sábado, 16 de julho de 2016

Espiritualidade ou misticismo?

Existe em todo o mundo um movimento entre católicos e protestantes que visa resgatar a mística medieval, especialmente as práticas e as disciplinas espirituais dos monges e freiras da Idade Média, como modelo para uma nova espiritualidade hoje. Esse movimento, geralmente conhecido como "espiritualidade", tem sido defendido por líderes católicos e protestantes e apresenta-se como uma reação à frieza, à carnalidade e ao mundanismo da cristandade moderna, especialmente da ala mais conservadora.


Não discordo de tudo o que os defensores da espiritualidade dizem. Quebrantamento, despojamento, mortificação, humildade e amor ao próximo são conceitos bíblicos e encontramos esses conceitos em vários dos seus escritos. Meu problema não é tanto o que eles dizem, mas o que eles não dizem ou dizem muito baixinho, a ponto de se perder no cipoal de outros conceitos.

Sinto falta, por exemplo, de uma ênfase na justificação pela fé em Cristo, pela graça, sem as obras ou méritos humanos, como raiz da espiritualidade. Uma espiritualidade que não se baseia na justificação pela fé e que não nasça dela está fadada a virar, em algum momento, uma tentativa de justificação pela espiritualidade ou pela piedade pessoal, uma tentativa de se chegar a Deus de forma direta e imediata, sem a mediação de Cristo. Não estou dizendo que os defensores da espiritualidade neguem a justificação pela fé somente - talvez os defensores católicos o façam, pois a doutrina católica de fato anatematiza quem defende a salvação pela fé somente. O que estou dizendo é que não encontro essa ênfase à justificação pela fé em Cristo nos escritos que defendem a espiritualidade.

Sinto falta, igualmente, de uma declaração mais aberta e explícita de que a espiritualidade começa com a regeneração, o novo nascimento, e que somente pessoas que nasceram de novo e foram regeneradas pelo Espírito Santo de Deus é que podem realmente se santificar, crescer espiritualmente e ter comunhão íntima com Deus. A ausência da doutrina da regeneração no movimento pode dar a impressão de que por detrás de tudo está a idéia de que a religiosidade natural, inata, do ser humano, por causa da imago dei, seja suficiente para uma aproximação espiritual em relação a Deus mediante o emprego das práticas devocionais.

O caráter progressivo na santificação também está faltando na pregação do movimento. Quando não mantemos em mente o fato de que a santificação é imperfeita nesse mundo, que nunca ficaremos aqui totalmente livres da nossa natureza pecaminosa e de seus efeitos, facilmente podemos nos inclinar para o perfeccionismo, que ao fim traz arrogância ou frustração.

Também gostaria de ver mais claramente explicado o que significa imitar a Jesus, um ponto que é bastante enfatizado no movimento. Até onde sei, Jesus não era cristão. A religião dele era totalmente diferente da nossa. Nós somos pecadores. Jesus não era. Logo, ele não se arrependia, não pedia perdão, não mortificava uma natureza pecaminosa, não lamentava e chorava por seus pecados. Ele não orava em nome de alguém e nem precisava de um mediador entre ele e Deus. Ele não sentia culpa pelo pecado - a não ser quando levou sobre si nossos pecados na cruz. Ele não precisava ser justificado de seus pecados e nem experimentava o processo crescente e contínuo de santificação. A religião de Jesus era a religião do Éden, a religião de Adão e Eva antes de pecarem. Somente eles viveram essa religião. Nós somos cristãos. Eles nunca foram. Jesus nunca foi. Como, portanto, vou imitá-lo nesse sentido? É esse tipo de definição e esclarecimento que sinto falta na literatura da espiritualidade, que constantemente se refere à imitação de Cristo sem maiores qualificações. Quando vemos Jesus somente como exemplo a ser seguido, podemos perdê-lo de vista como nosso Senhor e Salvador. Quando o Novo Testamento fala em imitarmos a Cristo, é sempre em sua disposição de renunciar a si mesmo para fazer a vontade de Deus, sofrendo mansamente as contradições (Fp 2.5; 1Pe 2.21). Mas nunca em imitarmos a Jesus como cristão, em suas práticas devocionais e na sua espiritualidade.

Faltam ainda outras definições em pontos cruciais. Por exemplo, o que realmente significa "ouvir a voz de Deus", algo que aparece constantemente no discurso dos defensores da espiritualidade? Quando fico em silêncio, meditando nas Escrituras, aberto para Deus, o que de fato estou esperando? Ouvir a voz de Deus com esses ouvidos que um dia a terra há de comer? Ouvir uma voz interior? Sentir uma presença espiritual poderosa, definida, que afeta inclusive meu corpo, com tremores, arrepios? Ver uma luz interior, ou até mesmo ter uma visão do Cristo glorificado e manter diálogos com ele, como alguns dizem ter experimentado? Ou talvez essa indefinição do que seja "ouvir a voz de Deus" seja intencional, visto que a indefinição abriga todas as coisas mencionadas acima e outras mais, unindo por essas experiências vagas pessoas das mais diferentes persuasões doutrinárias e teológicas, como católicos e evangélicos, conservadores e liberais?

Por todos esses motivos acima, nunca realmente me senti interessado na espiritualidade proposta por esse movimento. Parece-me uma tentativa de elevação espiritual sem a teologia bíblica, uma tentativa de buscar a Deus por parte de quem já desistiu da doutrina cristã, das verdades formuladas nas Escrituras de maneira proposicional. Prefiro a espiritualidade evangélica tradicional, centrada na justificação pela fé, que enfatiza a graça de Deus recebida mediante a Palavra, os sacramentos e a oração e que vê a santidade como um processo inacabado nesse mundo, embora tendo como alvo a perfeição final.

Enfim. Deus me guarde de ir contra a busca de uma vida cristã superior, de desenvolver a vida interior. Que Ele igualmente me guarde de qualquer tentativa de alcançar isso que não esteja solidamente embasada em Sua Palavra.


http://www.ipbv.org.br/16-estudos-e-artigos/devocionais/50-espiritualidade-ou-misticismo

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A Bíblia e o Impeachment - Pr. Caio Fábio

