domingo, 24 de julho de 2016

AS DIFERENÇAS DE OPINIÃO NÃO DEVEM AFETAR OS RELACIONAMENTOS

Por isso surgiu uma desavença entre os pastores dos rebanhos de Abrão e os de Ló. Nessa época os cananeus e os ferezeus habitavam aquela terra. Então Abrão disse a Ló: “Não haja desavença entre mim e você, ou entre os seus pastores e os meus, afinal somos irmãos!

(Gênesis: 13.7-8)

O contexto destes versos é que os pastores de ovelhas de Abrão e Ló permitiram que a inveja entrasse no relacionamento deles e, então, acabaram se desentendendo.
Então, Abrão resolveu dar um fim naquela situação, dando a Ló a oportunidade de escolher com qual terra gostaria de ficar.
Ao tomar esta atitude, de dar ao sobrinho a oportunidade fazer a primeira escolha, Abrão acabou por resolver o problema que havia entre eles.
Porém, o que gostaríamos de enfatizar neste texto não é o fato de o conflito ter sido resolvido, por conta do desprendimento de Abrão.
E sim levantar a questão de por que as pessoas não conseguem conviver com o contraditório?
Por que a grande maioria dos indivíduos não aceita alguém quando, esta pessoa, tem uma opinião diferente da sua?
Por que é necessário cada um ir para um lado simplesmente por pensarem de forma diferente?
Será que estas pessoas não conseguem perceber que divergência de opinião pode ser muito saudável.
Já que o pensamento contrário, com certeza, pode melhorar a decisão final, pode colocar um freio nos impulsos, pode fazer o outro refletir, pode evitar uma série de problemas.
E caso depois de muita conversa, se os envolvidos continuarem cada um pensando da mesma forma, será que não dá para estas pessoas continuarem a conviver uma com a outra?
Esta é uma grande dificuldade da maioria das pessoas, elas não aceitam que alguém pense de forma diferente da sua e preferem a separação, acham que é melhor ficar longe.
Pois quando esta ou aquela pessoa pensa diferente ela está errada e é melhor cada um tomar o seu caminho.
A grande verdade é que este comportamento é de uma arrogância sem tamanho e é bom não esquecer que a vaidade é o primeiro da lista de pecados que Deus detesta, como podemos ver a seguir:
“Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos”. (Provérbios: 6.16-19)
Conviver com o contraditório é um exercício que todas as pessoas devem fazer diariamente e mais, é um sinal de respeito com o seu próximo, até porque ele pode estar certo nesta ou naquela questão.
Sendo assim, as diferenças de opinião não devem afetar os relacionamentos das pessoas, pelo contrário, elas devem ser administradas, vistas com bons olhos e ser motivo de aproximação e não de separação.
Para finalizar, gostaríamos de enfatizar que as pessoas que possuem sabedoria jamais desprezam uma opinião divergente ou alijam quem age assim da sua lista de relacionamentos.
Elas sabem que essas pessoas são de grande valia para o seu crescimento como pessoa e em vez de afastá-las procuram tê-las sempre por perto.
Pense nisso e deixe o seu comentário.

SOMOS ATRIBULADOS, MAS NÃO ANGUSTIADOS, PERPLEXOS, MAS NÃO DESANIMADOS

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados, perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos. 2 Coríntios 4:8-9.







A vida de qualquer ser humano não é nenhum mar de rosas, pelo contrário, é muito difícil e o fato de ele ser cristão não lhe dá isenção com relação aos problemas, ou seja, tanto quem não é cristão quanto quem é está completamente exposto a todas as mazelas da vida.

