a seiva que me sustenta. Fé não é um tratado de doutrina. É difícil defini-la, pois, ao fazê-la, contradigo a lógica e a razão. É a loucura de contemplar àquilo que não vejo, mas sei que existe. Está lá... A maneira de dizer o que é fé, é dando-lhe um exemplo: Uma mulher na Bíblia traduz na sua atitude o que é a Fé. Ela já tinha gasto todos os seus recursos com médicos para tratar de um fluxo de sangue. Segundo a Bíblia ela sofria desse problema há 12 anos. De repente, ela OUVIU falar de JESUS. Sabendo que Jesus poderia cura-la, ela firmou, consolidou, acreditou e disse a si mesma... "Não importa se ele me olhe, ou empunhas suas mãos sobre mim, basta que eu o toque e eu serei curada". O que é a FÉ? FÉ é uma ação, é um movimento, é algo dinâmico que me faz buscar o impossível na certeza absoluta de que esse impossível no coração de Deus já É UM FATO CONCRETO.


 Diácono Maciel)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Um Clamor Pela Intervenção de Deus

Rev. Hernandes Dias Lopes
“Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a tua lei está sendo violada” (Sl 119.126).
O salmista, olha ao seu redor e vê sua nação mergulhada numa grande crise. Essa crise é resultado da apostasia religiosa e do colapso moral. A lei de Deus, reguladora da fé e conduta, estava sendo violada. Ainda hoje, essa crise permanece. A lei de Deus está sendo escarnecida. Os dez mandamentos estão sendo desprezados como coisa de nenhum valor. Por isso, também, devemos clamar por uma intervenção de Deus. Vejamos em que sentido a lei de Deus está sendo violada:
Em primeiro lugar, o único Deus está sendo substituído por outros deuses. O primeiro mandamento estabelece que há um só Deus. Os deuses dos povos foram criados pelo homem, mas o Deus verdadeiro é o criador, provedor e salvador do seu povo. Nele devemos colocar nossa confiança. Fora dele não há salvação.
Em segundo lugar, o culto espiritual está sendo corrompido pela idolatria. O segundo mandamento mostra que o único Deus vivo e verdadeiro deve ser adorado da maneira que ele mesmo prescreve em sua palavra. Portanto, toda  forma de idolatria é uma deturpação do culto. Deus não busca adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade.
Em terceiro lugar, o nome de Deus tem sido desonrado pela falta de reverência. O teceiro mandamento revela que o nome de Deus deve ser santificado. Tomar seu nome em vão é desonrar a Deus, utrajar sua glória e ofender sua santidade. Palavras imorais, piadas indecorosas e expressões desprovidas de reverência com o santo nome de Deus é uma ofensa ao Altíssimo.
Em quarto lugar, o dia do Senhor tem sido desprezado pela secularização. A sociedade está cada vez mais secularizada. Os homens esquecem-se de Deus, buscam seus próprios interesses e fazem isso, inclusive, no dia que Deus reservou para o seu povo adorá-lo. A guarda do dia do Senhor nos foi dada para nosso deleite em Deus e o nosso descanso das lides da vida.
Em quinto lugar, os pais têm sido desonrado pelos filhos em nossa geração. Honrar pai e mãe é o caminho da longevidade e da prosperidade. Honrar pai e mãe é um gesto que agrada a Deus, fortalece a família e abençoa a sociedade.
Em sexto lugar, a vida humana está sendo banalizada. O sexto mandamento trata da sacralidade da vida. Só Deus tem poder para dar a vida e autoridade para tirá-la. Somos guardiões do próximo e não seus flageladores. Não  podemos tirar do próximo o seu bem maior, a própria vida.
Em sétimo lugar, a honra do próximo está sendo aviltada. Os valores morais estão de ponta-cabeça nessa sociedade hedonista e imoral. O aviltamento do sexo, o incentivo ao adultério e a prosmicuidade dos costumes aproxima nossa geração de Sodoma e Gomorra.
Em oitavo lugar, a honestidade no trato com dinheiro está em franco declínio.Depois que a lei de Deus tratou do respeito à vida e à honra do próximo, o oitavo mandameneto lida com o respeito aos bens do próximo. Em vez de roubar, o homem deve trabalhar. Em vez de usar de espertezas para saquear o alheio, o homem deve socorrer os necessitados.
Em nono lugar, o nome do próximo tem sido enlameado pela maledicência. O nono mandamento lida com a honra ao nome do próximo. Em vez de falar mal, devemos considerar uns aos outros em honra.  Em vez de desmerecer o próximo com calúnias mordazes, devemos abençoá-lo com atitudes nobres.
Em décimo lugar, desejar ilicitamente o que é do próximo é fazer do coração um laboratório de crimes. O décimo mandamento é o único do decálogo que é subjetivo. Deus considera não apenas nossas ações, mas, também, nossas motivações. Ele vê não apenas nossos atos, mas, também, perscruta nossas motivações. Em face do exposto, devemos também clamar: “Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a tua lei está sendo violada”.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A Morte Não Tem a Última Palavra