O livro do pastor Caio Fábio, A Bíblia e o Impeachment, continua tão pertinente hoje quanto o fora há quase duas décadas e meia, seja porque o país está em clima de um outro impeachment, seja porque quem ao qual o livro se destinou no início da década de 90 permanecer sendo ainda destinatário do mesmo: a igreja evangélica. Falar em igreja evangélica (igreja como instituição, claro) nos dias de hoje não é exatamente a mesma coisa de há duas décadas e meia. Nos idos do início dos anos 80, a igreja ainda era uma recém-saída dos negros anos da ditadura militar. Nesse período, a igreja foi silente. Com raríssimas exceções, uma ou outra voz evangélica se erguera contra o regime de exceção. A igreja era apenas um componente social discreto, avesso à política, longe dos embates que diziam respeito à nação e nutria, até, uma certa simpatia com o autoritarismo por conta de sua “filosofia da ordem”. Em suma, o regime militar não perturbava e ela não perturbava o regime militar. Quando ocorre a redemocratização do país, a igreja começa a sair da toca e percebe que tem que se colocar no mundo. Inicia-se então a propagação de um mote que grassou o meio evangélico na segunda metade da década de 80, que era o “irmão vota em irmão”. Sendo um ambiente estranho ao pensamento crítico e à politização da vida, a igreja estava desguarnecida de formulações intelectuais/espirituais para discutir esse pressuposto, especialmente os meios pentecostais que, à época, estava em outra dimensão com Paul (hoje David) Young Cho. Pouquíssimas vozes, advindas sempre das igrejas históricas, eram os ‘hereges’ que se metiam nesse tipo de assunto. Na virada década, com as eleições para presidente, a igreja já estava no páreo político, mas ainda carente das já referidas formulações. Mas àquela altura os líderes evangélicos já tinham percebido a força eleitoreira do rebanho, especialmente depois das eleições de 88. Em 92, essa igreja, quase que maciçamente, ajudou a eleger Collor de Mello presidente. Quando este se viu em apuros, em meio a escândalos vindos a público por denúncias do próprio irmão, e foi submetido a um processo de impeachment, essa igreja política e biblicamente desguarnecida entrou em parafuso. O crente deveria ou não apoiar o impeachment? E Romanos 13, como fica? Ora, uma igreja que foi ordeira e cordeira nos anos de ditadura havia sido doutrinada o suficiente para sê-lo num regime democrático. O golpe de 64 foi mais fácil porque, além do combate ao comunismo como pretexto, não fora a igreja quem sujara as mãos. Na democracia, não. Na democracia ela não teve como se esconder. Nesse vácuo, surge A Bíblia e o Impeachment, livro que o reverendo Caio Fábio escreveu às pressas (seis dias), em quartos de hotel, para dar uma resposta ao dilema e uma fundamentação bíblica da questão. Quase duas décadas e meia depois, o livro continua pertinente, primeiro, pelo momento político do país (em que uma presidente se vê envolvida em novos escândalos de corrupção, politicamente fragilizada, moralmente combalida e executivamente desorientada) e, segundo, pelo mesmo destinatário que, em muitos aspectos, já não é mais o mesmo. A igreja, antes no 2 quase anonimato, tem hoje protagonismo de sobra. Ela se emaranhou ao poder, tem uma bancada no Congresso (o ainda presidente da câmara, Eduardo Cunha, é evangélico), é detentora de cadeias de comunicação, esbanja poder econômico e já demonstrou ter grande simpatia por um Estado teocrático. Sua pertinência persiste, ainda que as questões não sejam mais as mesmas de vinte e poucos anos atrás. Depois de pequenas revisões, que tivemos o cuidado de manter seu escopo, A Bíblia e o Impeachment continua a ser leitura imprescindível para os dias de hoje, para a hora de agora. Boa leitura! Dilson Cunha Março de 2016


Deus e os Extraterrestres - Norbert Lieth


O professor Dr. Werner Gitt, diretor do "Instituto Nacional de Tecnologia Física" na Alemanha, escreveu o seguinte acerca do assunto:
Estamos sozinhos, ou existe vida em outros lugares do Universo? Os relatórios acerca de discos voadores e de encontros com extraterrestres, que há décadas já produziam inúmeras especulações, e que nos últimos tempos aumentaram em número, receberam combustível de uma ala séria: no início de agosto de 1996, pesquisadores da NASA anunciaram ter descoberto formas rudimentares de vida em um meteorito que supostamente procedia de Marte. Estas ligas orgânicas também poderiam ser bolinhas de lama petrificada, ressaltam. Uma prova de "vida", na verdade, não existia! Mas de qualquer forma a pedra de quase dois quilos, achada na Antártida, reaqueceu a febre marciana mundial: nos próximos anos, americanos, europeus, japoneses e russos planejam cerca de 20 projetos e pretendem enviar sondas até o planeta vizinho Marte, distante 78 milhões de quilômetros.
De modo geral, percebe-se que a crença em inteligência extraterrestre, que já tinha características quase religiosas, alcança uma nova dimensão.

A onda dos OVNIs vai aumentando

Se bem que após algum tempo as especulações sobre a "pedra de Marte" mostraram não ter fundamento, o entusiasmo pela busca de vida extraterrena prossegue. Existem diversas causas para o enorme "boom" dos relatos de aparições de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados). O professor de psiquiatria da Universidade de Harvard, John E. Mack, chamou a atenção do mundo inteiro com sua coletânea de casos intitulada "Raptado por Extraterrestres". Há algum tempo, o cineasta britânico Ray Stilli trouxe a público um filme supostamente rodado em 1947 e mantido em sigilo desde então, mostrando a autópsia de um suposto extraterrestre. Ele teria caído com seu disco voador no Novo México em 1947, próximo à base aérea de Roswell. Na Brasil, o "Fantástico" mostrou partes do filme. Em outubro de 1995, no Congresso Mundial de OVNIs, em Düsseldorf (Alemanha), as imagens pouco nítidas foram uma das principais atrações. (...) Segundo uma pesquisa de opinião efetuada pelo Instituto Allensbach, na Alemanha 17% da população crê que existam OVNIs, 40% contam com vida em outros planetas e 31% crêem que estes seres sejam inteligentes.
Como os cristãos deveriam classificar os OVNIs? Que significado tem a existência de extraterrestres no espaço?

I. O que a ciência diz a respeito?

1. Nunca houve um contato com "extraterrestres"

No ano de 1900, a Academia Francesa de Ciências anunciou um prêmio de 100.000 Francos para quem fosse o primeiro a estabelecer contato com um mundo desconhecido. Marte foi excluído, pois naquela época havia certeza da existência de moradores no planeta vizinho. Mas nesse meio tempo sabe-se com certeza: nem nesse nem em outro planeta existe qualquer sinal de "pequenos homenzinhos verdes" ou de qualquer outro ser inteligente.
Mesmo que até agora não exista a menor prova científica da existência de vida extraterrena, muitos astrônomos – sob o impacto da quantidade enorme de estrelas – acham que a vida, como ela é concebida na terra, também teria de haver surgido em outros lugares. Os cientistas americanos do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence = Busca de Inteligência Extraterrestre) fizeram diversas tentativas para captar sinais do espaço. Tudo foi em vão – eles também não encontraram nenhuma prova de vida extraterrestre.

2. Vida no espaço só seria possível se...

Vida no espaço só seria possível em um planeta cuja superfície suprisse diversas condições. Ele deve ter a distância certa de seu sol para ser aquecido corretamente. Até aqui os astrônomos só acharam uma indicação de possível vida em um planeta em outro sistema solar. Ele orbita em torno da estrela Pégaso de nossa Via Láctea, distante 45 anos-luz de nós. Mas como ela está 20 vezes mais próxima de seu sol do que a terra, a vida lá seria impossível devido ao calor. Ainda é possível que existam planetas não descobertos entre os incontáveis sóis (um número formado por 1 mais 25 zeros). Mas é, no mínimo, improvável que eles atendam as condições que possibilitem a existência de vida. A simples existência de água ou gelo não é evidência clara da eventual existência de outras formas de vida, como foi publicado em muitos jornais, quando se dizia que na lua de Júpiter, chamada "Europa", eventualmente teria sido descoberto gelo.