É pertinente ressaltar que, infelizmente, existem algumas pessoas que pregam justamente o contrário, isto é, que o fato de uma pessoa ter aceitado Jesus como Senhor e Salvador lhe dá a condição de não ser envolvido pelos problemas do cotidiano e, pior, caso alguém esteja passando por dificuldades é sinal de que esta pessoa deve estar em pecado, o que é um verdadeiro absurdo, já que a Palavra de Deus diz que: “Neste mundo tereis aflições”. 
Entretanto, o que gostaríamos de focar neste artigo é que quando nos tornamos cristãos, somos capacitados por Deus a enfrentar todas estas aflições sem nos angustiar, sem desanimar, sem nos sentirmos desamparados e com a certeza de que não seremos destruídos.
Quando passamos a nos relacionar com Deus, nos é fornecido, por Ele, uma força que antes não conhecíamos e que nos dá as condições necessárias para continuarmos em frente, apesar das circunstâncias que estamos vivendo.
Seria muito bom se conseguíssemos viver sem ter problemas, mas todos nós sabemos que a “vida real” não funciona assim, porém a grande diferença está em quem está ou não preparado para enfrentá-los. 
O sofrimento faz parte da vida, em alguns casos é até necessário para que nos tornemos pessoas melhores, para que tenhamos uma visão diferente das coisas, para que venhamos baixar o nosso orgulho ou para que nos coloquemos em nossos devidos lugares, entretanto, a fé de quem crê, o coloca em posição de conseguir passar por tudo isso sem se desesperar. 
Sendo assim, precisamos ter a real dimensão que em nossa caminhada viveremos dias bons e outros ruins, dias de alegria e dias de tristeza, até porque tudo tem seu tempo, porém o cristão não deve se esquecer do poder que lhe foi concedido por Deus e que o fará passar por tudo sem desanimar. Pense nisso e deixe o seu comentário.

sábado, 23 de julho de 2016

COMO NÃO PERDER A ESPERANÇA QUANDO TUDO PARECE PERDIDO?

Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo?
(Romanos: 8.24)

Todos nós passamos por momentos ruins em nossas vidas, quando tudo parece perdido e não vemos a menor possibilidade de os problemas serem resolvidos.


Nestes momentos, é muito comum muitas pessoas desistirem por não terem mais a esperança de tempos melhores.
E quando nós perdemos a esperança, o lado sombrio da nossa mente aflora e aqueles sentimentos ruins que estavam adormecidos acordam, tomando conta dos nossos pensamentos e provocando um estrago sem limites.
Passamos a ver as coisas de forma pessimista, paramos de acreditar em nós mesmos, começamos a achar que nada irá dar certo, ficamos tristes, deprimidos, silenciosos, não vemos a menor possibilidade de as coisas mudarem e, pior, cortamos as nossas relações com Deus, pois, afinal, questionamos logo os motivos pelos quais Ele está permitindo que tudo isto aconteça.
A Palavra de Deus diz que a esperança que se vê não é esperança, pois quem pode esperar por aquilo que está vendo, diz também que a esperança que retarda adoece o coração, mas o anseio satisfeito é árvore da vida.
Então, está muito claro que a esperança está atrelada à fé, a se recusar a deixar de crer que Deus está no controle e, apesar de tudo estar sombrio, Ele irá intervir e, apesar de todas as circunstâncias, tudo se resolverá no Seu tempo.
É fácil? É claro que não, e aí entra a desesperança, que é uma praga que mata o ser humano aos poucos, porque uma pessoa sem esperança fica completamente perdida, sem forças, a mercê do inimigo e sem nenhum poder de reação.
Então o que fazer?  Como não perder a esperança quando tudo parece perdido? A resposta é única, se agarrar com Deus, continuar lutando e crendo que Ele não desampara aqueles que Nele esperam, que no momento certo a Sua intervenção virá e tudo aquilo que imaginamos sem solução se resolverá.
O que acontece com todos nós é que cremos que Deus existe e que Ele fez todas aquelas maravilhas que constam na Bíblia na vida de Sara, de Davi, de Abraão, de Gideão, só para ficar com estes, mas não cremos, realmente, que ele pode fazer o mesmo na nossa.
Ouvimos ou lemos tudo, maravilhados com o poder desse Deus, mas no fundo do nosso coração não temos a convicção que Ele pode fazer o mesmo conosco e aí perdemos a esperança e desistimos, tomando a decisão que o inimigo quer.
Por isso, para terminar, para não perdemos a esperança e continuar em frente é necessário que deixemos de olhar para o problema e passemos a olhar somente para Deus, que está no controle de todas as coisas e no momento certo virá em nosso socorro. Pense nisso e deixe o seu comentário.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A Criação e a Queda do homem