Rev. Hernandes Dias Lopes
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1Ts 5.13).
Os gregos acreditavam na imortalidade da alma, mas não na ressurreição do corpo. Eles subscreviam o dualismo, que ensinava que a matéria é essencialmente má e o espírito é essencialmente bom. Consequentemente, os gregos negavam doutrinas pivotais da fé cristã, como a criação, a encarnação e a ressurreição. A igreja de Tessalônica, fortemente influenciada pela cultura grega, teve suas convicções abaladas com respeito à doutrina da ressurreição dos mortos e passaram a viver como os pagãos que não tinham esperança. O apóstolo Paulo escreve duas cartas à essa igreja para corrigir esse desvio doutrinário e ao mesmo tempo consolar a igreja. Paulo destaca quatro verdades importantes que, passo a mencionar:
Em primeiro lugar, a doutrina da ressurreição é uma revelação divina e não uma especulação humana (1Ts 4.15). “Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto…”. O futuro do povo de Deus não é o tormento do fogo eterno nem o túmulo gelado, mas a glória. Nosso corpo não ficará dormindo para sempre num sepulcro. Quando Jesus voltar, os vivos serão transformados e os mortos ressuscitarão com um corpo imortal, incorruptível, poderoso, glorioso, semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus.
Em segundo lugar, a segunda vinda de Cristo é uma realidade inegável e inescapável (1Ts 4.16a). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus…”. Jesus voltará visível, audível, física, inesperada, repentina e gloriosamente. Quando ele voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e os que estiverem vivos, serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. A segunda vinda de Jesus fechará as cortinas da história e abrirá os portais da eternidade.
Em terceiro lugar, a ressurreição dos mortos acontecerá imediatamente após a segunda vinda de Cristo (1Ts 4.16b). “… e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro não em relação aos mortos que morreram na sua impiedade, porque todos os mortos ressuscitarão ao mesmo tempo, uns para a ressurreição da vida e outros para a ressurreição do juízo (Jo 5.28,29). Mas, ressuscitarão primeiro em relação aos que estiverem vivos. Ou seja, aqueles que morrem em Cristo, em critério algum, estão em desvantagem aos que continuam vivos, pois morrer é partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor e, quando Jesus voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão antes dos vivos serem transformados e arrebatados.
Em quarto lugar, o arrebatamento dos salvos será a manifestação de todos os remidos do Senhor (1Ts 4.17). “Depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”. O arrebatamento a que Paulo faz referência aqui não é um arrebatamento secreto, distinto da segunda vinda. O arrebatamento é o resultado imediato da segunda vinda. Jesus vem do céu e os salvos vão com ele para o céu. Jesus desce do céu e os salvos sobem com ele para o céu. O arrebatamento será tanto daqueles que ressuscitaram para a vida como dos vivos que serão transformados. Subiremos entre nuvens para encontrar nosso Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor, na casa do Pai, na nova Jerusalém, na cidade santa, onde Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima; onde a morte não entrará; onde não haverá mais luto, nem pranto nem dor.
O apóstolo Paulo termina sua exposição dando uma ordem à igreja: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1Ts 4.18). Jesus venceu a morte, tirou a aguilhão da morte e, por isso, a morte não tem a última palavra!