3. Distâncias intransponíveis até outros planetas

Mesmo aceitando-se que exista vida em algum lugar do espaço, uma visita de extraterrestres à Terra, como as sugeridas pelos relatos de OVNIs, seria impossível na prática. O principal impecilho são as distâncias inimaginavelmente grandes e, com isso, o longo tempo de viagem que se faz necessário. Já a estrela mais próxima da terra, chamada Proxima Centauri, fica a uma distância de 4,3 anos-luz, ou seja, 40.680.000.000.000 quilômetros (40,7 trilhões). Os vôos do projeto Apolo levaram três dias para irem até a Lua, que fica a 384.000 quilômetros de distância. Com a mesma velocidade, seriam necessários 870.000 anos para se chegar a essa estrela vizinha.
Sondas espaciais não-tripuladas poderiam obviamente ser mais rápidas. Se existisse alguma força de impulsão que alcançasse um décimo da velocidade da luz, mesmo assim a viagem levaria 43 anos. Segundo os cálculos aproximados do físico nuclear sueco C.Miliekowsky, seriam necessárias quantidades enormes de energia para a propulsão. Elas equivaleriam à quantidade de energia elétrica consumida atualmente pelo mundo inteiro em um mês. Além disso, as pequenas partículas de poeira que flutuam no espaço representam um problema para as sondas espaciais, pois colidiriam com elas. Átomos de hidrogênio (100.000 por metro cúbico) são os mais freqüentes. E partículas de poeira de silicatos e gelo com 0,1 grama de peso (100.000 por quilômetro cúbico) já poderiam destruir o aparelho. Tudo isso torna uma viagem de eventuais extraterrestres até nós ou de nós até eles praticamente impossível.

II. A Bíblia

1. Em lugar nenhum a Bíblia fala de extraterrestres

Para os cristãos, a Bíblia é a Palavra de Deus revelada. A Bíblia ensina que a vida só é possível através de um ato criador. Mesmo que no espaço existam planetas semelhantes à Terra, lá não existiria vida se o Criador não a tivesse criado. E se Deus o tivesse feito, e essas criaturas nos visitassem algum dia, então Deus não teria nos deixado ignorantes a respeito. Podemos deduzir isso de Isaías 34.16: "Buscai no livro do Senhor, e lede; nenhuma destas criaturas [de Deus] falhará, nem uma nem outra faltará". Além disso, Deus nos informou acerca de detalhes muito exatos do futuro (por exemplo, acerca da volta de Jesus, detalhes acerca do fim deste mundo, como em Mateus 24 ou no livro de Apocalipse). Um dia o Universo será enrolado como um pergaminho envelhecido (Is 34.4; Ap 6.14). Com isso, se Deus tivesse criado seres viventes em outro lugar, Ele automaticamente destruiria a morada deles.

2. A finalidade das estrelas

Um outro raciocínio que leva à mesma conclusão: se conhecemos a finalidade das estrelas, temos em mãos a chave bíblica para respondermos as questãos concernentes aos assim chamados "extraterrestres". O "para quê" das estrelas é mencionado em diversas passagens bíblicas. O conhecido Salmo 19 trata do assunto, mas queremos salientar aqui o relato da criação. Gênesis 1.14-15 diz: "Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos. E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez."
As razões de sua existência são muito claras: devem luzir na terra, mostrar o tempo e ser portadoras de sinais. As estrelas são, portanto, orientadas e planejadas para a terra, ou, para ser mais exato, para as pessoas que vivem na terra. Diante desta distribuição de finalidades quando de sua criação, diante da seqüência da criação (no primeiro dia a terra e só no quarto dia os outros planetas) bem como do testemunho bíblico como um todo, pode-se chegar a uma única conclusão: não se pode contar com vida em outros planetas!

III. E os OVNIs?

Após a constatação feita acima, como devemos nos posicionar diante dos fenômenos de discos voadores e diante da euforia e da crença em seres extraterrestres? Li na revista alemã "Focus": "90% das notícias de OVNIs são consideradas disparates, mas um resto de dez por cento é suficiente para o surgimento de muitas especulações." E o sociólogo Gerald Eberlein chega à conclusão: "Pesquisas revelaram que pessoas que não têm vínculos com igrejas mas afirmam ser religiosas, reagem de maneira especialmente forte à possível vida de extraterrestres. Para elas, a ufologia é uma espécie de religião substituta." A Bíblia expressa a mesma constatação num ponto de vista ainda mais profundo, quando menciona causa e conseqüência: "Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira" (2 Ts 2.9-11).

A Bíblia o diz

Um pensamento complementar para elucidar o fenômeno dos discos voadores: a Bíblia dá uma descrição de todos os seres viventes. O Deus vivo se apresenta a nós como o Deus triúno no Pai, no Filho e no Espírito Santo. No céu existem os anjos, que também servem às pessoas sobre a terra. Eles trazem uma boa mensagem e dão a reconhecer quem os enviou (por ex., Lucas 2.6-16). Suas afirmações são precisas e verificáveis.
Uma mensagem diferente é a do diabo e dos demônios. Efésios 2.2 chama-o de "príncipe da potestade do ar". Seu raio de ação é sobre a terra. O diabo tem seu próprio repertório para seduzir este mundo, sob a forma de variadas práticas ocultas e de milhares de ritos religiosos. Será que não poderia ser que, por trás de todos os fenômenos não identificáveis se encontrassem as obras do enganador? Como os relatos de OVNIs mostram, tudo é muito nebuloso e não identificável. Pessoas que não conhecem a Cristo se deixam fascinar com facilidade por tudo quanto é fenômeno abstrato. Aos cristãos vale o aviso: "Vede que ninguém vos engane!" (Mt 24.4). 
(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Religião de Alta Tecnologia ou Fé Real? - Por Elwood McQuaid

Religião de Alta Tecnologia ou Fé Real? - Por Elwood McQuaid
Assistir à “celebração” tumultuada dos alunos logo depois da vitória do Campeonato de Basquete da NCAA pela Universidade de Connecticut, em 2014, foi perturbador, para dizer o mínimo. Ver jovens chutando os pára-brisas dos carros de polícia e pondo fogo neles, enquanto as massas se comportavam como vândalos medievais nas ruas, parecia um aviso direto das coisas que estavam por acontecer. O relato de que o distúrbio foi, na verdade, planejado em vez de espontâneo tornou ainda maior a preocupação.
Ainda pior é que o episódio não foi um incidente isolado. Tumultos parecem ser as conseqüências menos evitáveis nestes dias de desordens e quebradeiras logo após competições esportivas e outros acontecimentos que atraem grandes multidões.
Por que tantos desta geração mais privilegiada e afluente desceram ao que pode ser mais bem descrito como neopaganismo? Estes são os jovens que governarão o país um dia – uma perspectiva que não é nada tranqüilizadora.