Michael Horton

15 de Julho de 2016 - Teologia


O humanismo secular não possui maneiras de explicar tanto a grandeza quanto a tragédia da existência humana. Entretanto, a história bíblica da Criação e da Queda providencia a base para afirmar a dignidade e a depravação do homem. Nós nascemos no mundo “em Adão”, isto é, como gloriosos traidores.




Glorioso em todos os sentidos
Deus nos criou para a glória dele. Nós existimos para ele, e não ele para nós. E ainda, diferente de todo o resto da criação, nós fomos criados à imagem de Deus para um relacionamento especial com ele, naturalmente dotados de “inteligência, retidão e perfeita santidade, segundo a sua própria imagem, tendo a lei de Deus escrita em seus [nossos] corações, e o poder de cumpri-la” (Confissão de Fé de Westminster, Cap. IV, art. 2). De acordo com a Escritura, os seres humanos não são semidivinos nem demoníacos, mas criaturas a quem foi dada uma dignidade real, como os vice-reis de Deus.
Adão e Eva foram criados ambos à imagem de Deus, mas Deus fez de Adão a cabeça federal da raça humana. Adão reconheceria com gratidão sua dependência de Deus e de sua criação? Ou ele procuraria usurpar o trono de Deus, determinando a si mesmo no que acreditaria e como viveria?
Perceba a visão elevada da natureza humana que a citação acima da Confissão de Fé de Westminster reflete. Nós fomos criados com o poder de cumprir a lei de Deus, “mas com a possibilidade de transgredi-la”, a Confissão adiciona, “sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, que era mutável. Além dessa escrita em seus corações, receberam o preceito de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal; enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunhão com Deus e tiveram domínio sobre as criaturas”.
Adão e Eva não eram neutros. Eles foram orientados para a vontade de Deus e sua justa lei. Além dessa liberdade de escolha, Adão e Eva aproveitaram um conhecimento natural de Deus. Por natureza, eles amavam a Deus de todo o coração, alma, forças e entendimento. Deus não criou o homem com qualquer defeito ou fraqueza. A glória de Deus foi refletida na totalidade da pessoa: o corpo e suas paixões, bem como a alma e o intelecto.

 Caído em todos os sentidos

Em Romanos 1, Paulo argumenta que “a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (v. 18). Você não pode separar a razão da ética. Desde a Queda, nós estivemos entortando, distorcendo e suprimindo a verdade que nos vem através da revelação geral e da revelação especial. Descrença não é o resultado da falta de evidência. Todo mundo sabe da existência de Deus e dos atributos invisíveis dele através das suas obras na criação, portanto “tais homens são, por isso, indesculpáveis” (vv. 19-20). Não é que Deus falha em revelar a si mesmo, mas que os homens “não o glorificaram como Deus e nem lhe deram graças” (v. 21). Ser grato é reconhecer dependência, mas isso é precisamente o que os nossos corações caídos não querem fazer. Nós não queremos refletir a glória de Deus. Nós queremos possuir a glória que é somente de Deus. Nós não queremos ser uma imagem, mas o original. Nós suprimimos a verdade para que possamos ser nossos próprios criadores e senhores, como Paulo indica na descrição que ele faz do caminho percorrido pela humanidade a fim de negar a prestação de contas para com Deus (vv. 22-32).
Depravação total não significa que nós somos tão maus quanto poderíamos ser. Afinal de contas, até os gentios algumas vezes seguem os ditames de suas consciências (Romanos 2.14-16). Antes, isso significa que da mesma forma como a imagem de Deus cerca todo o nosso ser, a escravidão do pecado o faz também. Todos os aspectos constituintes da nossa natureza humana foram afetados pela Queda. Nós não podemos raciocinar, querer ou agir de forma a sair da nossa escravidão moral (3.9-20). Mas, pelo menos, nossas vontades são livres, certo? Paulo replica: “não há justo, nem um sequer”. E as nossas mentes? Não. Paulo escreve: “não há quem entenda”. Nossos corações? Paulo acrescenta: “não há quem busque a Deus” (Romanos 3.10-11). Ao mesmo tempo que sabemos da natureza suficiente para nos condenar, nós somente podemos ser salvos pela revelação especial que Deus nos dá no evangelho (3.21-31). A história da Criação e da Queda apresenta uma apologética básica para explicar tanto a dignidade quanto a depravação do homem, e assim saberemos o porquê de todas as pessoas precisarem de Cristo, que é a verdadeira imagem de Deus (2Coríntios 4.4; Colossenses 1.15).