Conduta desordeira temporária ou caos futuro?

Alguns afirmam que esses jovens desordeiros, como aqueles das gerações que vieram antes deles, superarão suas tendências de ceder aos seus impulsos mais básicos e amadurecerão, tornando-se cidadãos modelares. Mas existe um problema: nossa cultura mudou.
Anteriormente, nossa sociedade estava enraizada na moral, na ética e no comportamento padrão judaico-cristãos. Infelizmente, a norma está em colapso. Forças radicais estão ganhando poder e têm a intenção de “transformar” o mundo em um ambiente anti-Deus que desdenha e rejeita tudo o que dirigiu, limitou e guiou o bom rumo no passado. Tão intensa é esta mentalidade revoltosa, que está travando uma guerra contra tudo o que é cristão.
É lógico que esta situação não é nada nova. Milhares de anos atrás, ela frustrou israelitas piedosos e profetas do Antigo Testamento. Habacuque reclamou:
Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás??Por que me mostras a iniqüidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita.?Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Hc 1.2-4).
Nos dias de Habacuque, o estado de coisas nacional havia virado de cabeça para baixo. Um novo e radical padrão de moral e de “correção política” havia varrido aquilo que tinha feito de Israel uma luz singular entre as nações. Era mudança por amor à mudança – deliberada e agressiva. Mas houve um elemento não previsto na alteração das coisas: o preço inevitável que uma sociedade paga por sua revolução para eliminar Deus.

Religião high-tech

Em qualquer época que as pessoas tentam derrubar Deus da vida nacional, elas encontram um substituto patético para preencher o vazio. Nos dias da Antigüidade, eram ídolos esculpidos por mãos humanas – produtos da invenção do próprio homem. A terra e o ambiente, criaturas, corpos celestiais, ancestrais e o “eu” são algumas de uma lista quase que inesgotável de coisas que as pessoas adoram em vez de Deus. No clima atual, a ciência e a tecnologia estão em voga.
Ninguém duvida que a tecnologia esteja mudando profundamente nosso jeito de viver. Muitos avanços tecnológicos são inquestionavelmente benéficos. Entretanto, existe um lado negativo na paixão pela parafernália eletrônica que está rapidamente se tornando a grande distração desta era. O florescente vício pela ciência e tecnologia, como deuses gêmeos do secularismo revolucionário, está alterando o mundo.
Por exemplo, nossas instituições culturais e educacionais têm consagrado a evolução como fato científico. Aqueles que discordam, independentemente de suas credenciais, são descartados como extremistas e tolos. Na verdade, evolução é fé, não fato. No entanto, ela foi estabelecida como a resposta ungida para a criação do Universo. Aqueles que crêem nela escarnecem da crença em Deus e impõem um ateísmo pseudocientífico às gerações que estão chegando.
Muitos avanços tecnológicos são inquestionavelmente benéficos. Entretanto, existe um lado negativo na paixão pela parafernália eletrônica que está rapidamente se tornando a grande distração desta era.
A conseqüência é um vazio moral, espiritual e social que deixa a humanidade por sua própria conta, sem uma bússola para o direcionamento e para uma conduta regulada. E quando não existe nenhum poder superior reconhecido, todos se tornam um poder em si mesmos, abrindo as portas para conceitos tais com ética situacional, na qual cada indivíduo decide o que é certo e o que é errado de acordo com suas preferências pessoais.
Negar a Deus também altera o que a sociedade julga aceitável. Sem Deus, satisfazer os apetites individuais (não importa quão perversos ou cruéis para os outros) é um comportamento adequado. Uma estatística persuasiva ilustra os extremos do fenômeno: o site www.LiveNews.com reportou o seguinte: “A entidade National Right to Life calcula que houve mais que 56 milhões de abortos desde 1973”, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou a interrupção da gravidez no processo Roe vs. Wade.[1]
Uma mudança calamitosa está ocorrendo. Cada vez mais pessoas estão rejeitando a Deus e à Bíblia e ridicularizando constantemente os cristãos que crêem nas Escrituras. Talvez mais ameaçadoras sejam as estatísticas que indicam que a maioria dos que nasceram entre 1980 e o início do novo milênio (a grosso modo, pessoas entre 15 e 35 anos, que são ávidas por inovações) não freqüentam igrejas nem crêem em Deus. Se esta condição prevalecer, e se tornar um padrão, os resultados serão catastróficos.
A verdade, entretanto, é que, embora a sociedade tente se vacinar contra a fé, ela não consegue remover a realidade de Deus. Suas leis divinamente cunhadas e imutáveis prevalecerão. E embora a reação, a rebelião e as batalhas totais contra Ele estejam na moda, o Senhor do Universo vai fazer as coisas à Sua maneira. Ele já demonstrou este fato repetidas vezes durante os milênios da história da humanidade no planeta Terra.
No final, os esforços da humanidade para excluír Deus são tão fúteis quanto a busca do delirante Dom Quixote, personagem fictício de Miguel de Cervantes, que perdeu seu tempo contendendo com os moinhos de vento, pensando que estes fossem gigantes.
No mundo da verdade, Saulo de Tarso (mais tarde denominado o apóstolo Paulo) percebeu que sua busca por destruir a incipiente Igreja de Deus não resultou em nada; foi como dar chutes contra os aguilhões, como o próprio Cristo lhe disse (At 26.14). Era uma empreitada inútil. O encontro de Paulo, 2.000 anos atrás, com o Salvador ressuscitado, na estrada para Damasco, foi uma antecipação das experiências de milhões e milhões de pessoas que seriam transformadas por meio de um encontro pessoal com Jesus Cristo.

Nunca fora de contato

A Bíblia nunca está fora de moda nem fora do contato com a realidade. Tampouco é um mito ou uma lenda, ou, como alguns a vêem, uma muleta para os fracos e intelectualmente prejudicados. Como disse Paulo: “A palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1Co 1.18).
A Bíblia é a verdade. De fato, ela tem estado muito adiante dos tempos em toda a história. O que a tecnologia consegue realizar hoje cumpre com o que a Bíblia predisse milhares de anos atrás.
Por exemplo, o Livro do Apocalipse afirma, sem equívoco, que duas testemunhas serão assassinadas nas ruas de Jerusalém durante a futura Grande Tribulação, e elas serão vistas em todo o mundo (Ap 11.9). Durante séculos, escarnecedores caçoaram dessa profecia. Dois homens, mortos por três dias, vistos pelo povo do mundo inteiro? “Ridículo!”, diziam eles. A moderna tecnologia já provou que não há nada de ridículo nisto.
Em Apocalipse 13, somos informados que uma imagem será construída com habilidade de falar e maravilhar o povo reunido diante dela (v.15). Como uma imagem feita por mãos de homens poderia proferir ordens e fazer com que multidões se curvassem diante dela em adulação? Para muitos, isso se assemelhava a ficção cientifica. Todavia, a tecnologia tem superado os pessimistas. O desenvolvimento de robôs que fazem tudo, desde vender produtos até esfregar o chão das cozinhas, torna o argumento irrelevante.
Verdade seja dita, muitos desenvolvimentos tecnológicos modernos confirmam, e não repudiam, a exatidão da Bíblia. As Escrituras proféticas, escritas há muito tempo, estão saltando para a vida em nossos dias como testemunhas irrevogáveis dAquele cujos pensamentos são mais altos que os nossos (Is 55.8-9). Sua mão move a história e Seu Livro dá instrução e informação ao homem finito e mortal.
Ignorar a Escritura não é apenas fútil, mas, no final, é fatal. Nossos púlpitos deveriam tornar as Escrituras conhecidas, sem desculpas, nem medo, nem intimidação. Há esperança! E essa esperança jamais será extinta, não importa quão feroz ou determinada seja a oposição. A boa notícia é que nossa esperança não está em fórmulas ou obras da mente ou das mãos, feitas por homens. Nossa esperança está na Pessoa que dá paz sem preço por meio do sacrifício de Seu Filho, Jesus. (Elwood McQuaid — Israel My Glory — Chamada.com.br)

Nota:

  1. Randy O’Bannon, “56,662,169 Abortions in America Since Roe vs. Wade in 1973” [56.662.169 abortos na América desde o caso Roe vs. Wade, em 1973], ?www.LiveNews.com, 12 de janeiro de 2014, www.lifenews.com/2014/01/12/56662169-abortions-in-america-since-roe-vs-wade-in-1973.

Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/religiao_tecnologia.html



04 RAZÕES PORQUE UM CRISTÃO NÃO DEVE IR A UM SHOW OU BALADA GOSPEL

Postado em 
http://conscienciacrista.org.br/

No Brasil tornou-se comum parte da igreja de Cristo valorizar e incentivar atividades do tipo baladas e shows gospel. Em virtude disso, resolvi elencar pelo menos quatro razões porque acredito que um cristão não deva ir a um show gospel.
1-) Os que participam de shows e baladas gospel ferem o terceiro mandamento tomando o nome do Senhor em vão. (Êxodo 20:07) O nome de Deus é santo e não deve ser usado com fins de entretenimento.
2-) Shows e baladas gospel não passam de entretenimento religioso e como tal visa a satisfação do homem e não a glória de Deus.
3-) Shows e baladas gospel apesar de serem usados como estruturas de evangelização, promovem um desserviço ao Reino, oferecendo aos incautos a ideia de um cristianismo bonachão, utilitário e antropocêntrico.
4-) Shows e baladas gospel, relativizam o conteúdo do evangelho , diminuindo o conceito de pecado, juízo eterno e salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus.
Pense nisso!
Por Renato Vargens
Imagem: Expointer
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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Quando Deus não é Suficiente

Quando Deus não é Suficiente

Scotty Smith
13 de Fevereiro de 2014 - Vida Cristã


“Fizeste-nos para ti, Senhor, e o nosso coração permanece inquieto enquanto não encontra repouso em ti” (Agostinho, Confissões).
“Há um vazio no coração do homem do tamanho de Deus que não pode ser preenchido por qualquer coisa criada, mas somente por Deus, o Criador, conhecido através de Jesus” (Blaise Pascal, Pensées).
Então, vieram ter comigo alguns dos anciãos de Israel e se assentaram diante de mim. Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração, tropeço para a iniquidade que sempre têm eles diante de si; acaso, permitirei que eles me interroguem? Portanto, fala com eles e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Qualquer homem da casa de Israel que levantar os seus ídolos dentro do seu coração, e tem tal tropeço para a sua iniquidade, e vier ao profeta, eu, o SENHOR, vindo ele, lhe responderei segundo a multidão dos seus ídolos; para que eu possa apanhar a casa de Israel no seu próprio coração, porquanto todos se apartaram de mim para seguirem os seus ídolos (Ezequiel 14:1–5).
O coração novo que temos em Cristo está ainda em processo de aperfeiçoamento, e quando Deus, de forma funcional, “não é suficiente”, nossas ansiedades e medos tomam conta, e então, saímos em busca de deuses projetados e pseudosalvadores. O que isso significa?
No início de Ezequiel 14, podemos escutar a conversa fascinante que ocorreu entre o profeta e Deus. Eis o contexto: Ao invés de apresentar e contar a história de redenção de Deus às nações, Israel havia sido gradualmente atraída para a adoração dos deuses das nações vizinhas.
O impulso de Israel à idolatria não aconteceu porque o povo ficou entediado com a liturgia de seu templo, encantado com a música das bandas de adoração nos templos pagãos, ou impressionado com a oratória do novo profeta cananeu que tinha acabado de se mudar para o bairro. Ninguém em Israel saiu em busca de um novo culto de adoração, mas de novos deuses que os servissem. O centro de sua adoração mudou de Deus para si mesmos. Eles começaram a adorar a adoração mais do que adoravam a Deus—isto é, o seu relacionamento com Deus se tornou utilitário ao invés de doxológico.
Quando a glória do único Deus vivo deixa de ser a nossa principal paixão na vida, a adoração se torna um veículo pragmático para realização de duas missões na vida: provisão e proteção. Ao invés de viver para a glória de Deus e buscá-lo para suprir nossas necessidades, passamos a existir para a nossa glória e a buscar deuses que satisfarão nossas exigências.
E como Deus reage a isso? Três fases se destacam para mim nessa passagem crucial—cada uma delas enfatiza o quão obstinadamente Deus nos ama em Cristo e quão incansavelmente ele busca o afeto de nossos corações.
O lamento de Deus: “Estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração”.
Nós somos bem capazes de levantar ídolos físicos em qualquer lugar. Mas quer seja um bezerro de ouro no pátio ou um carro novo na garagem, a principal habitação da idolatria é o coração do homem. As obras de nossas mãos ou as palavras de nossas bocas fluem simplesmente do que está acontecendo nos santuários de nossos corações. O clamor de Deus, e  mandamento, para nós é sempre “Dá-me, filho meu, o teu coração” (Provérbios 23:26). Ele terá os nossos corações, porque somente Deus é merecedor disso.
A promessa de Deus: “eu, o SENHOR, vindo ele, lhe responderei segundo a multidão dos seus ídolos”.
Apesar de sua paciência ilimitada, o amor de Deus por seu povo o impele a agir com poder e, se necessário, de forma dolorosa. Como Deus nos responde segundo a nossa idolatria? Deus permite que nós experimentemos as consequências sempre destrutivas resultantes da confiança nos ídolos. Somente quando os nossos ídolos falham conosco, é que nós começamos a entender a futilidade e a insanidade da idolatria (Isaías 44). A idolatria carrega um poder de cegar e escravizar. Apenas um poder tão grande quanto a graça de Deus pode acabar com os enganos e destruir as armadilhas da idolatria.
A esperança de Deus: “Para que eu possa apanhar a casa de Israel no seu próprio coração, porquanto todos se apartaram de mim para seguirem os seus ídolos”.
Conforme eu tenho sido guiado, e às vezes arrastado, no processo de transformação realizado pelo evangelho, poucas palavras de esperança têm tido tanto significado para mim quanto essas. Por que, às vezes, Deus torna a vida dolorosa para nós? Por que Deus escreve histórias que nós nunca escreveríamos; segue uma linha do tempo que nós nunca escolheríamos; e responde as nossas orações de tal maneira que nós pensamos que ele está nos rejeitando? Ele nos dá a resposta: “Para que eu possa apanhar a casa de Israel no seu próprio coração, porquanto todos se apartaram de mim para seguirem os seus ídolos”. Ninguém nos ama como Deus em Jesus—mesmo que seja necessário nos levar ao cativeiro da Babilônia para nos convencer disso.
O ciúme de Deus por nosso amor é o maior elogio que ele poderia nos fazer, e também o presente mais caro que ele poderia nos dar. Custou caro para Deus porque exigiu a vida e a morte do seu filho; custa caro para nós também porque significa que o amor de Deus nunca nos abandonará. Isso pode se tornar bem perturbador e confuso. Às vezes nós proclamamos: “Nada vai me separar do amor de Deus”, sem perceber tudo o que está implícito em tal declaração. O Deus de amor não tolerará o nosso amor pelos ídolos. Aleluia, e prepare-se.
http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/642/Quando_Deus_nao_e_Suficiente