AutorMichael Horton
Michael Horton é professor de Apologética e Teologia Sistemática na Westminster Seminary California (EUA)



Tradução: João Pedro Cavani
Revisão: Yago Martins

"DEUS RESPEITA VOCÊ!!!"

 Pastor Denis de Oliveira  

"E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?" (Gênesis 18:17)

Veja nesta passagem, em que Deus falava a Abraão sobre a sua indignação com Sodoma e Gomorra, que Ele respeitava a Abraão pelo que ele 
ainda viria a ser. Ele não respeitava a Abraão pelo que ele fez ou deixou de fazer, pelo que ele era, já foi, etc. Mas pelo que ele VIRIA a ser. É futuro! A visão de Deus é visão de futuro!!! Quando Deus olha pra você, Ele não vê você pelo que você é, ou o que você fez ou deixou de fazer. Não! Ele olha pra você e vê o potencial que você tem! Deus acredita em você. Deus investe em você! Deus te respeita por aquilo que você ainda virá a ser nas mãos dele.

Quando Deus olha para um viciado, uma prostituta, um homicida, Deus não vê essas pessoas no estado pecaminoso em que elas se encontram. Deus olha, e neles vê futuros pastores, evangelistas, mulheres de oração, etc. O Senhor vê e chora por estas vidas, porque na verdade essas vidas são Dele. Não são do diabo. O maligno não criou nada. O diabo veio somente para matar, roubar e destruir. Mas o Senhor veio para nos dar vida, e vida em abundância!!! O mundo, e até muitos que se dizem cristãos, condenam o homicida, o viciado, dizendo que o lugar deles é na cadeia, ou até mortos. Esses não conhecem a Deus, porque Deus é amor. (1João 4:8).

A visão de Deus é escatológica. Quando Deus olha para uma semente não vê apenas uma semente, mas ele vê uma floresta! Deus não vai respeitar você só depois que você tiver um curso teológico, ou superior, ou porque você não seja alguém de destaque na sociedade. Talvez você não seja nem do ministério, e senta lá no último banco da igreja. Mas Deus tem um segredo com você e Ele não abre mão desse segredo por nada, por que Ele te ama! E muito!!! Te ama tanto que deu a vida por você lá na cruz do Calvário! Foi pensando em você que Ele morreu.

E Deus fala hoje: Ocultarei Eu alguma coisa a João, Maria, José, 
você, visto que vocêcertamente virá a ser uma grande e poderosa bênção nas mãos Dele? E já é!!! E será mais ainda! Creia nisso. Apenas creia, e verás a Glória de Deus!!!

Que Deus te abençoe rica e poderosamente em nome de Jesus!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Pela Fé Que Foi Entregue aos Santos

Pela Fé Que Foi
Entregue aos Santos

Gilson Carlos de S. Santos

“...senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar
pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (Jd 3).


Uma das palavras mais freqüentes na Bíblia é “fé”. Conceito chave, esta palavra descreve um ato que passa pela inteligência e pela vontade. Na Bíblia, fé significa confiança absoluta em tudo que Deus tem revelado; a confiança que possuímos no testemunho que Deus manifesta acerca de Si mesmo. Às vezes, esta palavra aparece para descrever o exercício da fé por parte do homem espiritual, crença ativa, a dependência de Deus. Outras vezes, para descrever o objeto da fé, aquilo em que alguém crê, o sistema de princípios religiosos (como é o caso do cristianismo), o anúncio doutrinário na forma de um credo.



“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente
e fortalecei-vos...” (1 Co 16.13 - ARC).

“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé
e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido,
o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu,
e do qual eu, Paulo, estou feito ministro” (Cl 1.23 - ARC).

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência
acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos
e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada
aos santos” (Jd 3 - ARC).

“E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava
muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes
obedecia à fé” (At 6.7).

Há algumas perguntas que nos ajudam a avaliar nossa fé. Neste editorial propomos três perguntas través das quais podemos fazer uma radiografia dela. São perguntas importantes e reveladoras.

1. Em Que Você Crê?

O conteúdo da nossa fé é fundamental. Aquilo em que você crê constitui aquilo que você é. E só a verdade é digna de ser crida. Alguém já disse que “a piedade é filha da verdade, e precisa ser alimentada... não com outro leite que não seja o de sua mãe”. John Owen afirmou que “somente a verdade capacita a alma a dar glória a Deus”. Hoje em dia ouvimos expressões tais como: “Não importa o que você crê, conquanto seja sincero”; “Todos os caminhos levam a Deus”, etc. Ao que nos parece, esta será a religião do século 21. Isto, contudo, é uma grande falácia. Aquilo que você crê constitui o alicerce da sua vida. Aquele que crê mal não pode viver bem, pois não tem alicerces.

Nossa fé requer um conteúdo. Fé sem conteúdo não é a fé bíblica: é misticismo ou superstição. E o conteúdo sólido para alicerçarmos nossa vida tem de ser a verdade. Permaneça fiel às suas convicções, mas assegure-se de que elas são verdadeiras. Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Somente a verdade liberta e consola. Nossa liberdade consiste em sermos cativos da verdade. Um filósofo dinamarquês disse que, “para ser forte, preciso descobrir a verdade, pela qual eu possa viver e morrer”.
Aquilo que você crê
constitui aquilo que você é.

Vivemos tempos em que as pessoas estão à procura de mestres que lhes agradem. Líderes e movimentos religiosos, inclusive no meio evangélico, têm, como premissa essencial de sua prática e base de sua agenda, o pensamento corrente, os conhecimentos da psicologia e as tendências culturais. Surgem doutrinas que agradam multidões e pregoeiros que mais se parecem com aqueles animadores de programas de auditório. Entretanto, a questão não é se uma doutrina é bela, atraente, impressionante ou popular, mas se é verdadeira. O bispo de Hipona escreveu: “Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas em si mesmo”. E o reformador Lutero adverte-nos: “qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”. No fim, a verdade triunfará. A verdade é sempre forte, não importa quão fraca pareça; e a falsidade é sempre fraca, não
importa quão forte pareça.

Por nós Jesus orou. Ele pediu ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

2. Como Você Crê?

A forma e a intensidade da fé têm grande importância. A fé é algo que se desenvolve mediante o uso. Ela precisa ser desenvolvida. Assim, a fé pode aumentar e ser fortalecida. Há níveis variados de fé, pois há níveis variados de desenvolvimento da alma. Por isso, fazem sentido expressões bíblicas tais como: “Homens de pouca fé”; “Geração incrédula”; “Fé do tamanho de um grão de mostarda”; “Mulher, grande é a tua fé”; “Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. Dos pedidos que os discípulos fizeram ao Mestre Jesus Cristo, dois se destacam. O primeiro é “ensina-nos a orar”; e o segundo, “aumenta-nos a fé”.