É pecado o casal cristão casado ir a um motel?!

É pecado o casal cristão casado ir a um motel?!

 Pastor Denis de Oliveira

Quando se trata destes assuntos os evangélicos ficam mesmo divididos em suas opiniões particulares. Uns afirmam que não é pecado, mas ficam com medo de debater o assunto, pois não tem respostas. Já outros respondem que é pecado. Dizem que não é lugar de cristão, e chegam a afirmar que freqüentar um lugar desses é como ir numa casa de prostituição. Vivemos em uma época em que parte da crença evangélica vive uma das piores fases em termos de conhecimento bíblico e geral. Vivemos a era dos "achismos" e outros "ísmos" criados por aqueles que "sentem" que algo "não é de Deus". Pouco se lê das Escrituras, e a emoção misturada as revelações e outras manifestações de carater duvidoso, tomam conta cada vez mais de uma boa parcela da sociedade cristã, colocando medo e ameaças a quem ao menos pensar em liberdade cristã.
Versículos isolados, línguas estranhas (algumas muito estranhas mesmo), já são conhecidos dos que vivem uma pseudo-santidade.
Mas a saga dos legalistas parece não ter mesmo limites. Citar proibições, leis que não estão na Bíblia, é de uma hipocrisia de dar nojo. O crente tem o direito de não querer ir a um motel, mas julgar quem vai já o cúmulo. O termo MOTEL surgiu nos EUA como hotéis de motoristas na beira das estradas (Motorist Hotel = Motel). Nada tem a ver com casa de prostituição. Um casal em lua-de-mel, por exemplo, pode optar por hotel, pousada, chácara, etc. Sabendo que em todos esses lugares pode haver casais em adultério, traições, orgias, pois na recepção, ao alugar o quarto, nenhum recepcionista pede certidão de casamento a ninguém.
"Sabemos que somos de Deus e que TODO O MUNDO está no maligno". (1 João 5:19) Todo este mundo está contaminado, e não somente um motel ou hotel. Muitos alegam que o cristão deve escolher um "lugar santo". E como seria um "lugar santo"?! Dentro da igreja??? Num restaurante muitos incrédulos já passaram pelas mesas, ou quem sabe até o cozinheiro pode ser um ateu ou feiticeiro?! E no que isso poderia me prejudicar?? Em nada!!! Porque "O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra". (Salmo 34:7) Há igrejas que proíbem beijo na boca, carícias, afagos, até mesmo entre os casados. Cada um deles citando razões e versículos sorteados da Bíblia sobre "santidade do crente". É um legalismo que coloca o cristão num verdadeiro "talebã" evangélico.
Muitos cristãos acham "sujo" ir a um Motel pelo fato de ali ter passado outros casais e ter que usar a mesma cama para o ato sexual. Ora, não estamos aqui falando de qualquer motel barato. Um bom Motel oferece limpeza, troca constante de roupas de cama, conforto, serviço de primeira, e não uma espelunca qualquer! O mesmo pode ocorrer se o casal, ao viajar ou em lua-de-mel, escolher um Hotel ou Pousada. A cama destes lugares não diferencia em nada para o ato sexual. Nenhum casal irá dizer: "-Olha, aqui é um HOTEL e não um MOTEL...por isso não teremos relações sexuais aqui..." Em algumas cidades os Hotéis são mais usados para encontros de casais do que propriamente os Motéis!
Outra resposta de muitos cristãos até sinceros é que não vão a um motel porque a Bíblia diz: "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores". (Salmo 1) Ora, quando a Bíblia descreve "caminho do ímpio", refere-se a não seguir os pensamentos deste mundo, e não de ir a um local que ímpios também frequentam, pois do contrário não poderíamos entrar em supermercados, farmácias, restaurantes, etc. Jesus comia com pecadores e foi criticado. (Mateus 9:10-12) Ou seja, ele estava no mesmo lugar, mas o seu ideal era outro. Tanto que a Bíblia diz que Jesus é o "caminho". Esse caminho não é um LUGAR propriamente dito, mas seguir os mandamentos do Senhor que estão na Bíblia Sagrada.
Como pastor pentecostal quero deixar bem claro a todos os amados irmãos, que não podemos jamais usar da liberdade cristã para estrapolar e enveredarmos pelo caminho do pecado. Sabemos que realmente devemos viver em santidade e em constante oração. O que quero esclarecer aos amados irmãos é que não vivam a sombra do medo, obedecendo a dogmas de homens, e sim obedecer as Escrituras Sagradas, a Palavra de Deus. Esta sim, nunca mudou, não muda, nem nunca mudará!
Obs.: A uns quarenta anos atrás, algumas igrejas proibiam: beber refrigerantes; mascar chiclete; usar perfume; usar shampoo; mulher não podia andar de bicicleta; mulher não podia ser vista conversando com homem; o casal de namorado não podia andar de mãos dadas; calça jeans era sinal de fraqueza espiritual; e além do paletó e a gravata, tinha que usar um chapéu! E quem não obedecesse a essas doutrinas era suspenso e excluído da igreja.
Muitos se agarram a versículos isolados da Bíblia e transformam em suas "doutrinas", sem ler o contexto do assunto. Por exemplo, a Bíblia diz: "Orai sem cessar". (1º Tessalonicenses 5:17) E será que "orando sem cessar" o cristão não irá mais trabalhar? Não terá mais seus momentos de lazer?? Esse "sem cessar" Paulo se refere a oração constante, contínua, sempre orando, e não a ficar orando direto sem parar num mesmo lugar. Sempre exorto a todos os amados irmãos a andarem conforme a PALAVRA DE DEUS, e não segundo as proibições dos homens, que constantemente estão mudando suas "doutrinas", ora proibindo, ora liberando outra vez.
“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, é soberbo, e nada sabe”. (1 Timóteo 6:3)
"Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais tem, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne". (Colossenses 2: 20-23)
“Quem és tu, que julgas o servo alheio? Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus”. (Romanos 14:4,5)
"Fugi dos escribas, que gostam de andar com vestes compridas". (Marcos 12:38)
"E dizem: Retira-te, e não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu. Estes são fumaça no meu nariz, um fogo que arde o dia todo". (Isaías 65:5)

Denis de Oliveira é pastor da Assembleia de Deus, Ministério Poder de Deus, RJ.
http://pastordenisdeoliveira.blogspot.com.br/2013/11/e-pecado-o-casal-cristao-casado-ir-um_11.html

terça-feira, 12 de julho de 2016

O casal cristão CASADO pode tudo entre 4 paredes?

O casal cristão CASADO pode tudo entre 4 paredes?

"Desfrute a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol". (Eclesiastes 9:9)


"Desfrute a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol". (Eclesiastes 9:9)
Quando o assunto é sexo, as censuras e tabus na maioria das igrejas evangélicas retratam a severidade com que a maioria dos religiosos tratam o assunto. Muitos casais vivem hoje distantes da igreja, pensando seriamente em retornar, depois de realizar algumas fantasias "pecaminosas" com o cônjuge. Isso porque aprenderam que, se a relação sexual não for do modo tradicional "papai e mamãe", na finalidade única de gerar filhos, estarão cometendo um pecado terrível contra Deus. Usar uma lingerie que agrade ao esposo, realizar uma fantasia, um fetiche, é apontado por uma maioria religiosa como algo sujo, pornográfico, do demônio.

Conselheiros de igreja, alguns inclusive pregam fervorosamente em vigílias e consagrações, gritam no microfone sobre os "perigos" do casal e o sexo no casamento. Cria-se então uma espécie de medo e cobrança pessoal, e a opção encontrada por um casal de jovens é afastar-se da igreja, pois assim não estariam "brincando com as coisas de Deus", como advertiu o pregador.

É incrível como estes pseudo-conselheiros tem uma grande facilidade em amaldiçoar as pessoas, coagir, praguejar castigos, falar da "pesada mão de Deus", ao invés de abençoar, interceder, ou seja, salvar estas vidas, se elas realmente estiverem vivendo no pecado. Com um pouco de leitura, entendimento da bíblia, descobre-se que tudo isso não passa de um julgo pesado, alienador, que todos os dias afasta centenas de casais de inúmeras igrejas, que poderiam estar firmes. Ao invés de crescimento no Reino de Deus, criam um ambiente de insegurança, pois o sentimento de culpa rouba a fé.



Todos nós temos desejos sexuais. O sexo foi criado por Deus, e não pelo diabo. Óbvio que o casal cristão deve mesmo buscar a santificação, ter uma vida com Deus, jejuar, orar, ler a Palavra. Ninguém, mesmo o não-cristão, fica 24hs por dia pensando em sexo. Exceto aquele que tem algum problema, é doentio, mas isso já é outra coisa. A vida tem tantos problemas, no dia-a-dia, no trabalho, no próprio relacionamento com a pessoa que se casou, pois ter compatibilidade de gênios na convivência não é nada fácil. E diante de todas estas lutas da vida, quem fica o tempo inteiro pensando em sexo?! E aí, mesmo com os raros momentos que a pessoa tem para desfrutar no matrimônio, ainda tem que ouvir sermões condenando o sexo!

Me recordo que, em certa ocasião, um casal estava faltando muito a Santa Ceia, e já começavam a faltar as reuniões de domingo, e quando eles foram, eu e mais um casal do ministério chamamos para conversar no final do culto. O casal, um tanto sem graça, resolveu relatar que tinham "uma dúvida", se estavam ou não pecando. Resumindo: ela havia comprado uma lingerie, com espartilho, meia-calça, e resolveram se "afastar" um pouco da igreja devido a este "grave pecado". Sorrimos, mantemos sigilo, e quando falei que eles não tinham cometido pecado nenhum, voltaram a cear, e permaneceram firmes na igreja, como estão até hoje. 

Fui embora imaginando quantos casais, nas mais diversas denominações, principalmente as mais rigorosas, foram aos poucos se afastando, diminuindo a frequência, e depois se desviando totalmente da comunhão. Este casal ainda nos surpreendeu por detalhar algo de cunho íntimo. A maioria jamais fala. Como nas pregações sempre exorto a ninguém ir para casa com nenhuma dúvida, seja qual for, talvez isso os tenha motivado a resolver logo a questão.


A maioria das pessoas que condenam quase tudo no sexo (mesmo entre casados) são bons em apontar os outros, condenar, enumerar castigos divinos, mas nunca bons para responder. Se você fizer uma ou duas perguntas eles saem sem dar respostas, ou citam versículos isolados, que podem se relacionar a qualquer área da vida, tais como: "Sede santo, como santo é o nosso Deus"..."Tudo vos é lícito, mas nem tudo convém"...etc. 

E se você insistir em questões que os deixem confusos, chegam a dizer que o demônio está usando você para os interrogar. Afirmam que não gostam de polêmicas ou discussões, mesmo que tenham sido eles que começaram. É uma velha desculpa de quem não tem resposta.

A aplicação prática da "santidade no sexo", apregoada na igreja, não é obedecida em quase nada na maioria das denominações religiosas. Os "glórias" e "aleluias" no momento do sermão, servem para se passar uma aparente concordância a advertência. Depois do culto, tudo isso é esquecido. São pregações repetidas. Quem visita imagina estar ali um "povo santo", mesmo que não sejam todos, mas imagina-se ao menos a maioria.


Sermões proibitivos funcionam mais em cidades do interior. Quanto menor for a cultura do povo, maior é o medo, e consequentemente, a submissão. Em alguns casos chegam as raias do fanatismo. Há inúmeros casos nas igrejas em lugares mais pobres, de casais que só tem suas relações íntimas de luz apagada, embaixo de cobertores, fazem buracos nos lençóis, dormem em camas separadas, etc. Para alguns até o fato de citar o assunto "sexo" já é um pecado. As filhas não tem nenhuma instrução, ou diálogo. Geralmente os pais acham que a "oração de poder" resolve tudo. Muitas meninas, ainda adolescentes, engravidam do namorado que conheceram na escola ou na igreja. Lamentável.