Esta questão da forma e da intensidade da fé pode ser percebida de maneira bem nítida nas palavras de Jesus dirigidas a Tomé, no segundo domingo após a ressurreição. Como sabemos, Tomé esteve ausente na reunião do primeiro domingo (o que já constitui um ponto negativo) e não creu na notícia de que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos. Após haver contemplado o Senhor, colocado o dedo nas feridas dos cravos em suas mãos e apalpado as chagas do seu lado, Tomé creu. E disse-lhe Jesus: “Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20.29).

De fato, a fé bíblica é a confiança que temos no testemunho que Deus manifesta acerca de Si mesmo. Ao crente basta a Palavra de Deus. Deus falou a Abraão, e este creu. Lamentavelmente, vivemos um tempo em que a geração incrédula e adúltera pede e busca sinais a fim de crer.

Escrevendo sobre questões relacionadas à esfera da liberdade cristã, o apóstolo Paulo disse aos romanos: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” (Rm 14.23 - ARC). A nossa fraqueza nasce de nossa falta de convicções arraigadas. Precisamos de homens com fé inabalável na Palavra do Senhor, com coragem para tomar posição em sua proclamação e defesa e com disposição e tenacidade para assumir os custos de tal decisão. Afinal, uma bigorna não tem medo dos martelos, e, como alguém já disse, “razões fortes levam a decisões enérgicas”.

Walt Disney criou um personagem que ele entendeu representar bem o Brasil. Foi o Zé Carioca. Um papagaio que caracteriza o carioca típico dos morros da cidade do Rio. De fato, o papagaio é uma ave bem brasileira. A singularidade dessa ave é que, por via de regra, imita bem a voz humana. Todavia, é um mero repetidor do que ouve constantemente. Também, em religião, os “papagaios” proliferam em nosso país. Estes repetem idéias que têm ouvido desde o berço ou práticas e doutrinas da moda, sem jamais terem chegado a uma experiência pessoal com Deus. Quando Pilatos interpelou Jesus, com as palavras “És tu o rei dos judeus?”, Jesus respondeu ao governador, fazendo outra pergunta: “Dizes isso de ti mesmo, ou disseram-te outros de mim?” Ecoar o que se ouve, sem uma fixação pessoal, é tornar-se um papagaio.

Este é um sintoma alarmante de nossa época: muita gente “ecoando” um cristianismo que não passou da gravação, na memória, de algumas respostas do catecismo e alguns textos ou referências da Bíblia. Fé viva na Palavra e vivência com Deus nunca foram experimentadas por tais pessoas. E, quando chegam as horas difíceis, em que a vida espiritual tem de passar por uma prova de fogo, a “religião de segunda mão” não oferece o apoio de que precisa o “religioso”, que entra em pane e atola. Necessitamos de uma geração de homens “religiosos de primeira mão”, que falem ou cantem o que afirma o Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor...” Como você crê? Como andam as suas convicções?

O conhecimento da verdade deve nos levar à convicção da verdade. Jesus lançou a seguinte pergunta ao povo, acerca de João Batista: “Que fostes ver no deserto? Uma cana agitado pelo vento? ... Mas, então que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta” (Mt 11.7-9 - ARC). É terrível quando ouvimos a respeito de alguém: “Ele nunca tem opinião própria; costuma adotar a que estiver em voga”. Eis aí um caniço agitado pelo vento. O profeta do Senhor não é aquele que se orienta pelo cata-vento da opinião pública, mas pela bússola da convicção bíblica. O nosso mundo é rico em ilusões, e, por vezes, nos deixamos iludir por ele. Somos tentados a preferir o caminho fácil e seguir o curso da multidão. Porém, aqueles que têm por filosofia de vida acompanhar as multidões frequentemente se perdem no meio delas. Spurgeon um dia concluiu sobre a insanidade de alguém se guiar pela popularidade e disse: “Já faz muito tempo que parei de contar cabeças. Geralmente a verdade está com a minoria neste mundo mau”.