No ano de 2002, quando escrevi o artigo afirmando que sexo oral não é pecado, o site que eu tinha (não era este blog) explodiu em visitas. Ninguém tivera, na época, a ousadia em escrever algo que torceria o nariz de muitos legalistas. Alguns criticaram, mas a grande maioria agradeceu o esclarecimento. Fiz, no artigo, uma pergunta: Se a boca é para louvar, orar, adorar, e as MÃOS? Não são usadas para imposição na oração, ungir com óleo?! E agora?? O casal cristão não pode também acariciar, e tem que colocar as mãos para trás?! 

Até hoje ninguém respondeu a esta pergunta. Os que discordam apenas vociferam frases carregadas de ódio, o que reforça a minha fé, que a religiosidade conduz a uma espécie de fanatismo involuntário. No artigo sobre o casal cristão poder ir a um motel, foi a mesma coisa. Mais um milhão de pessoas acessando, lendo, e agradecendo pelo artigo. E os críticos com o mesmo palavreado de sempre.


As proibições de muitas igrejas vão se tornando obsoletas com o passar dos anos. O que muitos condenam hoje estará liberado daqui a 10 ou 15 anos. As vezes menos. Depende do pastor, ou da convenção a que ele está ligado. Se você pesquisar a história de muitas denominações evangélicas, envolvendo os dogmas, as "doutrinas", os usos e costumes denominacionais, ficará estarrecido com o número de proibições que muitas igrejas tinham em seus estatutos internos, para não detalhar as coisas ridículas que eram proibidas, desde mascar chiclete, beber refrigerante, a ter televisão em casa, etc. 

SEXO ANAL

Dúvidas, dúvidas, e mais dúvidas. Esta parece ser uma marca registrada na cabeça de muitos evangélicos. Quase nunca há uma certeza nos assuntos íntimos, e muitos dos que se dizem contra o fazem apenas no receio de não terem a imagem prejudicada em um assunto que a maioria critica. Existe um porque de muitos condenarem o sexo anal. Vejamos:

Quando abordamos o assunto "sexo anal", o primeiro texto bíblico que vem a debate é Romanos 1:26-27:

"Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão". 

Se estudarmos o contexto destes versículos, vamos descobrir que Paulo se referia aos bacanais públicos e oficiais de Roma. A orgia era parte oficial da instituição. É só ler com um pouco mais de atenção que você vai perceber. César tinha relações com todas as mulheres que queria e também fazia-se mulher para muitos homens. Tudo era permitido! Ele definitivamente não estava falando de sexo anal entre marido e mulher com consentimento e prazer mútuo.

A versão da Nova Bíblia Viva não nos deixa dúvidas:

"Esta é a razão pela qual Deus os entregou a paixões pecaminosas, a tal ponto que até suas mulheres se voltaram contra o plano natural que Deus tinha para elas e cederam aos pecados sexuais entre elas mesmas". 

Sugiro então que não use mais este texto para condenar o sexo anal.

Outro versículo que também gera debate é 1º Coríntios 6:9-10:

"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarento, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus".


Sodomita. Essa palavra tem origem na descrição Bíblica de Sodoma e Gomorra. A interpretação mais difundida desse texto é de que o pecado de Sodoma seria o sexo entre homens, no entanto, estudos bíblicos mais recente entendem que o pecado de Sodoma é a injustiça e a anti-hospitalidade. Outra teoria diz que o motivo da ira Divina sobre Sodoma e Gomorra, era o abuso sexual e a intenção de fazer o mal ao próximo. 

Esses estudos, pregam que os sodomitas eram tão perversos que desejavam humilhar os forasteiros, abusando-os pela simples razão de serem estrangeiros. E dizem ainda que a intenção dos habitantes pode ser entendida apenas como vontade de fazer o mal. Mais uma vez não podemos afirmar que esta palavra se refere ao sexo anal feito entre marido e mulher com consentimento mútuo e prazer. [Pastor Oliveira de Jesus].

Guarde um bom conselho que serve para todas as áreas de sua vida: Tudo o que é exagerado, vicioso, é prejudicial. Há cristão que quando descobre que ir à praia não é pecado, começa a ir todos os dias que pode. Até o dia que quase se afoga, e volta a dizer que a praia é "do demônio". Tudo o que você e seu esposo ou esposa fizerem, façam de comum acordo. Se achar que algo é pecado, então que não façam, mas não transforme isso em uma regra moral coletiva. 

É impressionante como uma pessoa cristã pode basear o seu conceito sobre pecado em pesquisas mundanas. Falam tanto de serem "diferentes do mundo", que "o mundo nada tem de bom", etc, e quando querem ter respaldo para criticarem o sexo oral ou anal, baseiam-se em "pesquisas científicas realizadas", afirmando que isso ou aquilo traz doenças, etc. Há pessoas que tem em sua natureza a herança genética para desenvolverem doenças até quando só praticam o sexo tradicional. E como já afirmei e repito, tudo o que é feito de forma exagerada, viciante, doentia, com certeza causa problemas.


Coloque sempre a sua vida no altar. Ore bastante, pois a oração é a respiração do cristão. Leia a Palavra de Deus e estude, procure compreender, leia bons artigos, e não fique alienado a pregações aleatórias. Muitas pessoas pregam mais o que acham do que o diz a Bíblia. Muitos já tem uma força de hábito em afirmar no microfone que "Deus está mandando dizer" as coisas que ele pregou, e isso raramente condiz com a realidade.

Consagre sua vida, você e seu cônjuge. Seja fiel a Deus. Não existe coisa melhor do que ter uma vida consagrada. E isso não significa ser um crente ranzinza que condena tudo e todo mundo. Muito pelo contrário, é ser liberto das garras do religiosismo, que aniquila a fé, e causa a apostasia.

"Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão". (Gálatas 5:1)

"Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, é soberbo, e nada sabe". (1º Timóteo 6:3)

Denis de Oliveira é Pastor da Assembleia de Deus, Ministério Poder de Deus, RJ.


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sábado, 9 de julho de 2016

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram…

Mas, como está escrito:As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam.  1 Coríntios 2:9
Pensamento: Pra mim esta é a palavra mais perfeita e mais maravilhosa !!! É incrível pensar que já vimos tanto da bondade de Deus, como a criação do mundo, a natureza com tantas coisas lindas, o amor de Deus revelado por nós através de Cristo Jesus, os milagres, e tantas outras coisas. Mas mesmo assim, esta palavra nos diz, que nem sequer tudo isso que já testemunhamos, se compara com o que Deus ainda têm para mostrar aos que o amam. Que coisa tremenda é imaginar que vamos poder provar de tudo isso que Deus tem preparado pra nós.
Oração: Obrigado Senhor, sabes minha paixão para com essa palavra, sei que o céu e a vida eterna, estão muito além da minha capacidade de pensamento, e que será muito melhor do que tudo que sou capaz de imaginar. Esta esperança de viver no céu com o Senhor é o meu maior motivo de alegria nesta vida, a alegria da salvação não tem explicação. Obrigado Deus. Eu oro em nome de Jesus. Amém.
https://seminaristas.wordpress.com/2015/06/11/nem-olhos-viram-nem-ouvidos-ouviram/