O mundo carece de homens que creem naquilo que pregam. Nos tempos da bastilha francesa, Mirabeu falou de Robespiere, quando este fazia um discurso: “Este homem vai longe; ele acredita naquilo que diz!” É lamentável dizer, mas há muitos de nossos pregadores e teólogos que simplesmente não creem naquilo que pregam. Se creem, a forma como pregam parece negar-lhes a eficácia de sua fé.

3. O Que Você Faz Com O Que Você Crê?

O que fazemos com a fé é muito importante. Se algo é digno de ser crido, é digno de ser vivido. De fato, a fé bíblica implica em obediência. A fé bíblica traduz-se em discipulado. Não crê aquele que não vive consoante à sua crença. “Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tg 2.17). Um pressuposto da pregação da Palavra de Deus é que o propósito subjacente a toda doutrina é garantir a ação moral. Aprendemos por simples verificação semântica que teologia é conhecimento de Deus. Sua teologia consiste naquilo que você é quando para de falar e começa a agir. Deus quando nos instrui a mente, Ele o faz para transformar a vida. Aliás, este é o alvo do ensino, e a lei do processo de aprendizagem estabelece que o aluno deve reproduzir, em si próprio, a verdade aprendida. E vivendo a verdade, nossas próprias vidas se tornam verdadeiras. Nós nos tornamos o que devemos ser.

Precisamos de homens com fé inabalável
na Palavra do Senhor, com coragem para,
com disposição e tenacidade
para tomar posição em sua proclamação e
defesa assumir os custos de tal decisão.

Uma fé digna de ser crida é digna de ser proclamada. Novamente recorro a Spurgeon, que disse: “Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade”. Hoje a teologia é vista como reflexões dos ambientes eruditos, aprisionada nos recintos acadêmicos dos seminários. Faz-se uma grande dissociação entre o conteúdo dos compêndios empoeirados das bibliotecas dos teólogos e a ação pastoral na igreja e a vivência comum do crente com Deus. Não tenhamos o mínimo interesse numa teologia que não promova o ardor por Deus; não tenhamos qualquer interesse por uma teologia que não evangelize e uma fé que não seja missionária.

A verdade precisa ser proclamada, não importa como seja recebida. E deve ser proclamada, antes de tudo, porque é a Verdade de Deus. Proclamar a Palavra glorifica o seu santo Nome. A pregação é sem dúvida um bem eterno. Essa foi a conclusão dos apóstolos quando elegeram “os sete”. O bem que se faz aos homens é passageiro; as verdades que lhes deixamos são eternas.

Uma fé digna de ser crida é também digna de que batalhemos por ela. O melhor método para a erradicação do erro ainda é publicar e praticar a verdade. Precisamos tornar clara nossa posição, com palavras e obras, em favor da verdade e contra as falsas doutrinas. Quase sempre, é no vácuo deixado pela negligência e descaso em proclamarmos “todo o conselho de Deus” que proliferam as seitas e heresias. Quando a verdade silencia, as opiniões falsas parecem plausíveis. A verdade amordaçada é
uma contradição e impropriedade, pois a verdade é sempre o argumento mais forte.


 Conteúdo retirado da Revista Fé Para Hoje Nº:1 Ano: 1999

quarta-feira, 20 de julho de 2016

"Por que devemos ler a Bíblia?"


Leia ate o fim essa postagem vai ser de grande ajuda em sua vida.

"E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;" (Dt 6:6 ACF)

"E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao SENHOR seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para cumpri-los;" (Dt 17:19 ACF)

"Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido." (Js 1:8 ACF)

Colocando de forma simples, devemos ler a Bíblia porque é a palavra de Deus a nós. II Timóteo 3:16 afirma que a Bíblia é “divinamente inspirada”. Em outras palavras, é a Palavra de Deus a nós. Há tantas perguntas feitas por filósofos e pessoas, e que Deus responde a nós nas Escrituras: Qual o propósito da vida? De onde venho? Há vida após a morte? O que acontece após a morte? Como posso chegar ao céu? Por que o mundo está cheio do mal? Por que luto tanto para fazer o que é certo? Além dessas “grandes” perguntas, a Bíblia dá muitos conselhos práticos em áreas como: O que devo procurar em um cônjuge? Como posso ter um casamento bem sucedido? Como posso ser um bom amigo? Como posso ser um bom pai ou uma boa mãe? O que é o sucesso e como consegui-lo? Como posso mudar? O que realmente importa na vida? Como posso viver de modo a não olhar pra trás e me arrepender? Como posso agradar a Deus? Como posso obter perdão? Como posso lidar com as circunstâncias injustas e acontecimentos ruins na vida de forma vitoriosa?

Já nos ensinou São Jerônimo: “Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Não podemos ignorar Jesus. Temos de contar com o Espírito Santo, que nos conduz na leitura da Sagrada Escritura e nos põe no caminho do Cristo. Ler e acreditar na Sagrada Escritura é caminhar com o Senhor, é ouvir o Seu convite: “Vem e segue-me!”

Temos acesso a Bíblia nas mais diversas  versões e formatos. Foi escrita por cerca de 40 escritores, num período de quinze séculos, indo de Moisés a João, em três línguas: hebraico, aramaico e grego, estando os seus escritores em três continentes diferentes: África, Ásia (Oriente Médio) e Europa. Está ao alcance de muitos, pois está traduzida em línguas e dialetos. Pode ser encontrada em formados e estilos diferenciados. Você pode ter uma Bíblia de bolso, mini-Bíblia, Bíblia vida, Thompson, Shedd, do ministro, católica, pentecostal, anotada, dentre tantas outras. Você pode encontrá-la em cores diferentes, em encadernações diferentes, tipos gráficos diferentes. E ultimamente você pode lê-la em seu computador, em seu tablet ou aparelho telefônico nas mais diversas versões, desde que você baixe um aplicativo.

Pasmem, mesmo sendo um livro que costuma permanecer aberto em algumas mesas de cabeceiras de quartos de hotéis ou quartos familiares, ou sendo lembrada em monumentos em praças públicas, mencionada em abertura de reuniões, sendo acessível a pessoas de credos, fé, religiosidade diferentes, ainda assim é um livro desconhecido.

Quero investir este tempo em desafiá-lo a ler não somente ocasionalmente a Bíblia, mas lê-la intencionalmente e com regularidade. Não há nada mais importante a fazer com a Bíblia, do que lê-la. Recomendo e incentivo que se empenhem nesta direção.

Como somos pessoas ocupadas, vem uma indagação: Por que eu deveria investir tempo nesta atividade? Vale a pena ler a Bíblia? Quero apontar alguas razões porque você deve fazê-lo:

- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ AMPLIA O SEU CONHECIMENTO HISTÓRICO -
- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ DESENVOLVE O SEU CONHECIMENTO GERAL -
- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ AGREGA CONHECIMENTO CIENTÍFICO -
- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ ADQUIRI CONHECIMENTO PARA O SEU DIA-A-DIA 
- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ ADQUIRE UM CONHECIMENTO PRÓPRIO ADEQUADO -
- QUANDO VOCÊ LÊ A BÍBLIA VOCÊ ENCONTRA A FONTE DA VIDA ETERNA -

Ler a Bíblia é essencial e importante. Lendo três capítulos diários e cinco capítulos aos domingos, lê-se a Bíblia toda em um ano. Além do benefício da leitura em si, somos enriquecidos com disciplina adquirida que é sempre boa para pessoas que buscam o sucesso. Leia a Bíblia, pois é o livro de Deus para a humanidade. Ao lê-la somos recompensados no corpo, na alma e no espírito. Isto lhe trará benefícios materiais, físicos, emocionais e espirituais. Termino com a citação de Billy Graham: "A leitura da Bíblia será capaz de transformar sua vida como já transformou a de tantos outros".

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Comece a ler pelo novo testamento, lendo 9 capítulos por dia você ler o NT todo em 30 dias.